Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

BARES E RESTAURANTES

Toque de recolher volta para às 22h hoje e comércio reclama

Presidente da Abrasel disse que pode haver fechamento em massa de bares e restaurantes
26/06/2020 13:30 - Gabrielle Tavares


A prefeitura de Campo Grande antecipou o horário do toque de recolher outra vez e a partir desta sexta-feira (26) vai passar a valer a partir das 22h. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Juliano Wertheimer, a medida prejudicou alguns estabelecimentos que estavam cumprindo os protocolos, “a gente vai ver um fechamento em massa de bares e restaurantes”, afirmou.

A decisão foi anunciada pelo prefeito Marcos Trad (PSD) na segunda-feira (22) em transmissão ao vivo pela internet. Até então, o toque era da meia-noite até as 5h.  

Wertheimer relatou que a falta de conscientização dos consumidores foi um dos principais fatores que contribuiu para a antecipação da medida. “Alguns casos de irregularidade entendemos que sejam punidos com rigor. A norma já era bem regularizada, mas como a população não respeita teve que chegar nesse ponto”, lamentou.

O presidente da Abrasel explicou que isso pode resultar no aumento de demissão de funcionários, que já chega a 3 mil desde o início da pandemia. “Vários estabelecimentos que tinham afastado funcionários quando fecharam da primeira vez, chamaram de volta para reabrir e tiveram gastos para comprar a mercadoria. Agora não vão poder afastar outra vez”, disse.  

“Entendemos que as medidas têm que ser tomadas na velocidade que avança a doença, mas essa insegurança de abrir e fechar é muito prejudicial para o comércio”, completou Juliano. Os estabelecimentos que mais sofreram com o novo horário do toque de recolher foram bares e restaurantes, onde o movimento é maior depois das 22h.

 
 

A Valley, um dos bares mais conhecidos de Campo Grande, foi um dos lugares que tiveram que fechar as portas pela segunda vez. Em nota divulgada pelas redes sociais, a empresa disse que “diante da alteração do horário inicial do toque de recolher, a manutenção das atividades por este estabelecimento se torna impraticável”.

A empresa alegou que seguiu todas as normas de biossegurança estabelecidas pela prefeitura, e que “por conta do desrespeito de alguns estabelecimentos, os que vinham cumprindo com o estabelecido restarão prejudicados”.

“A gente vê com bastante preocupação essa situação, apesar de apoiar as medidas. Atribuímos a responsabilidade de 50% das empresas e 50% aos clientes. O consumidor tem que se conscientizar do papel dele dentro do controle da doença, usar máscaras, respeitar o toque de recolher, usar com sabedora a liberdade que tem”, concluiu Juliano.

Índice de Confiança do Empresário  

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), caiu a 66,7 pontos em junho, atingindo o menor nível desde o início da realização da pesquisa, em março de 2011.

Afetada pelos impactos econômicos do coronavírus, a confiança dos comerciantes acumulou queda de 54 pontos nos dois últimos meses, levando ao recorde o pessimismo entre os tomadores de decisão do varejo.

O indicador que mede a satisfação dos empresários com as condições atuais, seja da economia, do comércio, seja também da própria empresa, foi o que mais se destacou negativamente, chegando a 38,9 pontos – menor patamar desde dezembro de 2015 –, com quedas significativas, tanto mensal (-46,6%) quanto anual (-58,3%).  

Especificamente sobre a economia, os números pioraram ainda mais neste mês: 22,7 pontos (menor nível desde junho de 2016), com queda mensal de 62,2% e anual de 73,1%. Mais de 90% dos entrevistados avaliam que a situação econômica atual está pior do que há um ano.

 
VEJA TAMBÉM

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...