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Biblioteca SESI será aberta ao público de Paranaíba em março

Biblioteca SESI será aberta ao público de Paranaíba em março

ROBERTO COSTA

23/01/2011 - 12h18
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A Biblioteca SESI (Serviço Social da Indústria), a mais nova biblioteca municipal de Paranaíba, em 2011, está com o calendário recheado de projetos educativos destinados a crianças e adolescentes. As atividades têm início em março e serão mantidas pela prefeitura, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Desporto e Lazer.

Os projetos: “Ler é Viver”, destinado a adolescente entre 15 e 17 anos que integram o Programa Bolsa Família e Projovem Adolescente, e “Viajando na Leitura”, para crianças de seis a 14 anos que pertencem às famílias beneficiadas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), serão realizados entre março e dezembro, todas às sextas-feiras. Ambos os projetos objetivam promover a leitura, despertando no aluno o prazer e o hábito de ler.

Com a seleção de histórias e poesias; oficinas de produção; exercícios; comentários sobre os textos lidos, seminários e apresentações teatrais, os alunos poderão adquirir conhecimento e ter a oportunidade de ampliar seus horizontes pessoais e culturais, garantindo sua formação crítica.

De março a novembro, alunos, entre quatro e 13 anos, que frequentam escolas da rede pública poderão participar da “Hora do Conto”, as terças e quintas-feiras. O projeto é uma iniciativa que se utiliza do teatro para incentivar a prática da leitura nas escolas.

No mesmo período, a Biblioteca também oferecerá reforço escolar aos estudantes dos 2º, 3º, 4º e 5º anos das escolas públicas com dificuldades de aprendizagem. Os alunos devem apresentar defasagem e rendimento escolar insatisfatório.

O projeto “Monteiro Lobato” entra em ação no mês de abril, as segundas e quintas-feiras. A intenção é proporcionar, aos educandos do ensino fundamental das escolas públicas, conhecimento sobre a vida e obras do autor, além de colaborar no desenvolvimento da leitura e da produção de textos.

Com os objetivos de ampliar o repertório literário, recitar poesias aprender a expressar-se em grupo, entre outros, a biblioteca realizará o “Sarau de Poesia”, entre agosto e setembro, sempre as quartas e sextas-feiras, destinado aos alunos do ensino fundamental da rede municipal de ensino. Ao final do projeto, haverá a apresentação das poesias escritas.

Em outubro, os estudantes do ensino fundamental poderão se deliciar com o projeto “Cinema na Biblioteca”. A proposta é inserir a arte do cinema no processo de ensino-aprendizagem por meio de uma visão multidisciplinar como uma forma de aproximar o público infantil da narrativa audiovisual.

Um dos temas mais polêmicos entre crianças e adolescentes, as drogas, será outro ponto trabalhado na biblioteca. “Diga não às drogas” surgiu da necessidade de se falar abertamente sobre os entorpecentes e de trocar e adquirir informações sobre o assunto.

Toda a comunidade escolar e a sociedade em geral estão convidadas a participar das conversas, debates e palestras que têm início em março e seguem durante todo o ano de 2011.

Temas como dengue; água; bullying; astronomia e astronáutica; meio ambiente; lixo; drogas; trânsito; alcoolismo; sexualidade e tabagismo compõem o quadro de palestras que serão ministradas de março a dezembro. As palestras são abertas ao público em geral.

Para a secretária municipal de Educação, professora Jane Paula da Silva Colombo, a Biblioteca SESI é mais um instrumento para garantir educação de qualidade em Paranaíba e a administração municipal não tem medido esforços para oferecer o melhor a todos os estudantes.

Com informações do Departamento de Comunicação

Perseguição Aérea

Helicóptero de MS é interceptado com 243 kg de cocaína no PR

Aeronaves da Polícia Federal e da PM do Paraná chegaram a atirar contra a aeronave clandestina, que saiu da fronteira com o Paraguai; piloto foi preso

19/06/2024 16h24

Helicóptero que decolou de Mato Grosso do Sul e estava em situação clandestina

Helicóptero que decolou de Mato Grosso do Sul e estava em situação clandestina Divulgação

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Um helicóptero que decolou da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai foi interceptado pelas polícias Militar do Paraná e Federal no norte do estado vizinho, na cidade de Jaguapitã (PR).

Os radares da Força Aérea Brasileira e da Polícia Federal identificaram a aeronave quando ela sobrevoava o Rio Paraná, na fronteira dos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná.

Após a perseguição, o pouso forçado do helicóptero e a prisão do piloto, foram encontrados 243 quilos de cocaína dentro da aeronave.

Conforme a polícia paranaense, a carga está avaliada em aproximadamente R$ 3,6 milhões no submundo do crime. “Foi bem preocupante, ninguém aqui é acostumado com isso.

Parecia que era o Rio de Janeiro”, definiu o autônomo Marcelo Henrique, ao portal Bonde.com, vinculado ao jornal Folha de Londrina.

O piloto da aeronave é um homem de 52 anos, que foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de Polícia Federal de Londrina (PR). Segundo informações, o helicóptero voava baixo e clandestinamente, foi visto primeiramente na região de Amambai (MS), e depois que entrou em território paranaense foi interceptado pelo Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas das unidades de Cascavel (PR) e Londrina.

Foram mais de 250 quilômetros de acompanhamento tático do helicóptero depois que a aeronave cruzou a divisa de Mato Grosso do Sul com o Paraná, até chegar nas imediações de Jaguapitã, município do norte do PR.

Até que o piloto desistisse, foram disparados diversos tiros, o que assustou os moradores da cidade de aproximadamente 15 mil habitantes. O piloto tentou fugir a pé, mas foi capturado.

A ação foi coordenada pelas delegacias da PF em Ponta Porã e em Londrina.

Apreensão

A aeronave foi apreendida e transportada por guincho para a delegacia em Londrina. O helicóptero está irregular e em nome de outra pessoa, que ainda não foi identificada.

“Esse piloto tentou se evadir das aeronaves da Polícia Militar e da Federal, fez diversas manobras perigosas e inseguras na região de Jaguapitã, mas mesmo assim ele estava a todo momento sendo monitorado pelas aeronaves e chegou um momento em que viu que não conseguiria mais fugir”, comentou o capitão Henrique Arendt ao portal Bonde.

 

Tráfico na região

O tráfico de cocaína a partir da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai para estados como São Paulo e Paraná é uma prática comum, conforme já investigou a Polícia Federal, pela quadrilha ligada a Antônio Joaquim da Mota, conhecido como “Don Corleone”.

Em setembro do ano passado houve uma interceptação na divisa entre Paraná e Mato Grosso do Sul, entre os municípios de Naviraí (MS) e Querência do Norte (MS). 

Na ocasião, o helicóptero acabou pousando em uma fazenda a 15 quilômetros de Naviraí. 

Já , com estes dois casos chegam a nove os casos helicóptero apreendido ou que se envolve em acidentes na mesma região, próximo à fronteira com o Paraguai. Na maior parte deles ficou comprovado o envolvimento com o transporte de cocaína, mas em outras ocorrências também foram encontradas evidências de envolvimento com o ilícito. 

Motinha

Em nenhuma das oito ocorrências elencadas acima os investigadores informaram os nomes dos proprietários destas aeronaves, que podem ter custo da ordem R$ 5 milhões.

Porém, em operações da PF no dia 30 de junho e 11 de maio deste ano, a instituição informou que a quadrilha comandada pelo sul-mato-grossense Antônio Joaquim da Mota, o Motinha, é especializada no uso de helicópteros para o transporte de cocaína.

Informou, ainda, que em menos de três anos apreendeu 13 aeronaves pertencentes ao grupo.  Motinha conseguiu fugir de três cercos policiais. Em dois deles utilizou helicóptero. (Com Neri Kaspary)

 

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PANTANAL

Multas por incêndios no Pantanal já somam R$53,8 milhões

Com a ajuda de mutirões para acelerar o processo, 94 autos de infração foram aplicados desde 2020

19/06/2024 16h15

Multas por incêndios no Pantanal já somam R$53,8 milhões

Multas por incêndios no Pantanal já somam R$53,8 milhões Divulgação: Governo de MS

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Incêndios florestais considerados criminosos no Pantanal sul-mato-grossense, já acumulam R$ 53,8 milhões em multas, através de 94 autos de infração emitidos pelos órgãos ambientais estaduais. Cada auto corresponde a uma extensão queimada, podendo abranger milhares de hectares.

Luiz Mario Ferreira, diretor de Licenciamento e Fiscalização do Imasul, explicou que múltiplos focos de incêndio em uma única propriedade resultam em um único auto de infração, abrangendo toda a área afetada. Os 94 autos compreendem o período a partir de 2020.

O valor das multas varia conforme a área queimada. Em 2020, quando aproximadamente 45 mil km² foram queimados, foram aplicadas 11 multas - um valor total de R$ 24,2 milhões. Já no ano de 2024, até junho, foram registrados 21 autos de infração, resultando em R$ 10 milhões de multas, conforme o Comando de Policiamento Ambiental da PMA (Polícia Militar Ambiental) - o que demonstra maior efetividade das fiscalizações, com áreas menores sendo atingidas.

Vale lembrar que todas as multas passam por um processo de ampla defesa dos autuados na esfera administrativa. Para agilizar esses processos, será organizado um mutirão visando julgamentos mais rápidos.

Além das medidas já implementadas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Governo de MS, como a elaboração e execução da Lei do Pantanal, outras ações são adotadas para prevenir e fiscalizar incêndios florestais no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O Imasul e a PMA são responsáveis por essas operações.

Entre as ações efetivas está o monitoramento por imagens de satélite em tempo real do território sul-mato-grossense. Quando um foco de incêndio é detectado, a imagem é ampliada para identificar a propriedade e investigar a origem do fogo.

Outra medida preventiva adotada é a identificação de vegetação seca que possa representar risco de combustão. Nestes casos, o Estado orienta o proprietário a realizar queima controlada desse material, utilizando métodos seguros para evitar incêndios florestais.

Essas iniciativas são implementadas fora dos períodos de seca, como medida de segurança. O sistema de satélite, que auxilia na fiscalização dos focos de calor, também é utilizado para identificar áreas propícias à queima controlada, otimizando o uso dos recursos disponíveis.

 

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