Cidades

Cidades

Bolões continuarão sendo vendidos

Bolões continuarão sendo vendidos

Redação

25/02/2010 - 04h22
Continue lendo...

As lotéricas de Mato Grosso do Sul continuarão a vender bolões, segundo informou o Sindicato dos Empresários Lotéricos do Estado. A polêmica instalou-se depois que a Caixa Econômica Federal divulgou nota afirmando que a venda dessa modalidade de jogo pelas lotéricas de todo o Brasil não é permitida. Na semana passada, apostadores de Novo Hamburgo (RS) compraram cotas de um bolão, acertaram as dezenas da Mega-Sena, mas não tiveram o jogo registrado pela loja, originando a decisão da Caixa. “O bolão feito pela lotérica é uma relação entre a empresa e o apostador. A recomendação do sindicato é que a loja registre o jogo, antes de vendêlo. Se acontecer do bilhete ser vendido e não ter sido registrado, o dono da lotérica é quem deve responder criminalmente”, explica Ricardo Amado Costa, presidente do sindicato no Estado e também vice-presidente da Federação Brasileira das Empresas Lotéricas. Se a prática fosse proibida pela Caixa, afirma Ricardo, vários bilhetes sorteados não teriam sido pagos no Brasil e também no Estado. “Quando um bolão feito pela lotérica é premiado, a Caixa sabe que está pagando para vários apostadores, pois uma lista de nomes do bolão é entregue. O prêmio, inclusive, já sai fracionado para facilitar na hora do apostador declarar seu imposto de renda”, completa. A nota foi divulgada pela Caixa Econômica, na terçafeira, e cita “que os locais flagrados oferecendo esse tipo de aposta (bolões) estarão sujeitos a penalidades que variam de advertências ao descredenciamento”. Para o presidente do sindicato, esta foi uma maneira imediatista de a Caixa se manisfestar à população sobre o caso recente de apostadores que ganharam, mas não levaram o prêmio em Novo Hamburgo. “Foi precipitado”, observou. Demanda As lotéricas não receberam da Caixa Econômica nenhum comunicado formal da nota divulgada pela imprensa. “Se essa nota chegar aos sindicatos, colocaremos o assunto em pauta e vamos discuti-lo”, informa Ricardo. “Existe uma demanda pelos bolões feitos pelas lotéricas, e isso deve representar 30% do movimento das lojas – pois quando alguém aposta num bolão aumenta sua chance de ter os números sorteados. Se isso não puder mais ser feito, o movimento nas lojas vai cair”, apontou. A reportagem visitou três lotéricas na manhã de ontem e encontrou em todas as lojas anúncios de bolões feitos pelos estabelecimentos. “O movimento não mudou. As pessoas continuam procurando os bolões. Ninguém disse que isso é proibido”, informou Erlienne de Albuquerque, funcionário de uma lotérica da Capital. O maior prêmio pago em Mato Grosso do Sul foi de R$ 51,99 milhões em 1999. Na história das loterias, foram apenas seis premiados no Estado.

Cidades

Correios vetam vale-natal de R$ 2,5 mil a funcionários, enquanto aguardam decisão da Fazenda

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024

05/12/2025 19h00

Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Continue Lendo...

Em crise, os Correios decidiram não renovar este ano um benefício de vale-natal de R$ 2,5 mil aos seus funcionários, valor que foi pago em 2024, após Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A empresa comunicou seus funcionários sobre o não pagamento na noite de quarta-feira. Ao mesmo tempo, a estatal espera a avaliação da equipe econômica sobre os próximos passos nas negociações com os bancos.

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024. Ele vem sendo renovado, enquanto a atual direção negocia novos termos, mas o benefício de Natal foi cancelado em função da crise e da necessidade de cortes de custos. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão.

Em paralelo, a empresa aguarda avaliação do Tesouro Nacional sobre o plano de recuperação, para poder voltar a negociar com os bancos um empréstimo na casa dos R$ 20 bilhões. A expectativa era de que isso fosse concluído ainda esta semana, mas o desfecho dessa análise deve ficar para a semana que vem.

Na terça-feira, o Tesouro informou à estatal que não dará aval a um empréstimo de R$ 20 bilhões caso as taxas de juros estejam acima de 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). A proposta dos bancos, segundo apurou o Estadão, foi de 136% do CDI. Ou seja: com essa taxa, a proposta foi recusada, dando início a uma nova rodada de negociação.

A equipe econômica estuda uma forma de dar um fôlego de curto prazo para a companhia, para que ela não negocie com os bancos sob forte pressão. Mas o desenho dessa ajuda ainda não foi definido.

Nesta quinta-feira, 4, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que se isso ocorrer com aportes do Tesouro, será dentro das regras fiscais.

Rombo bilionário

Os Correios correm para conseguir a liberação do empréstimo para lidar com uma crise financeira sem precedentes. De janeiro a setembro deste ano, a empresa teve prejuízo de R$ 6,05 bilhões, em uma combinação de queda de receitas com aumento de despesas.

Com o empréstimo, a empresa pretende quitar uma dívida de R$ 1,8 bilhão, além de financiar um programa de desligamento voluntário (PDV) e fazer investimentos para tentar recuperar espaço no mercado de encomendas e elaborar novas fontes de receitas.

A estatal também precisa regularizar pendências com fornecedores Isso é visto como crucial pela atual gestão para que a empresa recupere a performance no setor de entregas, a confiança de clientes e tenha aumento de receitas.

Cidades

Prefeita sanciona lei que dificulta emissão de atestado médico em Campo Grande

Lei pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestado

05/12/2025 18h45

Foto: Reprodução

Continue Lendo...

A prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou a o Projeto de Lei que endurece e dificulta o acesso a atestado médico aos pacientes da rede municipal de Saúde em Campo Grande.

O texto foi aprovado em regime de urgência e única discussão instituindo o Programa Atestado Responsável, com a finalidade de endurecer a emissão de atestados, proposta  dos vereadores Rafael Tavares e André Salineiro.

Segundo o texto aprovado, a emissão de atestados deverá ocorrer de forma criteriosa e ética, sendo prerrogativa exclusiva do médico, que decidirá sobre a necessidade e o período de afastamento do paciente.

Quando não houver justificativa médica para afastamento, poderá ser emitida apenas uma declaração de comparecimento, comprovando a presença do paciente na unidade de saúde. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica sobre a apresentação deste documento para abonar  a falta no trabalho, ou seja, a empresa não tem a obrigação de pagar o salário do dia.

Conforme a lei, o programa “Atestado Responsável” tem objetivo de promover a emissão de atestados médicos de forma responsável e ética, priorizando as reais necessidades clínicas dos pacientes, contribuir para a redução da sobrecarga de atendimentos nas UPA’s e Postos de Saúde, direcionando os recursos para os casos de maior urgência e gravidade. 

Além disso, pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestados para fins de justificação de ausências sem real necessidade de afastamento laboral, fortalecer a autonomia, a segurança e a responsabilidade do profissional médico na tomada de decisão clínica sobre a necessidade de afastamento do trabalho.

Conforme o texto, o intuito do programa é implementar medidas de controle, registro e transparência na emissão de atestados médicos incluindo o monitoramento da quantidade de documentos emitidos, identificação de padrões de uso e eventuais fraudes, de modo a permitir a avaliação contínua da política pública e seus ajustes futuros.

O que diz as regras da CLT?

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica a declaração de comparecimento, exceto em situações específicas, prevista no Artigo 473, em que o trabalhador pode se ausentar sem prejuízo do salário para acompanhar a esposa ou companheira durante a gravidez até dois dias para consultas médicas e exames, ou para acompanhar um filho de até 6 anos em consulta médica, uma vez por ano.

Para outros tipos de consultas e exames, o abono de faltas não é previsto na lei e a aceitação do documento depende da política interna da empresa ou de acordos coletivos.

 

Assine o Correio do Estado
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).