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Bombeiros alertam sobre uso de fogos de artifício

Bombeiros alertam sobre uso de fogos de artifício

DA REDAÇÃO

13/07/2011 - 00h02
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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul lembra que, para evitar a compra de material clandestino de fogos de artifício, é importante observar se o local de venda é credenciado.

Segundo a Corporação, nas lojas credenciadas, os vendedores são treinados para orientar aos usuários sobre as medidas de segurança. Ainda segundo os Bombeiros, estas casas possuem iluminação blindada contra explosões, extintores e porta corta-fogos para evitar a propagação de incêndios.

 De acordo com as informações do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, em 2010 foram registrados dois casos por queima de fogos de artifícios no Estado.

Já neste ano até agora, nenhum acidente dessa natureza foi registrado pelos bombeiros, que vêm realizando trabalhos de vistoria técnica e de prevenção contra incêndios no Estado. A Corporação informou que durante as realizações de festas juninas e julinas eles também orientam as crianças nas escolas, da maneira correta, bem como dos riscos com a utilização das bombinhas.

 O Corpo de Bombeiros Militar lembra que para comercialização de fogos de artifício as empresas têm que ser credenciadas pelo Serviço Técnico dos Bombeiros. “O estabelecimento que comercializa material de fogos de artifício, a empresa precisa ter o projeto credenciado pelos Bombeiros”, informou o diretor de Serviços Técnicos, coronel Joaquim Rodrigues Lopes, do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar. Segundo ele, são 12 os estabelecimentos com projetos aprovados pela Corporação no Estado.

 De acordo com a lei (1.092/90) - que dispõe sobre Segurança Contra Incêndio e Pânico, no Estado, o Art. 1º diz que compete ao Corpo de Bombeiros do Estado de Mato Grosso do Sul o estudo, o planejamento, a fiscalização e execução das normas que disciplinam a segurança das pessoas e dos seus bens contra Incêndio e Pânico em todo o Estado.

 

Precauções

Sempre leia e siga as instruções na embalagem;
Sempre use fogos em locais abertos;
Sempre armazene fogos em local frio e seco;
Sempre solte fogos sob a supervisão de adultos e de acordo com a sua idade;
Nunca tente reutilizar os fogos que tenham falhado;
Nunca atire fogos na direção de outras pessoas;
Nunca atire fogos de lugares fechados, como carros ou residências;
Nunca faça experiências, modifique ou tente fazer seus próprios fogos de artifício;
Nunca utilize fogos após ingerir bebidas alcoólicas.
Não desmontar os fogos.
Não fumar dentro dos estabelecimentos que vendem fogos.
Antes de usar um produto, ler cuidadosamente as instruções impressas nas embalagens e ter cuidado ao segurar os fogos para evitar acidentes.

saúde

HU é aprovado para sair da rede de urgência e Santa Casa segue cheia

O Hospital Universitário enfrentou superlotação no ano passado, o que acabou por motivar a sua saída da Rede de Urgência e Emergência de Campo Grande

01/03/2024 09h30

O Hospital Universitário é conhecido também por ser um hospital-escola, estando vinculado à UFMS Foto: Gerson Oliveira

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O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS) conseguiu no mês passado a aprovação na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para a sua saída da Rede de Urgência e Emergência (RUE) da Capital. A unidade hospitalar iniciou o procedimento para se desvincular da RUE no início de outubro do ano passado.

Agora, o Humap-UFMS informou que está tramitando com a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) uma assinatura de um novo contrato, a fim de continuar com a prestação de serviços com a prefeitura, porém, sem que seja “porta de entrada” da RUE.

A demanda do Hospital Universitário foi solicitada via ação civil pública, e o documento apontou que o problema de superlotação no pronto atendimento médico da unidade hospitalar foi uma realidade nos últimos seis anos, sendo resolvido em 2019, por meio de um acordo entre o hospital e a prefeitura, mas retornado em 2021.

Assim, no ano passado, após passar por “uma situação nunca antes vista em mais de 46 anos [de atividade]”, segundo a Superintendência do Humap-UFMS, o hospital decidiu entrar na Justiça para desabilitar o componente “porta de entrada hospitalar de urgência e emergência da RUE – tipo II”.

A saída da unidade da RUE não significa que o Pronto Atendimento Médico (PAM) será fechado.

O que os gestores do hospital informaram na época é que a iniciativa visava que o número de vagas que o hospital tivesse fosse respeitado. Ou seja, o Humap-UFMS só receberá pacientes se tiver leitos disponíveis.

Andréa de Siqueira Campos Lindemberg, superintendente do Humap-UFMS, conversou com a equipe de reportagem do Correio do Estado em outubro do ano passado, quando a ação foi ajuizada. À época, ela revelou que a unidade chegou a ter, além das 30 vagas disponíveis no PAM, entre 70 e 80 pacientes a mais.

O Hospital Universitário informou que, em contrapartida, terá condição de aumentar a realização de cirurgias eletivas após sua saída da RUE. Segundo a instituição, a previsão de trâmite do novo contrato com a prefeitura é de 60 dias.

Já a Sesau apontou que o Humap-UFMS atende atualmente uma média diária de 15 pacientes em diversas especialidades por meio da RUE. Com a nova diretriz da CIB, a unidade vai seguir atendendo alguns casos, principalmente especialidades do próprio hospital.

“O Humap-UFMS seguirá atendendo casos de trauma ortopédico, neurologia, cardiologia, gestações de alto risco e pediatria. Essas áreas já representam cerca de 50% dos encaminhamentos diários. Como compensação, haverá um aumento nos serviços eletivos de ambulatório e de cirurgias oferecidos pelo hospital”, destacou a secretaria, por meio de nota.

Além disso, a Pasta afirmou ainda que, desde outubro do ano passado, o Hospital Adventista do Pênfigo vem atendendo pacientes de urgência e emergência, trabalhando na expansão de leitos e especialidades.

“Inicialmente foram adicionados dois leitos na área vermelha e quatro na área verde do PAM, com planos de abrir mais 17 leitos nos próximos meses. Atualmente, o hospital disponibiliza 83 leitos, sendo 75 de enfermaria e 10 de UTI [Unidade de Tratamento Intensivo]”, finalizou a Sesau.

SANTA CASA 

Ao contrário do Hospital Universitário, a Santa Casa de Campo Grande segue por uma superlotação crítica, embora em patamares menores do que os registrados no pós-Carnaval.

À época, a Santa Casa recebia diariamente cerca de 18 pacientes a mais do que é capaz de suportar. Na unidade, inclusive, algumas pessoas tiveram que ficar em leitos improvisados no chão à espera de uma vaga na enfermaria.

O hospital relatou na época que o setor de trauma – o mais impactado pela superlotação – suportava 118 leitos, mas que chegou a ter 136 pacientes por dia, sendo a maioria dos casos de ortopedia, os quais chegavam na unidade principalmente por conta de acidentes, como colisões, quedas e brigas.

Agora, o diretor técnico da Santa Casa, William Lemos, detalhou por meio de nota que, graças aos esforços conjuntos da equipe, a situação melhorou, mas que ainda há superlotação na unidade.

“Alguns pacientes ainda permanecem em macas nos corredores do hospital por dois motivos. [O primeiro deles é que] ainda há impactos dos eventos das semanas passadas, o que deve ser sentido até o fim do mês. [Além disso], por conta da reforma no pronto-socorro, que visa ampliar e melhorar a estrutura física e o atendimento aos pacientes”, esclareceu o Lemos.

A reforma citada pelo diretor está sendo realizada durante o pleno funcionamento do hospital. Segundo a Santa Casa, isso gera alguns transtornos temporários, mas que a longo prazo trará benefícios.

Lemos também afirmou que a entrada de pacientes no hospital atualmente segue dentro da média histórica, sem registrar picos ou quedas significativas.

meio ambiente

Em ano mais quente, MS registrou aumento de temperatura de até 4ºC

O ano passado foi o mais quente da história de Mato Grosso do Sul, com média de temperatura atingindo os 25,7°C

01/03/2024 09h00

Céu de Campo Grande, cidade que teve, em média, um aumento de 2°C nos últimos meses de 2023 Foto: Gerson Oliveira

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Durante o período mais quente do planeta, Mato Grosso do Sul chegou a registrar temperatura 4ºC acima da média para novembro.

De acordo com estudo feito pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) sobre as condições extremas de temperatura no Brasil, com base em conteúdo exclusivo para o jornal O Globo, entre os municípios de Mato Grosso do Sul, Porto Murtinho foi a cidade que apresentou, entre os meses de novembro e dezembro de 2023, a aumento de temperatura, registrando 3,96ºC de desvio padrão do valor médio para os dois últimos meses do ano.

O município, segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), também alcançou a maior temperatura máxima do Estado em 2023 nos dias 17 de outubro e 16 de novembro, chegando a 43,4°C.

Entre as capitais brasileiras, Campo Grande apresentou o sexto maior aumento de temperatura, registrando 2,87ºC acima do normal para o mês de novembro.

Ainda em novembro, na tarde do dia 11, o Cemtec-MS informou que nove municípios registraram temperaturas acima de 40ºC: Porto Murtinho (42,3ºC), Coxim (41,9ºC), Três Lagoas (41,6ºC), Bataguassu (41,1ºC), Corumbá (41,1ºC), Pedro Gomes (41,1ºC), Miranda (41ºC), Aquidauana (40,8ºC) e Água Clara (40,6ºC).

De acordo com os meteorologistas do Cemtec-MS, o motivo dessa onda de calor no segundo semestre de 2023 foi uma massa de ar quente que estava cobrindo a Região Centro-Oeste, provocando o calor extremo no Estado.

“Entre os dias 10 e 20 de novembro, os modelos indicavam a atuação de um bloqueio atmosférico [sistema de alta pressão atmosférica] que favoreceu uma intensa onda de calor e as temperaturas passaram dos 40°C”, informou o Cemtec-MS em nota.

Conforme estudo do Cemaden, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2023 apresentaram as maiores anomalias de temperatura em grande parte do País. 

No entanto, anomalias entre 4ºC e 5ºC graus foram observadas especialmente nos meses de novembro e dezembro.

Considerando novembro do ano passado, os municípios com anomalias entre 4ºC e 5ºC graus concentravam-se no sul da Bahia, no norte de Minas Gerais e em parte do Pantanal.

Para o meteorologista do Cemtec-MS Vinícius Banda Sperling, a falta de regularidade das chuvas no segundo semestre do ano passado causou diversos problemas de saúde para as pessoas, prejuízo para o agronegócio e também contribuiu para queimadas florestais no Estado.

“No fim do período seco, as temperaturas subiram muito, e o material combustível, como a palha que estava no campo, ficou com a temperatura muito elevada, pronto para queimar. Outros pontos preocupantes desta alta de temperaturas em 2023 foi [em relação à] saúde humana, dos animais e vegetais, [pois] começamos a transpirar mais com a baixa umidade e começamos a ter o ressecamento dos olhos e narinas”, analisou Vinícius.

REGIÃO PANTANEIRA

A região norte de Mato Grosso do Sul, novembro e dezembro de 2023, concentrou os maiores registros de calor do Estado.

Corumbá, Aquidauana e Porto Murtinho, situado no sudoeste de MS, tiveram a temperatura média em novembro de 38ºC.

Coxim, Miranda e Rio Verde de Mato Grosso também esquentaram na casa dos 37ºC. 
Em dezembro, vale destacar que cidades da região central do Estado, como Ribas do Rio Pardo e Brasilândia, ficaram entre os 10 municípios com temperaturas mais elevadas, passando dos 36ºC.

A Capital registrou 34,64ºC em dezembro e 35,45ºC em novembro, de acordo com o estudo do Cemaden.

Climatologicamente, outubro e novembro foram considerados os meses mais quentes do ano pelo Cemtec-MS. 

“Aliado a isso, tivemos a atuação forte do El Niño, que é um fenômeno oceânico-atmosférico de aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico e, por consequência, que favorece as altas temperaturas. No Estado, esse fenômeno tem um impacto maior na temperatura do ar, com padrões acima do normal. Por meio da análise dos sistemas meteorológicos atuantes, identificamos a formação de sistemas de alta pressão atmosférica que favoreceram a formação de bloqueios atmosféricos e as ondas de calor”, informou o Cemtec-MS.

CALOR SE MANTÉM

A previsão do Cemtec-MS indica que os altos índices de calor de 2023 devem se manter ou aumentar neste ano.

De março a maio, as chuvas devem ficar dentro ou ligeiramente abaixo da média histórica em grande parte do Estado. 

Em relação às temperaturas, em janeiro, foram observadas temperaturas máximas entre 37ºC e 40°C, o que evidenciou um trimestre de início de ano mais quente do que anteriormente registrado na climatologia. 

A previsão climática de temperatura para o trimestre informado indica que em Mato Grosso do Sul as temperaturas tendem a ficar acima da média histórica.

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