Cidades

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Bombeiros não descartam, caso chova, desocupação de residencial

Bombeiros não descartam, caso chova, desocupação de residencial

Redação

03/03/2010 - 05h37
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Moradores do Bloco J do Residencial Cachoeirinha II – o que fica mais próximo da área de lazer que desabou com a tromba d’água de sábado (27) – terão de deixar suas casas, se chover forte novamente em Campo Grande. A afirmação é do comandante do Corpo de Bombeiros e chefe da Defesa Civil Estadual, coronel Ociel Ortiz Elias. No domingo (28), bombeiros estiveram no condomínio e constataram que não há mais riscos de desabamento e a estrutura do prédio não será comprometida, se o tempo continuar estável. Mas, segundo Elias, “se chover de novo, antes que obras de contenção de encostas estejam concluídas, será melhor retirar os moradores para evitar problemas maiores”. O coronel explica que, caso seja necessário evacuar algum dos blocos, “os bombeiros, a Defesa Civil e outros técnicos vão fazer nova avaliação do local e tomar a decisão em conjunto”. “Não é necessário entrar em pânico, a situação está controlada”. Embora o conselho do bombeiro seja para que moradores fiquem calmos, parte deles afirma que não é possível ficar despreocupado. De acordo com o síndico do condomínio, Rodrigo Fernandes, 34 anos, quatro apartamentos do Bloco J estão desocupados e as outras quatro famílias que ficaram “estão morrendo de medo”. Eliane Correa, 36, e o marido preferiram ficar em casa. “A gente fica um pouco apreensivo, mas ainda não queremos sair. Só que, se começar a chover de novo, a gente vai embora, com certeza”. Previsão De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, responsável pela estação meteorológica da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp/Anhanguera), não há previsão de chuva para o restante da semana. “O tempo deve ficar aberto até domingo, mas semana que vem a chuva volta a aparecer em forma de pancadas, na Capital”. (AZ)

Polícia

Motorista desvia de lobinho, capota veículo e passageiro morre na BR-262

De acordo com a polícia, a vítima estava no banco de trás do veículo. A família voltava de uma festa quando um animal atravessou a pista.

14/07/2024 14h30

Acidente aconteceu sentido ao município de Terenos, a 31 quilômetros de Campo Grande

Acidente aconteceu sentido ao município de Terenos, a 31 quilômetros de Campo Grande Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Evaldo Luis do Nascimento, de 21 anos, morreu na madrugada deste domingo (14), próximo ao município de Terenos, a 31 quilômetros de Campo Grande, enquanto voltava de uma festa com a família. De acordo com a Polícia Civil, o caso será investigado, mas há a possibilidade de que o motorista tenha perdido o controle do veículo após um animal cruzar a pista.

Conforme informações da polícia, no veículo estavam cinco pessoas da mesma família, que voltavam de um evento em Dois Irmãos do Buriti, quando um lobinho atravessou a pista. O motorista, de 27 anos, se assustou com o movimento do animal e perdeu o controle do carro, saindo da rodovia.

Com o impacto da batida, Evaldo, que estava no banco de trás sem cinto de segurança, morreu no local. A condutora, de 27 anos, seu marido e duas passageiras que também estavam no banco de trás ficaram feridos e foram encaminhados à Santa Casa de Campo Grande.

Ainda de acordo com a polícia, o motorista não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o caso será investigado pela Polícia Civil de Terenos.

 

Rodovia da Morte 

Números compilados de 2018 mostram que no Mato Grosso do Sul e na Região Centro-Oeste, a BR-163 ainda mantinha o título de "rodovia que mais mata", sendo que a privatização de 2013 buscava tirar o título macabro do trecho. 

Cerca de dois anos após a privatização, os números de 2015, de fato, apontavam para uma queda de mais de 50% nas mortes, com a PRF indicando que os 64 óbitos de 2014 haviam caído para apenas 30 em 2015.

Acontece que os números voltaram a subir, e as melhorias na via estão paradas há sete anos, já que a CCR MSVia, não cumpriu com o contrato, que previa a duplicação de todos os 845 km da BR-163, de Mundo Novo, na divisa com o Paraná, a Sonora, na divisa com o Mato Grosso. Desde o início da concessão, há dez anos, foram duplicados apenas cerca de 155 km.

O prazo para a duplicação completa terminaria em 2024, mas a concessionária fez apenas a duplicação necessária para iniciar a cobrança de pedágio, nos três primeiros anos.

A rodovia não recebe investimentos desde 2017, quando a empresa solicitou o reequilíbrio do contrato. A CCR chegou a dizer em 2019 que não tinha interesse em permanecer com a rodovia e até cobrou a devolução de ativos da União, no valor de R$ 1,4 bilhão.

Desde então, o Governo Federal vem prorrogando o contrato com a CCR MSVia para a administração da BR-163.

Em 2023, foram realizadas audiências públicas em Brasília e em Mato Grosso do Sul para debater o futuro da rodovia federal que corta o estado. Em julho, uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a assinatura do acordo consensual entre o Governo e a CCR MSVia.

Dois meses depois, a União e o Estado fizeram uma proposta para que a CCR MSVia continuasse com a concessão, apresentando regras para assinatura do novo contrato, como a manutenção do pedágio, a duplicação de mais 68 km de rodovia e a implantação de 63 km de faixa adicional, 8 km de marginais e 9 km de contornos.

A CCR MSVia teria mais 20 anos com a BR-163, porém, com esse novo acordo, o prazo será estendido por mais 15 anos. Nos primeiros três anos contratuais, haverá investimento de boa parte do total de recursos destinados.

A empresa promete a duplicação de mais 190 km e mais 170 km de terceira faixa.

O novo contrato, que prevê R$ 12 bilhões de investimento na rodovia, deveria ter sido assinado no primeiro mês de 2024. No entanto, um impasse do Tribunal de Contas da União atrasou o processo, que ainda está parado.
 

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CIDADES

Mais Médicos abre 196 novas vagas para atuação em comunidades indígenas

Parte dos profissionais da saúde deve trabalhar em teritório Yanomani; inscrições seguem até sexta-feira (19)

14/07/2024 13h30

Ministério da Saúde pretende contratar 700 médicos em todo o Brasil

Ministério da Saúde pretende contratar 700 médicos em todo o Brasil Alejandro Zambrana/Sesai

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O Programa Mais Médicos do Governo Federal abriu edital de inscrições com 196 vagas para profissionais que deverão atuar em territórios indígenas de todo o Brasil. A expectativa, segundo o Ministério da Saúde é contratar 700 médicos. Das vagas ofertadas, 28 são para assistência no território Yanomami, entre os estados de Roraima e Amazonas. 

Importante destacar que os profissionais interessados devem se inscrever até sexta-feira (19). Desde o início da atual gestão, a quantidade médicos nos territórios indígenas mais do que dobrou, passando de 242 em 2022 para 541 profissionais atualmente, o que representa crescimento de 123%.

O novo edital também promove a seleção dentro do regime de cotas, que contemplam pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais, como negros, quilombolas e indígenas. A seleção é voltada para vagas desocupadas definidas em articulação com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).

O foco é a redistribuição atendendo às prioridades de alocação nos DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas). 

“Esse novo edital segue no objetivo de garantir cotas para os médicos, inclusive, para estimular que as médicas e os médicos indígenas possam desenvolver suas atividades junto a esses territórios de grande importância”, destaca o secretário de Atenção Primária, Felipe Proenço. 

No Brasil, há 34 DSEIs divididos estrategicamente por critérios territoriais, tendo como base a ocupação geográfica das comunidades indígenas. Eles não obedecem os limites dos estados. A estrutura de atendimento conta com Unidades Básicas de Saúde Indígenas, pólos-base e Casas de Saúde Indígena (Casai). 

Edital inédito com regime de cotas

O Ministério da Saúde lançou o primeiro edital da história do programa para chamamento de médicos com vagas no regime de cotas para pessoas com deficiência e grupos étnico-raciais, como negros, quilombolas e indígenas. 

O número de inscritos por vaga foi recorde, com um total de 33 mil profissionais interessados em trabalhar no programa Mais Médicos. Mais de 10 milhões de brasileiros em regiões de vazios assistenciais serão diretamente beneficiados, na missão de resgatar o direito e o acesso da população à saúde. 

Em live transmitida pelo canal da pasta no Youtube, foi esclarecida, entre outras questões, como será a ajuda de custo para participação no Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv) para brasileiros formados no exterior.  

“O médico recebe o equivalente a uma bolsa de formação do Mais Médicos. Com esse recurso, ele tem a possibilidade de custear tanto o deslocamento quanto a hospedagem e questões necessárias ao longo desse período de formação”, explicou o secretário Felipe Proenço. 

Conforme o Ministério da Saúde é necessário cumprir os seguintes requisitos: concluir a inscrição, com a apresentação de todos os documentos, e certificar-se de que ela foi finalizada.

Além disso, é necessário estar atento ao processo de escolha e alocação dessas vagas. A etapa de realização do MAAv (Módulo de Acolhimento e Avaliação) será realizada simultaneamente para os candidatos que atuarão nos municípios e nos DSEIs. 

*Com informações da assessoria 

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