Cidades

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Bombeiros resgatam corpo de jovem afogado

Bombeiros resgatam corpo de jovem afogado

Redação

26/01/2010 - 08h05
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O auxiliar de serviços gerais Marciel Rodrigues Martins, 23 anos, morreu afogado no final da tarde do último domingo, em uma lagoa localizada na área restrita da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na região da saída para Aquidauana. Somente na manhã de ontem o Corpo de Bombeiros encontrou o cadáver do jovem. As buscas foram iniciadas no final da tarde de anteontem, interrompidas ao anoitecer e retomadas ontem. O irmão da vítima, Márcio Martins, 21 anos, informou que Marciel foi até o local com quatro amigos e todos haviam ingerido bebida alcoólica. Um dos rapazes, identificado como Sérgio, acabou se afogando e Marciel foi salvá- lo. “Ele conseguiu salvar o amigo, mas acabou se afogando”, enfatizou Márcio. Disse ainda que, ao saber do acidente, a mãe passou mal e teve de ser lavada para o posto de saúde. O tenente do Corpo de Bombeiros, Aldinei Peres da Silva, informou que o local é constantemente utilizado por moradores da região da Vila Popular que fazem do local um balneário irregular. “As pessoas pulam as cercas e vêm para cá beber e tomar banho. Mas se esquecem dos riscos que o local oferece”, enfatizou o tenente. Ele ressaltou ainda que a maior parte dos afogamentos tem como vítimas pessoas que não sabem nadar ou que estão embriagadas. De acordo com a Polícia Civil, a causa da morte será investigada, apesar das evidências de afogamento. Perigo De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ingestão de bebida alcoólica faz com que as pessoas percam os reflexos e também passem a não ter noção de perigo. “Pelo depoimento das testemunhas, os dois amigos que se afogaram estavam embriagados e, infelizmente, um deles acabou morrendo. Esta lagoa, por exemplo, tem três metros de profundidade e a água suja impede que as pessoas saibam o que tem embaixo. Quem está embriagado nem se preocupa com os riscos”, disse o tenente Aldinei.

fatalidade

Helicóptero de resgate cai e deixa mortos em Minas Gerais

O grupo atuava em buscas na região onde caiu um avião monomotor, em Ouro Preto

12/10/2024 17h02

Helicóptero atuava em resgate quando caiu

Helicóptero atuava em resgate quando caiu Foto: Divulgação

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Um helicóptero que transportava uma equipe do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais para realizar uma operação de resgate caiu e ocasionou a morte de todos os seis tripulantes O grupo atuava em buscas na região onde caiu um avião monomotor, em Ouro Preto.

A equipe era composta por quatro bombeiros, um médico e um enfermeiro. Desde o fim da tarde de sexta-feira, 11, o helicóptero estava desaparecido.

A equipe tinha conseguido acessar o local do acidente do monomotor e aguardava melhoria do tempo para retornar. A última informação dada pelo comando da aeronave foi de que não havia visibilidade e segurança para retornar.

"As buscas foram intensas em dificuldade, em um terreno íngreme e acidentado. E também a chuva era muito intensa", disse o porta voz do Corpo de Bombeiros, 1.° Tenente Henrique César Barcellos.

Segundo ele, o comandante do helicóptero tinha ampla experiência em operações de resgate e atuou em Brumadinho, quando uma barragem de rejeitos rompeu e deixou mais de 200 mortos.

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Comunidade indígena será indenizada por pulverização aérea de agrotóxicos em MS

Pulverização aérea de agrotóxico em lavoura de milho atingiu moradias da comunidade indígena Tey Jusu, em Caarapó, e causou problemas de saúde

12/10/2024 16h33

Agrótico atingiu moradias e indígenas tiveram sintomas, como dor de cabeça e febre

Agrótico atingiu moradias e indígenas tiveram sintomas, como dor de cabeça e febre Divulgação / MPF-MS

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Moradores da comunidade indígena Tey Jusu, localizada no município de Caarapó, serã indenizados por danos decorrentes da pulverização aérea de agrotóxico, que atingiu moradias, em desacordo com as normas ambientais. 

Decisão é da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), que julgou recurso e reconheceu o direito dos povos tradicionais neste caso.

Conforme o processo, um parente do proprietário da fazenda contratou uma empresa para fazer a pulverização do agrotóxico em uma lavoura de milho, mas o fungicida também acabou acabou atingindo casas de indígenas da região.

No caso, foi utilizado o produto “Nativo”, fungicida classificado como “muito perigoso”, cuja instrução de uso inclui “proteger casas, rios, lagos e nascentes”.

O Ministério Público Federal (MPF) havia movido ação civil pública na qual afirmou que, após a aplicação do fungicida, pessoas da comunidade, inclusive crianças, apresentaram dor de cabeça, dor de garganta, diarreia e febre. 

Em primeira instância, a 1ª Vara Federal de Dourados fixou a indenização por danos morais coletivos em R$ 150 mil e não estabeleceu valor para reparação do dano ambiental, por considerar não haver comprovação. 

Tanto o MPF quanto o produtor rural e demais condenados recorreram, com o MPF pedindo a reparação do dano ambiental e os réus pedindo absolvição ou redução dovalor da indenização por danos morais coletivos.

Recurso

No julgamento do recurso, a Primeira Turma do TRF3 deu parcial provimento às apelações.

O Colegiado considerou que a aplicação do produto não obedeceu às regras de instrução normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária, por não respeitar distância mínima de 250 metros de moradias, tendo em vista que havia barracos dentro da lavoura. 

“Apesar de a dispersão do agrotóxico ter se limitado a 90 hectares da propriedade, como sustentaram os requeridos, foi comprovado que indígenas haviam construído barracos de lona plástica junto a esta lavoura de milho e dentro dela”, segundo o acórdão. 

Segundo a decisão, “a pulverização aérea de agrotóxico sobre comunidade indígena, uma vez comprovada, como foi no caso, é dano ambiental notório porque improvável, pelas regras de experiência comum, que dela não derivem riscos à saúde, à segurança e ao bem-estar, no caso, dos silvícolas Tey Jusu que fixaram moradia na circunscrição e dentro da lavoura em questão”.  

Assim, foi estabelecida a reparação do dano ambiental e determinada a redução do valor da indenização por danos morais coletivos, de R$ 150 mil para R$ 50 mil, para limitá-lo à quantia pedida pelo MPF. 

O proprietário da fazenda, o parente do fazendeiro, que foi responsável pela contratação do serviço; a empresa contratada  e o piloto responsável pela dispersão do fungicida foram condenados ainda ao pagamento de R$ 170 mil à comunidade indígena, para reparação do dano ambiental.

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