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Brasil ainda tem 112 municípios sem bibliotecas públicas

Brasil ainda tem 112 municípios sem bibliotecas públicas

AGÊNCIA BRASIL

03/01/2016 - 11h00
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O Ministério da Cultura lançou em dezembro o novo cadastro de bibliotecas públicas e comunitárias do país. Os números atuais indicam que 112 dos 5.570 municípios não contam com espaços públicos de leitura, embora o Brasil disponha de 6.701 bibliotecas públicas já cadastradas e em torno de 3 mil comunitárias.

De acordo com o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério, Volnei Canônica, o novo cadastro, lançado no evento Território Leitor, que ocorreu no dia 1º de dezembro em Brasília, permitirá colocar os equipamentos em rede para troca de informações e experiências.

“Agora, vamos começar uma campanha para que todas [as bibliotecas] se autodeclarem e se cadastrem, de modo a iniciarmos o mapeamento e o diálogo. Faremos um mapeamento online para podermos monitorar e a própria comunidade entrar e informar que a biblioteca não está mais aberta'. Queremos, de alguma maneira, fazer uma intervenção, conversar com o gestor público, para saber o que houve, a razão dessa biblioteca não está mais aberta”.

Segundo Canônica, o país não tem bibliotecas em número suficiente para atender a população. Ele destacou que a biblioteca é o principal equipamento cultural que o município deve ter e precisa ser preservado. “É o equipamento cultural que hoje chega ao maior número de pessoas. Não temos tantos museus quanto bibliotecas. Também não temos tantas salas de cinema. Então, cortar recurso para as bibliotecas é realmente cortar o maior e, às vezes, o único equipamento cultural que aquele município dispõe.”

Mesmo com a concentração apontada pelo diretor, o bibliotecário Chico de Paula, integrante do Movimento Abre Biblioteca Rio, informou que o estado do Rio tem o menor número de bibliotecas por habitante do país. “É vergonhoso o segundo estado mais importante do ponto de vista econômico e cultural ter uma biblioteca para cada 110 mil habitantes.”

A superintendente da Leitura e do Conhecimento da Secretaria de Estado de Cultura, Vera Schroeder, explicou que “pouquíssimas” cidades do estado não têm bibliotecas, mas reconheceu que muitas não estão em condições adequadas. “A maioria das cidades tem bibliotecas, mas algumas estão em condições muito precárias, em local inadequado, com alguma infiltração ou algum tipo de problema. Através do Sistema Estadual de Bibliotecas, temos dado um apoio bastante forte.”

Vera acrescentou que a secretaria está finalizando dois convênios com o Ministério da Cultura, um para modernização de 40 bibliotecas dos municípios, com aquisição de computadores, mobiliário e livros, e outro para capacitação de agentes de leitura “que já atuaram em diversas localidades do estado do Rio de Janeiro, visitando famílias e estimulando o hábito da leitura”.

Para Canônica, é preciso investimento e políticas públicas para melhorar a rede e alcançar todas as cidades. “O Ministério da Cultura, que coordena o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, dá as diretrizes para abertura das bibliotecas, orienta como tem de ser essa abertura, a formação, dialoga com o gestor público. Mas cabe a cada município e a cada estado a estrutura física do local, os funcionários para atuar nessa biblioteca, o bibliotecário”.

Modernização

O diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Minc explicou que a modernização dos equipamentos vai muito além da infraestrutura. Segundo ele, é preciso modernizar também os projetos de incentivo à leitura.

“Um projeto mais arrojado, mais moderno, misturando linguagens para levar novos leitores à biblioteca é um projeto de modernização, assim como a biblioteca ter um espaço para dialogar com a comunidade. Modernização não é só ter equipamentos mais velozes, mais modernos, um software mais dinâmico. A modernização desses equipamentos culturais se dá por um novo olhar, um olhar mais protagonista, mais inaugural para as ações de promoção de leitura.”

Para Vera Schroeder, essa discussão ocorre no mundo todo e a tendência é de não negar o avanço tecnológico, mas incorporá-lo às bibliotecas. “Você tem de lidar com essa realidade, em vez de negá-la, achando que os espaços como bibliotecas não podem ter outras janelas, outras portas e outros contatos, inclusive com o mundo digital. Se fecharmos essas janelas, aí sim vamos impedir e elas não servirão de estímulo ao acesso ao conhecimento e à literatura, que é o objetivo de uma biblioteca.”

Ela acrescentou que as bibliotecas em todo mundo, assim como os museus, têm se repensado enquanto espaço cultural para se tornar cada vez mais 'vivos'. A vida de todos é tocada hoje por essa vastidão de informações que, muitas vezes, não leva a informação nenhuma. Se não tivermos esses espaços como tablets, computadores, jogos, teatro, cinema e artes visuais não conseguiremos chegar a esse universo da literatura.”

Joia da coroa

Primeira biblioteca do país e também a mais antiga instituição cultural brasileira, aBiblioteca Nacional  foi fundada em 1810 como Real Biblioteca, com o acervo trazido pela corte de D. João VI em 1808.

Atualmente, tem acervo de 9 milhões de itens e foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como uma das principais bibliotecas nacionais do mundo.

A Biblioteca Nacional também é responsável pelo depósito legal de toda produção intelectual do país, ou seja, pelo menos uma cópia de todos os livros e periódicos publicados estão sob guarda da instituição.

Por mês, a Biblioteca Nacional recebe cerca de 1,7 mil pesquisadores presenciais, além de 300 atendidos a distância pela Divisão de Informação Documental. Já as exposições recebem 2,2 mil pessoas por mês e a visita orientada mais 2,1 mil. O acervo digital é visitado por 507,9 mil. Cerca de 200 mil seguem a instituição no Facebook e 100 mil no Twitter.

Em obras desde o começo do ano, a sede da instituição, na Cinelândia, centro do Rio, deve ter a restauração da cobertura, claraboias, vitrais e instalações elétricas concluída até o meio do ano. Já a da fachada só será concluída no fim de 2017. O local continua aberto à visitação e atendendo àqueles que desejam consultar o acervo para pesquisa. As informações são da assessoria de imprensa da biblioteca.

O prédio anexo, na zona portuária, atualmente não é aberto à visitação. Ele também será totalmente reformado, mas o projeto ainda está em análise e deve ser concluído em março. Não há previsão para o início da construção, mas a obra deve durar 36 meses.

pesquisa

Preços de trajes de festa junina têm variação de até 314% na Capital

Ao todo, oito produtos foram pesquisados, entre os dias 17 e 18 de junho, em nove estabelecimentos

21/06/2024 09h15

Trajes de festa junina 2024

Trajes de festa junina 2024 DIVULGAÇÃO

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Pesquisa realizada pela Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) revela que trajes de festa junina têm variação no preço de até 314% em diferentes estabelecimentos de Campo Grande.

Ao todo, oito produtos foram pesquisados, entre os dias 17 e 18 de junho, em nove estabelecimentos da Capital.

O objetivo da pesquisa é orientar o consumidor sul-mato-grossense para melhor tomada de decisão na hora das compras, incentivando-o a pesquisar o melhor preço.

“É importante considerar que os preços variam conforme a região, loja, demanda e qualidade dos materiais utilizados na elaboração do produto. Portanto, indicamos aos consumidores que avaliem o custo benefício da aquisição, pesquisem e comparem a melhor oferta que se encaixe no seu orçamento”, ressaltou o secretário-executivo do Procon-MS, Angelo Motti.

A maior variação de preços foi constatada no vestido de festa junina infantil.

O vestido de festa junina infantil, tamanho 8 a 12 anos, custa R$ 48 na Betel Variedades e R$ 199 na Monydai. Com isso, a diferença é de 314,58% entre as lojas.

O chapéu de festa junina feminino, infantil, tamanho 6 a 10, custa R$ 13,50 no Paulistão e R$ 45 na loja Cerejinha. Portanto, a variação é de 233,33% de um estabelecimento a outro.

O chapéu de festa junina masculino, infantil, tamanho 6 a 10, tem o valor de R$ 9 na Betel Variedades e R$ 30 na Cerejinha. Com isso, a diferença é de 233,33% entre as lojas.

O vestido de festa junina adulto, tamanho único, custa R$ 78 na Betel Variedades e R$ 199 na Monydai. Portanto, a variação é de 155,13%.

A camisa xadrez adulto, tamanho único, tem o valor de R$ 49 na Betel Variedades e R$ 109 no Carrefour. Com isso, a diferença é de R$ 122,45%.

Confira outros itens pesquisados:

Dos 8 itens pesquisados:

  • 7 custam mais barato na loja Betel Variedades
  • 1 custa mais barato na loja Paulistão
  • 2 custam mais caro na loja Monydai
  • 2 custam mais caro na loja Cerejinha
  • 1 custa mais caro na loja Paulistão
  • 1 custa mais caro na loja São Gonçalo
  • 1 custa mais caro na Loja Giga
  • 1 custa mais caro no Carrefour

900 FOCOS

Agravamento de incêndio perto de Corumbá e Ladário gera fumaça gigantesca

Céu nas duas cidades ficou encoberto durante toda esta quinta-feira e área queimada no Pantanal passa de 236 mil hectares

21/06/2024 07h00

Fumaça de queimadas encobriu Corumbá

Fumaça de queimadas encobriu Corumbá Foto: Rodolfo César

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Os incêndios florestais no Pantanal ganharam uma nova proporção nesta quinta-feira (20) e um fogo que cresceu na região de Ladário cobriu tanto a Pérola do Pantanal, como Corumbá com uma fumaça densa no meio da tarde.

O sistema Pantanal em Alerta!, dos Bombeiros de Mato Grosso do Sul, mostrou que os focos de calor para o bioma chegou a 1,8 mil casos durante a manhã. Mais de 900 desses focos estavam registrados em Corumbá e Ladário.

Os incêndios na região apresentam com nível de destruição bem maior do que ocorreu em 2020, ano em que houve um dos maiores fogos.

Neste mês de junho, nos primeiros 20 dias, em torno de 236 mil hectares já foram queimados. No acumulado de 2024, 517.525 hectares foram afetados pelas chamas, conforme o sistema Alarmes, do LASA/UFRJ. 

Essa área atingida corresponde, atualmente, a mais de 3% do Pantanal que foi queimado ainda neste primeiro semestre. Em termos de ações para combater essa condição, o governo do Estado aponta que há medidas sendo realizadas. Contudo, sem a efetivação completa para frear o avanço do fogo. 

"Desde o ano passado estamos se estruturando, com a compra de equipamentos, aviões, implantação de bases avançadas e helicópteros das forças de segurança à disposição. Agora é uma missão de todos, temos que nos unirmos, fazer uma força conjunta para este enfrentamento.

As ONGs estão se mobilizando, temos ajuda dos produtores e de quem mora na região. É uma união em torno desta causa", ressaltou o governador Eduardo Riedel (PSDB), em fala divulgada neste dia 20. 

Segundo o governo estadual, já foram investidos R$ 50 milhões no trabalho de combate ao fogo. Porém, uma das situações que ainda não foram atendidas envolve o uso de aeronaves no combate direto das chamas.

Ao menos em Corumbá e Ladário, o reforço aéreo realizou uma ação no começo do mês, mas não voltou a ser utilizado.

As Prefeituras de Corumbá e Ladário não fizeram manifestação pública com relação a medidas de combate do fogo. 

Já o governo federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, realizou reunião com diferentes representantes governamentais e do terceiro setor na terça-feira (18) e há previsão para realizar um anúncio de medidas nesta sexta-feira (21).

O que já se sabe é que houve a liberação para contratação de mais brigadistas para o Prevfogo/Ibama, porém o reforço só deve ficar disponível a partir de julho.

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