Cidades

Risco grande

Brasil vai enfrentar primeiro verão com dengue, chikungunya e Zika

Estação do ano chuvosa começa nesta segunda-feira (21) e especialistas fazem alerta

AGÊNCIA BRASIL

20/12/2015 - 09h48
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Pela primeira vez, o verão brasileiro terá circulação de três tipos de vírus transmitidos pelo Aedes aegypti. Dengue, febre chikungunya e Zika são doenças com sintomas parecidos, sem tratamento específico e com consequências distintas. Até abril deste ano, não havia casos de Zika registrados no Brasil.

Para a coordenadora do Comitê de Virologia Clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia, Nancy Bellei, o controle de focos do mosquito será imperativo durante a estação, que começa nesta segunda-feira (21).

Em entrevista à Agência Brasil, Nancy lembrou que o aumento de casos de infecção pelos três tipos de vírus durante o verão é esperado por causa de características biológicas do Aedes aegypti.

Os ovos do mosquito, segundo ela, podem sobreviver por até um ano e, cinco ou seis dias após a primeira chuva, já formam novos insetos. “No verão, chove mais e o clima ajuda, já que a temperatura ideal para o mosquito é entre 30 a 32 graus Celsius”.

Outra dificuldade a ser enfrentada, segundo a infectologista, é a semelhança entre alguns sintomas, que se manifestam de formas distintas em cada quadro.

A febre, por exemplo, pode aparecer em todos os casos, mas, na dengue, é mais elevada; na febre chikungunya, dura menos; e, no Zika, é mais baixa. Manchas na pele, segundo ela, são bastante comuns em casos de Zika desde o início da doença e, nas infecções por dengue e chikungunya, quando aparecem, chegam entre o terceiro e o quinto dia.

“A dor de cabeça pode aparecer nos três casos, sendo que, na dengue, é mais intensa. O quadro de mialgia (dores no corpo) também pode se manifestar nas três doenças. Já a articulação inflamada é pior na febre chikungunya e dura até três semanas. Temos também a conjuntivite, que pode aparecer em infecções por chikungunya e Zika, mas por dengue não”, explicou.

GRÁVIDAS

As grávidas já eram consideradas grupo de risco para infecções por dengue e agora também são motivo de preocupação para infecções por Zika, diante da relação do vírus com casos de microcefalia.

A especialista defendeu a urgência no desenvolvimento de sorologia (detecção do vírus por exame de sangue) para as três doenças, para que se tenha precisão no diagnóstico e melhor acompanhamento de cada quadro.

“Precisamos juntar esforços. Este é o momento pra isso. Devemos recrutar universidades, institutos de pesquisa, fazer uma força tarefa para avançar no diagnóstico dessas doenças. Se a gente não souber quem tem e quem não tem, vamos ficar apenas nas hipóteses e nas suposições”, alertou.

NÚMEROS

Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre janeiro e novembro deste ano, foram notificados 1.566.510 casos de dengue no país.

Neste período, o Sudeste registrou o maior número de casos (989.092 casos; 63,1% do total), seguido pelo Nordeste (287.491 casos; 18,4%), Centro-Oeste (206.493 casos; 13,2%), Sul (52.455 casos; 3,3%) e Norte (30.979 casos; 2%). Foram confirmados

Ao todo, foram 828 óbitos por dengue, o que representa um aumento de 79% em comparação com o mesmo período de 2014, quando 463 pessoas morreram de dengue.

Já os casos autóctones de febre chikungunya notificados em 2015 totalizaram 17.765.

Destes, 6.784 foram confirmados, sendo 429 por critério laboratorial e 6.355 por critério clínico-epidemiológico. Os demais 9.055 continuam sob investigação.

Uma vez caracterizada a transmissão sustentada da doença em uma determinada área, com a confirmação laboratorial dos primeiros casos, a orientação do ministério é que os demais casos sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico.

O último boletim do governo sobre vírus Zika indica que, até o dia 12 de dezembro, foram notificados 2.401 casos de microcefalia (quadro relacionado à infecção por Zika em gestantes) em 549 municípios de 20 unidades da federação.

Desses, 134 tiveram a relação com o vírus confirmada, 102 foram descartados (não têm relação com o Zika) e 2.165 estão sob investigação.

O balanço mostra ainda que 29 óbitos por microcefalia foram notificados desde o início do ano: um no Ceará, que teve a relação com o Zika confirmada; dois no Rio de Janeiro, onde foi descartada a relação com o Zika; e 26 estão sendo investigados.

Cidades

Incêndios em Mato Grosso do Sul concentram 84% dos focos em Corumbá e Ladário

Além dos dois municípios, fogo está com registros em Aquidauana e Porto Murtinho

21/06/2024 18h44

Um incêndio de grande proporção na frente de Corumbá e Ladário vem causando muita fumaça para as duas cidades

Um incêndio de grande proporção na frente de Corumbá e Ladário vem causando muita fumaça para as duas cidades Foto: Rodolfo César

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A chegada do inverno causou períodos mais secos e as temperaturas máximas seguem acima dos 30º C. Essas condições contribuíram para favorecer os incêndios florestais no Pantanal e o fogo registrado em Mato Grosso Sul concentra-se no município de Corumbá nesta sexta-feira (21).

Os dados INPE mostraram que 84,2% dos focos estavam na Capital do Pantanal e também com efeito para Ladário. Eram 170 focos para essa região pantaneira.

As outras cidades com registros de focos de incêndio eram Porto Murtinho (28 focos, 13,9%) e Aquidauana (4 focos, 2%). Em todo o Pantanal, foram registrados 202 focos.

Um incêndio de grande proporção na frente de Corumbá e Ladário vem causando muita fumaça para as duas cidades desde o dia 20 de junho. Esse fogo está na outra margem do rio Paraguai e representa uma linha de ao menos 1 km de extensão.

Nesse local, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e o Prevfogo/Ibama estão realizando combates. Ainda houve o uso de aeronave dos Bombeiros nesta sexta-feira (21), mas as chamas não foram extintas.

O risco desse fogo pular o rio Paraguai, que tem cerca de 10 metros entre uma margem a outra, gerou alerta na comunidade da APA Baía Negra. Nesse local, há dezenas de famílias e houve uma reunião emergencial para ser traçado um plano de ação. A discussão sobre as atividades ocorreu neste dia 20.

Dentro da APA Baía Negra há uma brigada voluntária, formada por moradores e que passou por treinamento do Prevfogo/Ibama e dos Bombeiros. Nessa reunião, foi identificado os recursos materiais e humanos disponíveis para o combate.

"A brigada foi formada há 6 anos por instrutor do Prevfogo/Ibama e conta com 14 integrantes. Atualmente temos em nosso almoxarifado todo material necessário para atuar como bomba de água costal, abafadores, sopradores, machete, além de rádio comunicador, óculos e lanternas, e estamos para entrar em ação", comentou Virginia Paes, moradora da comunidade e comandante da Brigada de Incêndio da APA Baía Negra de Ladário.

Além dos ajustes operacionais, houve o comprometimento que a equipe da brigada voluntária conversa com a população sobre a necessidade de conscientização com relação ao uso do fogo na região. Por conta da estiagem e vegetação seca, qualquer uso pode causar um incêndio grave.

“A equipe definiu um plano de comunicação, revezamento e conscientização para garantir que nesse período de estiagem antecipada, com diversos focos de incêndios em todo o Pantanal, os moradores e visitantes da APA Baía Negra possam ter segurança", explicou Márcio Cavasana, o Diretor Presidente da Fundação Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural, que é também o Presidente do Conselho Gestor da APA Baía Negra.

 

 
 

Cidades

Lula pede que beneficiária do Bolsa Família pare de ter filhos

Mulher de 25 anos estava com três filhos em agenda do presidente nessa quinta-feira (20), em Fortaleza

21/06/2024 18h30

Lula em agenda no Ceará

Lula em agenda no Ceará Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Durante agenda de entregas de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida, nessa quinta-feira (20), em Fortaleza (CE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse para uma mãe de três crianças, que é beneficiária do programa Bolsa Família, que a primeira coisa que ela tem que fazer é “parar de ter filho”.

“Veja aquela menina que vem aqui com três crianças. Aquela moça tem 25 anos de idade e ela tem três filhos. Falei para ela: ‘Minha filha, a primeira coisa que você tem que fazer é parar de ter filho, porque você já tem três”, disse o presidente.

De acordo com informações do Estadão, em maio deste ano Lula já tinha feito comentário semelhante em compromisso público.

“Quando é que vai fechar a porteira, companheira? Não pode mais ter filho. Ela já tem 5 filhos, ela tem 27 anos de idade", disse a uma outra beneficiária do Bolsa Família.

Agenda

Nesta quinta, Lula realizou a entrega de 416 apartamentos do Residencial Cidade Jardim I, Módulo III, em Fortaleza.

Nesta etapa, vão ser beneficiados 1.664 pessoas de famílias da faixa 1, com renda mensal de até R$ 2.640. Das 416 famílias que receberão apartamentos nesta entrega, 219 são beneficiárias do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e estão isentas do pagamento de prestações.

No mesmo discurso, que durou cerca de vinte minutos, o presidente também chamou o presidente da Caixa de “gordinho”.

Ao introduzir Carlos Antônio Vieira no evento, Lula o apresentou para o público como o “gordinho simpático que falou tão bem aqui”.

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