Cidades

BOLÍVIA

Brasileiro acusado de ser do PCC é condenado

Brasileiro acusado de ser do PCC é condenado

CAPITAL DO PANTANAL

23/07/2011 - 00h02
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Suspeito de ser integrante do Comando Vermelho, uma das facções criminosas do Brasil teve sua prisao decretada após julgamento em Cochabamba, na Bolívia, onde vivia refugiado. O juiz criminal Fernando Orellana ordenou a detenção do acusado que segue para o presídio El Abra, na cidade de Cochabamba. O brasileiro identificado como Marcos André Oliveira Magalhães também conhecido como o "Bug", estava preso naquela cidade acusado de crimes  como homicídios, tráfico de drogas e armas, bem como formação de quadrilha.

"A forma como age, matando friamente com resquícios de crueldade, é uma falta de respeito para a raça humana” disse o promotor durante a audiência que durou cinco horas na última quinta-feira.

O brasileiro admitiu que gosta de  armas e coletes  que foram apreendidos durante operação em sua casa  na Avenida  Ana Barba, um bairro de Cochabamba. Ele negou participação nos crimes e acusou a polícia. "Eu estou sendo visto como um monstro (assassino), mas eu não sou um monstro, eu tenho família, tenho meu filho. Apenas coleciono armas, coletes, por isso pedimos-lhe para descobrir a verdade ", disse o brasileiro chorando, após a decisão judicial.

Na audiência que teve lugar provisório no tribunal, os promotores também acusaram a mulher de “ Bug” no Brasil como cúmplice. O terceiro juiz de  Investigação Criminal optou por medidas mais brandas com  a mulher, considerando que está em gestação. "Não tenho envolvimento em tudo, não posso dizer não ou sim porque estamos sempre juntos, mas às vezes o homem vai e volta, nao sei o que faz", disse ela .

Jimy Montaño, advogado de Marcos Andre Oliveira Magalhães disse que vai recorrer da decisao, 

Mais de 20 policiais das tropas da Força Especial de Combate ao Crime (FELCC) e de Operações Táticas (utópica) partiiciparam da audiência para proteger e dar segurança as pessoas que se encontravam no recinto e temiam por ações de revanche. A prisão é provisória e cabe recursos.

Os crimes

O promotor Jorge Tamayo apresentou provas suficientes para o juiz a ordenar a prisao do acusado, que declarou autor confesso do assassinato de um casal, fato que aconteceu em 25 de janeiro deste ano na Avenida. Virgin Cotoca. Eles eram os pais da ex-mulher do tenente Julio René Navia, que está preso em Chonchocoro pelo crime de agiotagem.

Marco André Magalhães também é acusado de ter atirado em Daniel Petruzello em fevereiro deste ano e está envolvido no ataque a Maria Dely Atiare, District Attorney de Pando, além de tiros disparados contra Agostinho Hiroshy Nakashima em 2008.

O juiz Fernando Orellana N. determinou a liberação da esposa de Martin  porque está grávida. E sua partipação nos crimes não foi comprovada.

MS Vacina Pet

Governo vai investir mais de R$ 1 milhão para vacinar pets em Mato Grosso do Sul

Seguindo diretriz nacional, governo do estado se prepara para aumentar a cobertura de vacina contra raiva e zerar a contaminação humana até 2026

23/05/2024 18h17

A meta é vacinar igual ou superior a 80% de bichinhos de estimação

A meta é vacinar igual ou superior a 80% de bichinhos de estimação Crédito: Freepik

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Seguindo uma normativa nacional, A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do programa MS Vacina Pet, pretende reforçar a vacinação para raiva (antirrábica) de cães e gatos.

A publicação foi feita nesta quinta-feira (23), no Diário Oficial, o programa prevê repasse financeiro aos 79 municípios, inicialmente em caráter provisório para aumentar a vacinação dos pets. Nesta fase o investimento será de R$ 1.935.000,00.

"O Brasil prevê obter o reconhecimento internacional da validação da eliminação da raiva humana transmitida por cães até 2026. Para o cumprimento dessa importante meta internacional, a cobertura vacinal figura como um dos principais indicadores. Considerando a Campanha Nacional contra a Raiva canina está amparada pela Lei no. 6.259 de 30/10/1975, que cria o Programa Nacional de Imunização (PNI) e pelo Decreto no. 78.231, de 12/08/1976, que regulamenta a referida Lei e apresenta como um de seus objetivos proteger a população brasileira contra doenças evitáveis,por meio da vacinação". 

O Brasil tem como meta eliminar a transmissão da raiva transmitida por meio de mordidas de cães e gatos a humanos até 2026. O secretário de Estado de Saúde destacou que Mato Grosso do Sul irá prestar auxílio aos municípios.

"O programa vem atender uma demanda dos municípios para ajudar no custeio do pagamento de horas-extras para os servidores municipais trabalharem em ações de vacinação antirrábica como Dia D, a aquisição de insumos, locação de veículos para acesso das equipes em áreas mais remotas e também para a produção de conteúdos alusivos à campanha", explica.

Os maiores repasses conforme população estimada de animais de estimação serão feitos para os seguintes municípios:

  • Campo Grande com aproximadamente 336.727 - R$ 100.000,00
  • Dourados com aproximadamente 91.263 - R$ 45.000,00
  • Aquidauana com aproximadamente 17.551 - R$ 35.000,00
     

O programa

O município que tiver interesse em receber a verba precisa enviar um termo de adesão para a Secretaria de Estado de Saúde, juntamente com o plano de ação que apresente o cronograma de atividades que serão empenhadas. 

Além disso, o estado planeja "O Dia D" com início no dia 1º de agosto, a campanha deverá ser realizada pelos municípios com prazo máximo de quatro meses. 

A primeira parte do repasse será correspondente a 50% do valor total e será feita até mês de junho de 2024, enquanto o segundo será feito no mês de dezembro, desde que o município tenha cumprido as normas do programa. 

Estimativa

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou 1 cão para 4 habitantes e 1 gato para cada 8 habitantes. 

A meta é vacinar igual ou superior a 80% de bichinhos de estimação. O lançamento dos números de doses aplicadas será inserida no sistema e-vacine PETs.

Ainda, conforme prevê no Diário Oficial, o município precisa de um médico veterinário que terá a incumbência de acompanhar o recebimento dos lotes de vacina, realizar a verificação, armazenamento e aplicação, assim como envio do relatório dos dados ao finalizar a campanha. 

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Boletim

Dois bebês morreram vítimas da dengue em Mato Grosso do Sul

No boletim divulgado nesta quinta-feira (23) foram dezoito óbitos, entre elas um bebê com apenas um mês

23/05/2024 17h50

Idosos são maioria das vítimas de dengue no Estado

Idosos são maioria das vítimas de dengue no Estado Reprodução: SES

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Uma bebê de um mês de vida e um menino de 1 ano, estão entre as dezesseis vítimas da dengue, em Mato Grosso do Sul. 

A informação consta no boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (23) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) que indica 15 óbitos em análise aguardando confirmação e 18 óbitos. 

Conforme os dados em Mato Grosso do Sul são 19.310 casos prováveis e 9.155 confirmados de dengue. Em comparação com o mesmo período no ano anterior, em 2023 o estado registrou 43 óbitos. 

Óbitos

A bebê de apenas 1 mês, é natural de Maracaju, começou a ter sintomas no dia 31 de janeiro, não resistiu e veio a óbito no dia 5 de fevereiro. O resultado da causa da morte foi confirmado no dia 16 de fevereiro.

O menino de 1 ano, era de Laguna Carapã, começou a sentir os sintomas no dia 6 de março e veio a óbito seis dias depois. A confirmação ocorreu no dia 18 de março. Em ambos os caso nenhum dos bebês apresentava comorbidades.

Entre as crianças, de Dourados, um menino de 7 anos, com problemas renais crônicos e hipertensão arterial sistêmica, não resistiu e morreu dois dias após começar a sentir os sintomas.  A confirmação de morte causada pela dengue saiu no dia 26 de março. 

  • Mulher, de 32 anos, de Amambai (sem comorbidade)
  • Homem, de 33 anos, de Dourados (sem comorbidade)
  • Mulher, de 55 anos, de Ponta Porã (com comorbidade)
  • Idoso, 81 anos, de Chapadão do Sul (com comorbidade)
  • Idosa, 73 anos, de Coronel Sapucaia (com comorbidade)
  • Idoso, 73 anos, de Naviraí (com comorbidade)
  • Idosa, 64 anos, de Sete Quedas (sem comorbidade)
  • Idosa, 88 anos, de Amambai (com comorbidade)
  • Idosa, 70 anos, de Paranhos (sem comorbidade)
  • Homem, 81 anos, de Naviraí (sem comorbidade)
  • Idosa, 90 anos, de Ponta Porã (sem comorbidade)
  • Idoso, 91 anos, de Amambai (sem comorbidade)
  • Idoso, 74 anos, de Ponta Porã (sem comorbidade)
  • Idoso, de 75 anos, de Laguna Carapã (com comorbidade)
  • Idoso, 85 anos, de Ponta Porã (com comorbidade)

Veja os municípios com alta incidência para dengue

Juti - 1501
Laguna Carapã - 823,7
Iguatemi 811,8
Figueirão 734,7
Antônio João 730,9
Itaquiraí 653,5
Rio Negro 433,8
Japorã 429,6
Vicentina 378,8
Brasilândia 362,7
 

O Correio do Estado, noticiou que a primeira vítima da dengue deste ano, em Mato Grosso do Sul, foi uma bebê de um mês, que residia em Maracaju. A morte ocorreu no dia 5 de fevereiro, entretanto o laudo saiu apenas no dia 16 do mesmo mês. 

Divulgação Secretaria Estadual de Saúde / Boletim Epidemiológico

Vacinação

Em fevereiro, foi iniciada a vacinação contra a dengue na rede pública de saúde. A Qdenga é aplicada gratuitamente em crianças/adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.

Ainda conforme o boletim, 36.408 doses do imunizante já foram aplicadas na população-alvo para a vacinação.

O esquema completo da vacina é composto por duas doses, a serem administradas por via subcutânea com intervalo de 3 meses entre elas. Quem já teve dengue também deve tomar a dose.

Quem está fora da faixa etária classificada como prioritária deve procurar a vacina na rede particular.

A Qdenga previne exclusivamente casos de dengue e não protege contra outros tipos de arboviroses, como Zika, Chikungunya e febre-amarela.

Baixa procura

O município de Dourados, o primeiro a receber o imunizante no país, teve que estender a aplicação até o dia 31 de julho. Conforme levantado pelo Correio do Estado, dos 150 mil esperados para receber a vacina, apenas 79 mil procuraram as unidades de saúde

 

** Colaborou Glaucea Vaccari e Nery Kaspary 

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