Cidades

TRÊS LAGOAS

Briga interna de vereadores pode fazer município entrar ano de 2011 sem orçamento

Briga interna de vereadores pode fazer município entrar ano de 2011 sem orçamento

ROSE RODRIGUES, TRÊS LAGOAS

28/12/2010 - 16h39
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Faltando três dias para terminar o ano, o município de Três Lagoas pode começar janeiro sem que o seu orçamento para 2011 seja aprovado pela Câmara de Vereadores. Ate o final da tarde desta terça-feira, o presidente da Câmara de Vereadores, Fernando Milan (PMDB), não havia convocado a sessão extraordinária para a votação.O orçamento municipal necessita de duas sessões para ser aprovado Como a sessão, conforme o regimento, precisa ser convocada com 48 horas de antecedência, o mais provável é que esse orçamento só seja votado no final do recesso do legislativo municipal, em fevereiro de 2011.

A primeira sessão aconteceu no dia 14 de dezembro, quando o orçamento foi aprovado com três emendas, depois de muita briga envolvendo os vereadores da bancada e oposição. Na ocasião, os cinco vereadores Jorge Martinho e Fernando Milan(PMDB), Angelo Guerreiro (PDT), Celso Yamaguti (DEM) e Idevaldo Claudino (PT), votaram a favor da emenda que previa a redução de 40% para 5%, do percentual de suplementação ou remanejamento do Orçamento para 2011. A votação das emendas terminou empatada em 5 a 5, mas o vereador Milan, ao repetir o voto, derrubou o parecer contrário da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara.

Após a votação um mandado de segurança foi impetrado pelo vereador Jurandir da Cunha Viana Junior, professor Nuna (PMDB) e uma liminar judicial expedida pela juíza Drª. Rosângela Alves de Lima Fávero, da Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos, excluiu os votos de Fernando Milan do projeto da Lei Orçamentária 2011.

O presidente da Câmara não quis comentar o assunto e afirmou aguardar decisão judicial com relação ao recurso impetrado pelos vereadores para as providências.

Briga interna

Com 10 vereadores, a Câmara de Três Lagoas tem hoje um empate técnico. Cinco vereadores apóiam o executivo e cinco se uniram como oposição. O início da crise aconteceu com a eleição da nova mesa diretora quer rachou o PMDB em Três Lagoas e transformou dois aliados da ex-prefeita Simone Tebet em verdadeira oposição . Os vereadores Jorge Martinho (PMDB), ex-secretário de saúde na gestão de Simone e Fernando Milan, atual presidente da Câmara e ex-chefe de gabinete nos dois primeiros anos do mandato da vice-governadora, se aliaram aos vereadores da oposição, Angelo Guerreiro(PDT) e Celso Yamaguti(DEM) e criaram na cidade o que vem sendo chamado de G-4.

A oposição à atual prefeita, Márcia Moura (PMDB) tem se agravado nos últimos dias com as audiências para a discussão da renovação ou não do contrato com a Sanesul e a votação do orçamento da Prefeitura para 2011. Com relação ao orçamento, o vereador do PT, Idevaldo Claudino, que antes era a oposição solitária no legislativo municipal, votou com o G-4 e aprovou emendas que “engessam” as finanças da Prefeitura. Claudino foi o único vereador da oposição a comparecer na eleição da mesa.

Mesmo com a ausência dos quatro vereadores, o professor Nuna Viana(PMDB) foi eleito para o biênio 2011-2012.

SEGURANÇA

Implantação de câmeras corporais para uso policial em MS deve ocorrer em 2026

O movimento nacional de utilização do equipamento com diretrizes estabelecidas passa por testes na Polícia Rodoviária Federal

16/06/2024 10h30

Em Mato Grosso do Sul as secretarias de segurança estadual e a municipal, da capital, são favoráveis ao uso policial de câmeras corporais

Em Mato Grosso do Sul as secretarias de segurança estadual e a municipal, da capital, são favoráveis ao uso policial de câmeras corporais Imagem: Félix Zucco / Agencia RBS

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As forças de segurança policial de Mato Grosso do Sul devem passar a utilizar as câmeras corporais para o monitoramento do trabalho e registro de ocorrências a partir de 2026.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul (PRF), a implantação nacional do equipamento começará a partir do ano que vem, porém a aquisição e uso das câmeras será de forma gradativa, com o cronograma de implementação nos estados.  

"Haverá uma licitação, que deve acontecer ainda este ano, com implantação a partir do começo do ano que vem. Superados 90 dias de testes iniciais com a empresa vencedora, será dado início à implantação nacional de forma gradativa, à razão de três estados por mês. A implantação no Mato Grosso do Sul deve ocorrer em 2026", informou a PRF, ao Correio do Estado, por meio de nota. 

O projeto do uso de câmeras corporais já vem sendo testado. Neste momento, a fase do período de testes acontece em 5 cidades: Sorriso (MT), Araguaína (TO), Cascavel (PR), Uberlândia (MG) e São José (SC).

De acordo com a Polícia Federal de Mato Grosso do Sul (PF-MS) o uso de câmeras corporais para a corporação só deve ser implementado após a realização de testes do equipamento em Brasília (DF) que terá o apoio de grupos especiais e peritos e técnicos especializados.

Já a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), informou que as forças de segurança do Estado aguardarão a implementação das câmeras corporais que será efetuada pelas forças federais de segurança, entre as quais a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

“Após a avaliação do equipamento, com os resultados obtidos dos testes, o custo do investimento será levado em conta para a implementação das câmeras corporais no Estado, para sua eventual implantação, a qual Sejusp já se manifestou favorável anteriormente”, afirmou a Pasta, por meio de nota.

Questionado pela reportagem, a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (SESDES) responsável pela atuação da Guarda Municipal de Campo Grande, chegou a discutir sobre o tema internamente a alguns meses atrás, porém informou ao Correio do Estado que seguirá as “orientações do Ministério da Justiça, que estabeleceu a contemplação do equipamento primeiramente para as forças estaduais. A Guarda Civil Metropolitana aguarda análise de viabilidade jurídica quanto ao uso do equipamento na Capital”, informou a SESDES em nota.

A secretaria de segurança municipal também se posicionou favorável à utilização do equipamento em Campo Grande.

DIRETRIZES DE USO

Na última semana do mês de maio, o equipamento para ocorrências teve suas diretrizes de uso estabelecidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de uma portaria publicada no dia 28, contendo 16 critérios de utilização.

As normas lançadas pela Pasta federal admitem três modalidades de uso, sendo a primeira delas por acionamento automático, assim que o equipamento é retirado da base; por meio remoto, quando a gravação começa de forma ocasional; ou pelos próprios órgãos de segurança pública.

Os critérios estabelecidos para o uso obrigatório do equipamento são os seguintes:

  • No atendimento de ocorrências;
  • nas atividades que demandem atuação ostensiva, seja ordinária, extraordinária ou especializada;
  • na identificação e checagem de bens;
  • durante buscas pessoais, veiculares ou domiciliares;
  • ao longo de ações operacionais, inclusive aquelas que envolvam manifestações, controle de distúrbios civis, interdições ou reintegrações possessórias;
  • no cumprimento de determinações de autoridades policiais ou judiciárias e de mandados judiciais; nas perícias externas;
  • nas atividades de fiscalização e vistoria técnica; nas ações de busca, salvamento e resgate;
  • nas escoltas de custodiados;
  • em todas as interações entre policiais e custodiados, dentro ou fora do ambiente prisional;
  • durante as rotinas carcerárias, inclusive no atendimento aos visitantes e advogados;
  • nas intervenções e resolução de crises, motins e rebeliões no sistema prisional;
  • nas situações de oposição à atuação policial, de potencial confronto ou de uso de força física;
  • nos sinistros de trânsito;
  • no patrulhamento preventivo e ostensivo ou na execução de diligências de rotina em que ocorram ou possam ocorrer prisões, atos de violência, lesões corporais ou mortes.

SAÚDE

Campanha de vacinação nas escolas imunizou 16 mil estudantes em Mato Grosso do Sul

A estratégia 'Aluno Imunizado' que envolveu escolas municipais e estaduais, foi voltada para crianças e adolescentes de 0 a 15 anos

16/06/2024 09h30

 A estratégia de vacinação 'Aluno Imunizado' têm se consolidado no Estado desde o ano passado

A estratégia de vacinação 'Aluno Imunizado' têm se consolidado no Estado desde o ano passado Foto: Bruno Rezende/Arquivo Governo do Estado

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Campanha de vacinação para as crianças nas escolas, que ocorreu no primeiro quadrimestre do ano, aplicou 16 mil doses de imunizantes para os estudantes do Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES),  a realização desta campanha de vacinação, reafirmou o compromisso do sistema de saúde de manter o estado livre de doenças imunopreveníveis e de manter a situação vacinal da população alvo em dia.

O objetivo da campanha nas escola também é de fortalecer e expandir as ações de imunização, possibilitando a realização de estratégias que contribuam para a melhoria das coberturas vacinais no Mato Grosso do Sul.

Segundo o relatório da SES referente a campanha, 367 escolas municipais do estado receberam as ações da campanha; 120 escolas estaduais e 20 instituições privadas também aderiram. A campanha aconteceu entre os dias 18 de março e 19 de abril.

Entre os municípios, 15 municípios não aderiram e 11 municípios não enviaram relatório referente a campanha 'Aluno Imunizado'. Entre as escolas e municípios que aderiram, foi necessário para a aplicação da vacina a autorização dos país ou responsáveis pelos menores de idade.

As principais vacinas aplicadas na campanha foram: Influenza (5.833), Difteria e Tétano - dT (987), HPV Quadrivalente (992), Meningo ACWY (784) e Febre Amarela (778).

Conforme o gerente de Imunização da SES, Frederico Jorge Pontes de Moraes, a estratégia Aluno Imunizado têm se consolidado no Estado desde o ano de 2023. “Essa ação é fundamental para retomada das altas coberturas vacinais vivenciadas no passado. Esse trabalho, articulado entre saúde e educação, tem gerado resultados positivos. Neste ano a novidade foi que a campanha vem acompanhada de incentivo financeiro aos municípios e Estado para custeio das ações via Ministério da Saúde”, assegurou Frederico.

Para a gerente Atenção à Saúde do Adolescente da SES, Carla Costa, a estratégia ‘Aluno Imunizado’foi uma ótima oportunidade para compartilhar as informações sobre as vacinas e sensibilizar a todos sobre a importância de manter as cadernetas ou cartões de vacinação atualizados.

“É uma ação fundamental porque busca conscientizar não só os alunos, mas as escolas, as famílias e toda a comunidade sobre a importância da vacinação como forma de prevenção, proteção, autocuidado e preocupação com o outro, garantindo assim que todos, mas principalmente nossas crianças, adolescentes e jovens, estejam realmente protegidos”, explica Carla.

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