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ESTRAGOS

Buracos e vegetação aumentam na rodovia MS-080 após as chuvas de verão

Asfalto danificado, mato e falta de acostamento colocam em risco segurança de condutores
27/02/2021 08:00 - Naiara Camargo


As chuvas de verão não têm comprometido apenas ruas de centros urbanos. Estradas que dão acesso a municípios no interior do Estado também foram afetadas, por exemplo, os buracos estão tomando conta da MS-080, rodovia com extensão de 209 km, que começa em Campo Grande e termina próximo ao município de Rio Verde de Mato Grosso.

Além dos buracos que invadem a pista, o matagal às margens da rodovia cresce com as chuvas constantes e comprometem a visão de motoristas que trafegam no local.

Proprietária de uma chácara na região de Rochedo, Valdirene Alves Camargo frequenta a rodovia semanalmente e conta que a situação da pista está perigosa. “Toda semana faço o trajeto Campo Grande-Rochedo e, após essa chuvarada, percebi que há buracos na via, que muitas vezes preciso invadir a pista contrária para desviar”, afirma.  

Para ela, o risco tem sido duplo. “Não sei o que é pior, passar a 80 km/h em cima dos buracos e desestabilizar o carro, com risco de capotamento, ou invadir a pista contrária e correr o risco de colisão. Está complicado”, complementa.

Outro problema, segundo Valdirene, é que o trecho Campo Grande-Rochedo, em sua maioria, não tem acostamento. “Ciclistas pedalam na MS-080, que não tem nenhum acostamento, e isso é muito perigoso”, critica.

SINALIZAÇÃO

Morador de Rochedo, Valdir José Bosso vem com frequência a Campo Grande e relata que, apesar de a rodovia ter sido recuperada no passado, ainda faltam muitas melhorias.

“Depois da recuperação, ficou ótima, mas agora ela está com muitos buracos, acredito que por dois fatores, a falta de manutenção e as carretas com excesso de cargas”, disse.

Valdir também reclama da vegetação que tem invadido a pista e da falta de sinalização no trecho, principalmente alertando que há risco de animais na pista.

Outro ponto seria a falta de fiscalização, que resulta em excesso de velocidade. “Sem as condições mínimas para trafegar e com veículos transitando com a velocidade acima do permitido, já aconteceram inúmeros acidentes com vítimas fatais. Eu mesmo perdi meu neto, de 4 anos, em agosto do ano passado em um acidente na MS-080”.

Em entrevista ao Correio do Estado, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) informou que equipes já estão trabalhando na recuperação da MS-080, no trecho entre Campo Grande e Rochedo. Já o trecho entre Rochedo e Rio Negro, as obras estavam previstas para o fim de fevereiro.

BR-262

Com 2.213 quilômetros de extensão, a BR-262 é uma importante via de Mato Grosso do Sul. Com as chuvas, a rodovia também foi afetada, com o surgimento de buracos em vários trechos.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), obras já estão sendo feitas nesse local. Do KM 708 ao 781, trecho entre a ponte do Rio Paraguai e da Fronteira com a Bolívia, há operação de tapa-buracos, as árvores estão sendo podadas e também há execução de meio-fio.

“Todas as rodovias federais do MS possuem contrato de manutenção. Eles são de caráter continuado e sempre fazem os tapa-buracos quando existe a necessidade”, afirma Euro Nunes, superintendente do DNIT.

“As fortes chuvas aumentam a necessidade de atuação e o DNIT vem mantendo as condições de trafegabilidade”, complementa.  

MS-040

Sem distinção das outras, a MS-040 também sofre com buracos, que podem ser a causa de acidentes na pista.

O trajeto liga Campo Grande ao município de Santa Rita do Pardo e serve como rota alternativa para caminhões que saem de Corumbá (MS) com destino ao Porto de Santos (SP).

Equipes da Agesul já estão trabalhando no local, porém, muitas vezes, as obras têm de ser paradas por conta das chuvas.

“As equipes da Agesul estão trabalhando de forma intensiva para aproveitar os momentos de sol e vai priorizar alguns trechos, como a MS-040, onde vamos atacar em várias frentes, assim que as chuvas derem uma trégua”, destaca o diretor de Manutenção Viária da Agesul, Mauro Rondon.