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C&A é condenada por câmera escondida instalada em banheiro de funcionárias

C&A é condenada por câmera escondida instalada em banheiro de funcionárias

ultimainstancia

27/05/2011 - 03h00
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A Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul condenou a rede de lojas C&A a pagar indenização de R$ 30 mil a uma ex-supervisora que foi filmada por uma câmera escondida instalada no banheiro feminino. O equipamento de gravação foi colocado no local —que também era utilizado como vestiário— por um gerente e um supervisor da loja, que espiavam a troca de roupa das funcionárias.

As filmagens na loja da C&A no Shopping Praia de Belas foram descobertas em 2003. O caso foi investigado MPT (Ministério Público do Trabalho) e terminou com a demissão do gerente. Depois disso, várias empregadas da loja entram com ação de danos morais na Justiça, alegando terem sido vítimas das gravações.

No julgamento do pedido de indenização da ex-supervisora, a 1ª Turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul) manteve a sentença de 1ª instância. 

Apesar de a C&A ter alegado no recurso ao tribunal que os funcionários estavam apenas exercendo sua função diretiva e que as imagens da funcionária não foram divulgadas, a desembargadora Ione Salin Gonçalves, entendeu que a empresa é responsável pelos atos de seus gerentes e demais cargos de chefia.

Neste caso, segundo a relatora, o gerente e o supervisor envolvidos passaram dos limites poder diretivo, gerando o dever do empregador de reparar o dano. Para a magistrada, houve violação à intimidade, honra e imagem da ex-supervisora.

Epidêmia

Brasil registra quase 3 mil mortes por dengue e quase 5 mil de casos prováveis da doença

Sul e Sudeste concentram mais de 70% dos casos graves e mortes por dengue no país

17/05/2024 19h00

Casos de dengue aumentaram em todo o continente

Casos de dengue aumentaram em todo o continente Arquivo

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O Brasil atingiu 2.715 mortes confirmadas por dengue em 2024 e um total de 4.890.542 casos prováveis da doença. Os dados são do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde desta sexta-feira (17).

Em relação aos casos confirmados, já são 3.079.043. As regiões Sul e Sudeste totalizam 72% de casos graves e 74,6% de mortes por dengue, em 2024.

Nos estados do Sudeste, foram registrados 26.086 casos graves e 1.360 mortes. No Sul, de 13.909 e 666, respectivamente.

Proporcionalmente à população, o Distrito Federal, Minas Gerais e Paraná apresentam as maiores taxas, sendo 8.915, 6.803 e 4.445 por 100 mil habitantes. No estado de São Paulo, de 2.933.

Em números absolutos, São Paulo (12.050), Minas Gerais (8.754) e Paraná (7.486) lideram a quantidade de casos graves.

Em número de óbitos, São Paulo (717) e Minas Gerais (464) também aparecem com o maior quantitativo. Em seguida, vem o Distrito Federal, que registrou 342 mortes, e o Paraná, com 335.

Nos últimos 24 anos, esses números representam os mais elevados já registrados pelo Ministério da Saúde.

De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, os números de dengue podem aumentar nas próximas semanas no Rio Grande do Sul devido às enchentes que atingem o estado há duas semanas. A situação já contabiliza 154.736 casos prováveis e 143 mortes na região.

O quadro de dengue pode se intensificar após a água acumulada nas ruas das cidades baixar e se concentrar em determinadas áreas. O mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus, deposita seus ovos em água parada, que eclodem em condições de alta temperatura.

Entre os sintomas que devem devem acender um alerta estão febre, dor de cabeça e dor muscular, além de dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, queda de pressão arterial, aumento do tamanho do fígado, letargia ou irritabilidade, acúmulo de líquidos em cavidades corporais (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico), aumento progressivo do hematócrito e hipotensão postural (tontura ao levantar).

Especialistas reforçam medidas simples para evitar a contaminação, como cobrir caixas d'água, limpar recipientes de água de animais de estimação e vedar ralos e pias.

 

*Informações da Agência Brasil 

ALFABETIZAÇÃO

Campo Grande lidera menor taxa de analfabetismo no Mato Grosso do Sul

O maior índice registrado foi no município de Tacuru com 84%

17/05/2024 18h50

Campo Grande tem quase 100% da população alfabetizada

Campo Grande tem quase 100% da população alfabetizada Divulgação

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (17), um panorama com base no Censo Demográfico de 2022 batizado de "Alfabetização: Resultados do universo", indicando que 97,1% da população de Campo Grande é alfabetizada, essa porcentagem coloca a cidade em 1° lugar no ranking dos municípios de Mato Grosso do Sul.

Com base nos panoramas divulgados pelo GOV.BR, a Capital fechou o Censo 2022, com 692.545 pessoas acima de 15 anos alfabetizadas. Já o menor índice registrado foi no município de Tacuru com 6511 (84%).

Confira a lista completa da taxa de alfabetização nos municípios de MS:

Outros recortes

Em análise na situação por gênero, o grupo feminino aparece em primeiro lugar com 365 mil alfabetizadas, enquanto os homens possuem o índice de 327.540.

Entre a população indígena, a alfabetização alcança 3261 dos homens e 3636 das mulheres. Confira abaixo:

Além disso, com taxa de alfabetização entre indígenas registrada em 87,6% para o Censo 2022, nesse indicador específico sobre povos originários Mato Grosso do Sul ficou abaixo da taxa nacional, de 93,0%, na faixa etária de 15 anos ou mais. 

Ainda assim, os números locais mostram melhora, com queda de 8% no indicador de analfabetismo indígena entre 2010 e 2022. 

Importante apontar que sete municípios sul-mato-grossenses alcançaram 100% da taxa de alfabetização de pessoas indígenas, sendo: 

  • Alcinópolis,
  • Aparecida do Taboado,
  • Ladário,
  • Pedro Gomes,
  • Selvíria,
  • Sonora e
  • Taquarussu.

Mato Grosso do Sul 

Conforme o Instituto, MS aparece com 94,6% na taxa de alfabetização, ficando em 7º na posição do ranking nacional. 

Sendo que desde 1872, no primeiro recenseamento do IBGE, o tema "alfabetização" é investigado pelo Instituto, cabe apontar o salto de 83,2% registrado por Mato Grosso do Sul em 1991, para 94,6% no último Censo de 2022. 

Quanto ao recorte de dados estaduais por gênero, os grupos ficam quase empatados, com os índices de alfabetização entre homens marcando 94,7% e o das mulheres 94,5%. 

Em análise, o IBGE aponta uma vantagem feminina até o grupo de 45 a 54 anos, com eles assumindo a partir daí, com a diferença mais "gritante" para elas apontada para a faixa etária entre 25 a 34 anos e de 45 a 54 anos, de 0,6 ponto percentual. 

Nacionalmente, Mato Grosso do Sul ocupa a 8ª e 7ª colocação pelas taxas de alfabetização de mulheres e homens, respctivamente. 

*Colaborou Leonardo Ribeiro

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