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OPERAÇÃO OSTIUM

Caças da Força Aérea já interceptaram mais de 3,5 toneladas de cocaína

Rede de radares monitora o espaço aéreo 24 horas por dia, à procura de voos clandestinos do tráfico
04/08/2020 09:30 - Thiago Gomes


Apenas neste ano já foram interceptadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) mais de 3,5 toneladas de cocaína em voos clandestinos da Bolívia para o Brasil. Resultado de ações de unidades de caça, na maioria das vezes do Esquadrão Flecha, da Ala 5 (antiga Base Aérea de Campo Grande).  

Apesar do conhecimento público dos resultados, a FAB não dá detalhes sobre essas atuações, argumentando a necessidade de garantia de segurança das intervenções e dos pilotos. 

Geralmente, as interceptações empregam caças A-29 Super Tucano, com o apoio do E-99, aeronave radar que participa das atividades de controle do espaço aéreo brasileiro dentro da permanente Operação Ostium.  

Somente no primeiro semestre do ano, mais de 3,5 toneladas de cocaína foram apreendidas em interceptações aéreas de voos clandestinos vindos da Bolívia. 

O entorpecente tinha como destino Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, de onde carregamentos da droga seguem por terra para os portos marítimos, em direção ao exterior.  

Em junho, por exemplo, uma ação conjunta das forças de segurança de Mato Grosso, Polícia Federal e FAB interceptou aeronave com mais de 490 quilos de cocaína. 

A carga foi embarcada na Bolívia, e o piloto não tinha plano de voo autorizado. Recentemente, 420 quilos foram barrados na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Cinco pessoas envolvidas no tráfico foram presas.

 
 

Ações simultâneas

As ações de domingo, quando houve a interceptação simultânea de dois aviões a serviço do tráfico de cocaína, são exemplos do policiamento aéreo. O trabalho culminou com a apreensão de pouco mais de 1 tonelada do entorpecente.

Na prática, a grande maioria dos aviões apreendidos com droga tem atuação da FAB, ainda que no resultado seja divulgado apenas o trabalho realizado já em terra pela Polícia Federal ou organismos policiais estaduais.

No domingo, a Força Aérea barrou duas aeronaves classificadas como suspeitas, segundo informações de inteligência da Polícia Federal, reforçando a capacidade de monitoramento e atuação na fronteira. 

O procedimento envolveu quatro caças A-29 Super Tucano e um E-99, além de todo o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Sisdabra).

Na ação, um monomotor modelo EMB-720 Minuano foi interceptado a nordeste de Campo Grande. Ele foi abordado e passou pelos procedimentos de averiguação e persuasão. 

A aeronave foi escoltada até o pouso obrigatório em Rondonópolis (MT), onde a Polícia Federal assumiu o controle. Os pilotos foram presos com 487 quilos de cocaína  

Já na segunda ação, um bimotor B-58 Baron foi interceptado a sudoeste de Campo Grande, sendo orientado a pousar em Três Lagoas. 

O bimotor não cumpriu as determinações e se evadiu, realizando pouso forçado em campo não preparado, localizado em Ivinhema. Ele estava com 518 quilos de cocaína a bordo.  

O piloto do avião, Nélio Alves de Oliveira, estava em liberdade desde dezembro de 2018. Ele e o copiloto, Júlio César Lima Benitez, foram localizados pela Força Tática da Polícia Militar escondidos em uma mata.  

Nélio foi vereador de Ponta Porã na década de 1980, período em que chegou a presidir a Câmara. Também foi vice-prefeito da cidade, eleito em 1988. 

 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!