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Campanha de vacinação esbarra em desinformação, afirma secretário de saúde

Dificuldade de atingir metas nos últimos anos se pode ter a ver com dificuldade de comunicação
12/11/2020 19:02 - Rodrigo Almeida


Reunião convocada pelo Ministério Público de MS nesta quinta-feira (12), marcou a discussão de propostas para a ampliação do período da campanha de multivacinação em Campo Grande.

Segundo o secretário Municipal de Saúde, a dificuldade de atingir as metas estão baseadas na desinformação. Para ele esse é um dos principais obstáculos pelos quais a prefeitura de Campo Grande tem que lidar.

“Estamos em uma situação pandêmica e temos um paradoxo hoje. As pessoas estão desesperadas atrás de uma vacina para a Covid-19, uma doença que não é fatal em crianças, mas não estão se preocupando com a importância de vacinar contra o sarampo, a polio, que são doenças que acometem princialmente crianças”, argumenta

De acordo com a apresentação da Superintendente de Atenção da Rede de Saúde à Família da Sesau, Ana Paula Resende, nos últimos quatro anos a Capital conseguiu atingir a meta de vacinação em apenas em 2018, quando vacinou 96%. Por isso, a vacinação ainda neste ano foi ampliada até 31 de novembro.

Ambos os dirigentes revelaram que houve um problema de estratégia na condução da campanha durante a pandemia. Eles afirmam que há medo dos pais de vacinar e levar os filhos e não foi possível passar uma mensagem de tranquilidade.

Representante do Conselho Estadual de Saúde, Ricardo Bueno, sugeriu que as secretarias fossem ainda mais agressivas na campanha de vacinação. 

“Na minha época todo mundo conhecia o Zé Gotinha. Hoje as crianças de cinco anos são criadas por adultos que nunca a conviveram com essas doenças. É preciso que mandemos disparos em massa para celulares. É possível fazer parcerias com empresas de telecomunicação e colocar isso todo dia no celular desses pais. É só isso que funciona”, argumenta.