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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Campanha transforma farmácias em canal de denúncia “silenciosa”

Mulher sinalizará que é uma vítima e funcionários acionarão a Polícia Militar
10/06/2020 18:14 - Fábio Oruê


Com o isolamento social, muitas mulheres não têm como denunciar a violência sofrida dentro de casa. Por isso, farmácias e drogarias de Mato Grosso do Sul se transformarão em um canal silencioso de 'denúncia' para vítimas de violência doméstica. 

Conforme divulgado pelo Conselho Regional de Farmácia (CRF), a ideia é que ao conseguir sair, se dirijam à uma farmácia ou drogaria (previamente cadastrada à campanha) e mostrar a mão com uma marca de “x” ao atendente, balconista ou farmacêutico, que na sequência acionará a polícia. 

Inicialmente, a ação conta com a participação de quase 10 mil farmácias em todo o país, podendo chegar a quase 90 mil. Mato Grosso do Sul conta com 1.561 farmácias e drogarias (públicas e privadas) registradas no CRF/MS, sendo que destas, 443 são de Campo Grande, todos estabelecimentos de saúde aptos a participar. 

"A pessoa que sofre agressão muitas vezes não consegue avisar ninguém sobre o que está passando. E o agressor, muitas vezes, acaba deixando a vítima sair apenas para procurar um atendimento de saúde ou comprar um remédio. Por isso é fundamental que todas as farmácias e drogarias participem, e ajudem", destaca o presidente do CRF/MS, Flávio Shinzato.

Os trabalhadores do estabelecimento de saúde, não serão conduzidos à delegacia e nem, necessariamente, chamados a testemunhar, atuando somente como comunicantes.

A campanha é idealizada pelo Conselho Nacional de Justiça e Associação dos Magistrados Brasileiros, e conta com o apoio do CRF/MS e Conselho Federal de Farmácia. O objetivo é ampliar os canais de denúncia para atender a mulher vítima de violência doméstica. 

FORMA DE AGIR 

Um “X” escrito com batom (ou outro material) na palma da mão da mulher vítima de violência, que pode ser mostrado na farmácia, é o sinal para o funcionário. Quando a vítima apresentar o “X”, o atendente deve ligar para o número 190 e acionar a Polícia Militar. 

Em seguida, se possível, conduzir a vítima a um espaço reservado pela farmácia, que pode ser a sala de medicamentos ou o escritório, para aguardar a chegada da polícia. Para a segurança de todos e sucesso da operação, sigilo e discrição são muito importantes.

Segundo o farmacêutico Douglas da Silva Branco, da Drograrias Freire, que também deve participar da campanha, se a vítima não puder esperar a chegada da polícia, o atendente colherá informações importantes da vítima para repassar à PM, como nome, endereço e telefone. "É uma ação muito bacana e que precisa acontecer. Todos estamos preparados caso aconteça aqui", disse ele, que é responsável pela unidade da Avenida Afonso Pena, com a Rua Rui Barbosa. 

 
 

*Colaborou Daiany Albuquerque 

 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.