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ACELERAÇÃO DA PANDEMIA NA CAPITAL

Campo Grande cresce em um dos poucos indicadores da Covid-19 que não lidera no estado

Capital é campeã em notificações totais e diárias e média móvel de casos e óbitos
31/08/2020 13:03 - Rodrigo Almeida


Desde o avanço da pandemia em Mato Grosso do Sul, com o primeiro epicentro em Dourados e a alta insurgência em Campo Grande a partir de meados de junho, a Capital passou a dominar as piores estatísticas da Covid-19. 

De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Campo Grande é campeã em quase todos os quesitos: casos notificados totais, novos casos por dia, média móvel de óbitos e quantidade de óbitos totais, semanais e mensais. 

No entanto, há um indicador em que a Capital está longe de ser líder. Estamos falando do número de casos por 100 mil habitantes. Apesar de ser a 8.ª colocada no ranking do estado, com 2 343,3, no começo de agosto a cidade não estava nem entre os dez primeiros. 

Essa lista é liderada por Guia Lopes da Laguna, cidade em que um surto de covid-19 em frigoríficos elevou a taxa a patamares que pareciam ser insuperáveis. Lá a taxa está em 3 196,3 casos/100 mil habitantes, não muito longe do que Campo Grande apresenta atualmente.

O que impulsiona a ascensão na capital é a média móvel de novos casos não baixar de 800 notificações diárias. Isso também eleva os números de mortes, pois, obviamente, se mais pessoas se infectam com a doença, mais pessoas estão suscetíveis a terem complicações e morrerem. 

Outro indicador revelado na live de domingo, 30, demonstrou que a taxa de letalidade do estado aumentou e isso também significa mais óbitos por covid-19. Isso tudo contribui para a pandemia não estar nem próxima de ser controlada na capital. 

“As notícias não são boas. Os dados trazem informações sobre a doença e não dá para fingir que ela não existe. Não dá para negar que ela está em alta”, ressente a secretária-adjunta da SES, Crhistine Maymone. 

Ela levantou novamente a preocupação com Campo Grande e Corumbá, cidades em que a circulação do vírus segue em alta.