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PANCADAS DE CHUVA

Após período de forte seca Campo Grande tem 2 dias seguidos de chuva fora da previsão

O CEMTEC alertou que, assim como não havia previsão de chuva para ontem (06) e hoje, nos próximos dias o clima também pode surpreender
07/10/2020 16:22 - Brenda Machado


Em mais um dia fora da previsão, vários bairros de Campo Grande foram surpreendidos pela chuva e pelos ventos, que chegaram a 43,5 km/hora.

A umidade relativa do ar teve uma alta brusca, de 21% para 51%, em menos uma hora, o que resultou nas pancadas. Nesse intervalo, as temperaturas despencaram de 40.3ºC para 29ºC.

Segundo dados do Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul, a explicação para essa mudança é que ventos úmidos do Norte estão chegando em MS e se chocando com as altas temperaturas.

Esse encontro favorece a formação de nuvens isoladas, causando as chuvas.

"O problema dessas chuvas assim é que elas se formam rapido, sao isoladas e suas intensidades variam de região para região.", destacou a meteorologista do CEMTEC, Franciane Rodrigues.

 
Chuva de granizo na região Coronel Antonino - Divulgação / Renan Della Senta
 

A especialista lembrou que o volume de chuva é medido por sensores que ficam em pontos específicos da cidade, como, por exemplo na sede da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econônimo, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

Lá o sensor marcou 0.2mm, até o meio da tarde, sendo que em outro extremo da cidade, no bairro Coronel Antonino, as pancadas de 15 minutos contaram até com granizo.

Os ventos fortes também marcaram presença. No Altos do São Francisco, um morador registrou quando a árvore no quintal de cabeça começou a reagir à ventania.

Por este motivo, não tem como medir a quantidade de chuva que ocorre em toda a Capital; em alguns pontos ela é mais fraca e em outros é mais intensa.

 
Ventania no bairro Altos do São Francisco - Divulgação / Thiago Vieira
 

Além de Campo Grande, as cidades de Dourados, Rio Brilhante, Caarapó, Fátima do Sul, Deodápolis, Sidrolândia, Corumbá e as regiões de Sonora e Costa Rica também sentiram as pancadas nesta tarde.

Ainda de acordo com a meteorologista, mudanças climáticas são mais típicas da primavera, que se iniciou há duas semanas.

"Não tinha previsão de chuva em MS pelos órgãos nacionais de meteorologia, mas estamos observando transporte de umidade vindos da região Amazônica e isso está contribuindo. Sendo assim, mesmo que não tenha previsão de chuva, podemos ter situações como essa de ontem e hoje.", completou Franciane.

 
 

Região Pantaneira

Dados do CEMTEC apontaram uma chuva rápida na cidade de Corrumbá, cerca de 0.6mm, mas nada próximo à Serra do Amolar, onde a preocupação das queimadas se prolonga.

A temperatura na região caiu na tarde desta quarta-feira (07), indo de 41ºC para 33°C, enquanto a umidade relativa do ar também se mostrou mais positiva, 36%, uma alta de 15 pontos.

Mesmo sem valores muito significativos, a estimativa é de 35% de probabilidade de chuva na região para a próxima terça-feira (13).

 

Felpuda


Como era de se esperar, as pesquisas mexeram nos ânimos de candidatos, principalmente daqueles que apareceram com índices pífios.

E assim, muitos deles certamente darão novo rumo às suas campanhas eleitorais.

A maioria, é claro, tenta mostrar otimismo, e o que mais se ouve por aí é que “agora o momento será de virada”.

Como disse atento e irônico observador: “Tem gente por aí que poderá virar, sim. Mas virar gozação!”. Ui...