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PANDEMIA

Campo Grande volta para bandeira vermelha de risco alto do Prosseguir

Nos dados apresentados na semana passada a Capital estava na coloração cinza, que representa risco extremo da pandemia
30/12/2020 13:21 - Daiany Albuquerque


Campo Grande deixou a bandeira cinza (risco extremo) e agora voltou para a vermelha (risco alto) no Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir). 

Feito pelo governo do Estado, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o programa tem objetivo de guiar os municípios no trato com a pandemia da Covid-19.

Os dados são da 52ª semana epidemiológica (entre os dias 20 e 26 de dezembro) e as recomendações são válidas para o período de 27 de dezembro a 9 de janeiro, quando outro boletim deve ser emitido.

No mapa apresentado nesta quarta-feira (30) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), além de Campo Grande, outras 60 cidades estão na bandeira vermelha. 

Na bandeira laranja (risco médio) são 13, e apenas Inocência está em amarelo (risco tolerável) e nenhum na cor verde (risco baixo). Já Dourados, Coxim, Coronel Sapucaia e Nioaque aparecem na coloração cinza.

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Em comparação com a última divulgação do Programa, 51 municípios permaneceram na mesma classificação de risco, apenas 11 cidades progrediram e 17 regrediram no grau de risco.

A secretária adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, pediu que a população também faça a sua parte para conter o avanço da doença, uma vez que a taxa de contágio no Estado está muito alta e o sistema de saúde está operando no limite.

“Nosso objetivo continua sendo salvar a vida das pessoas e estamos adotando medidas para conter ao máximo a evolução desta doença. Gestores municipais devem manter as restrições de acordo com sua classificação de risco, que são embasadas em critérios técnicos”, disse a secretária

“É necessário que a população também faça sua parte, evite aglomerações e observe os protocolos de biossegurança. Nesse momento tão difícil, enquanto aguardamos a vacina, é muito importante o esforço de todos para diminuir a circulação viral”, completou.

PROGRAMA

Segundo o governo do Estado, para gerar essa classificação, o programa avalia indicadores municipais relacionados à disponibilidade de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), quantidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), busca por contatos de casos confirmados, redução da mortalidade por Covid-19, disponibilidade de testes, incidência na população indígena, redução de casos entre profissionais da saúde, redução de novos casos, necessidade de expansão de leitos e situação de fronteira com país ou divisa com Estado que tenha aumento de casos.

Na faixa de risco alto, que se encontra a maior parte dos municípios de Mato Grosso do Sul, apenas os serviços essenciais e os de baixo risco são permitidos, porém, muitos dos locais que ainda não deveriam funcionar, segundo o Prosseguir, já estão abertos na Capital.