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Atacarejos driblam crise e programam novas lojas para Campo Grande

Segmento mantém vendas e deve crescer nos próximos anos

DA REDAÇÃO

21/03/2016 - 05h00
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Mesmo com fechamento de unidades no ano passado e diante das projeções de recessão econômica por tempo indeterminado, segmento do atacarejo se mantém dinâmico em Mato Grosso do Sul e prepara-se, inclusive, para abrir novas lojas no Estado, nos próximos dois anos. 

Após o Atacadão, rede mais antiga em atividade em Campo Grande, inaugurar no início deste ano a ampliação de uma de suas três lojas, é a vez do Grupo Pereira planejar expansão na Capital, com a instalação de mais dois novos empreendimentos, que unem o atacado ao varejo, até 2018. Os investimentos inicialmente previstos são de R$ 50 milhões, conforme informado com exclusividade ao Correio do Estado pelo presidente do grupo, Beto Pereira. 

“O grupo tem a bandeira Fort, que é a bandeira atacarejo e é em que nós estamos investindo fortemente. Vamos ter mais lojas em Campo Grande e no Sul [do País], porque esse é o formato ideal para  o mercado nos próximos cinco, seis anos. É um negócio que vai ter sempre o lugar dele, é o lugar onde você vai ter algumas categorias num preço bem menor que o do mercado. Tem menos serviço, mas ele [consumidor] vai ter claramente opção pelo preço. Para cada momento, você tem que expandir um formato e agora o formato e a demanda são por esse tipo de negócio”, destacou. 

Reportagem de Daniella Arruda está na edição de hoje do Correio do Estado.

anarquistas das estradas

Vândalos vencem e Detran desiste dos radares na "rodovia das antas"

Desde agosto do ano passado equipamentos foram atacados três vezes na MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo, onde oito pessoas já morreram em acidentes com antas

24/02/2024 13h30

Na margem da estrada só restam as placas de concreto sobre as quais haviam sido instalados parte dos redutores de velocidade Gerson Oliveira

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Depois de uma série de ataques de vândalos, o Detran e a Agesul desistiram da instalação de radares na MS-040, rodovia de 280 quilômetros que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo e onde pelo menos oito pessoas já morreram em acidentes envolvendo antas desde o começo de 2015, quando a estrada teve o asfaltamente concluído. 

E por conta dos constantes acidentes, o Detran começou a instalar 22 redutores de velocidade em 11 pontos críticos em agosto do ano passado. Alguns dias depois, antes mesmo de serem ativados, a maior parte deles foi parcialmente derrubada. 

Diante disso, todos foram recolhidos e no começo de dezembro voltaram a ser instalados. Esse trabalho ainda nem havia acabado  e mais uma vez foram atacados, em meados de janeiro.

Em nota, o Detran informou à época que “pela terceira vez os controladores de velocidade instalados pelo Detran na MS-040, dentro do programa Estrada Viva da Agesul, foram vandalizados por pessoas que não entendem a importância dos dispositivos para mitigar acidentes envolvendo antas e salvar vidas. Diante da situação, Detran e Agesul estudam novas estratégias para ampliar as ações do programa”.

Nesta semana, porém, a assessoria do Detran informou que “após mais de três tentativas de implantação de controladores de velocidade na MS-040, o Detran-MS, em consenso com a Agesul,  optou pela suspensão temporária da instalação dos equipamentos. Em todas as tentativas os equipamentos foram vandalizados antes mesmo de entrarem em operação”. 

E por conta da ação destes “anarquistas das estradas”, todo o material já foi recolhido e será destinado a outros locais sob a jurisdição do Detran, como a MS-080, entre Campo Grande e Rochedo, onde também hove registro recente de vandalismo em controladores de velocidade. 

Das oito mortes, três foram registradas somente em 2023. A mais recente aconteceu no dia 15 de dezembro, quando uma pessoa também sofreu ferimentos graves em decorrência do capotamento do veículo. Outras duas mortes ocorreram em maio do ano passado.

Centenas de carcaças

Mas somente uma pequena parte das colisões acabam em morte. Dados do Programa Estrada Viva, da Agesul, mostram que em 2022 foram encontradas 20 carcaças de anta no trajeto. Em 2023, até 8 de dezembro, foram 23, conforme o Detran. Depois dessa data, no dia 15, é que aconteceu a última morte  de usuário da rodovia de que se teve registro. 

Conforme Patricia Medici, doutora em Manejo de Biodiversidade e coordenadora da Iniciativa Nacional para Conservação da Anta Brasileira (INCAB), desde o começo de 2015 até o fim do primeiro semestre de 2023 haviam sido encontradas 207 carcaças de antas à beira da estrada.

Mas o número de mortes é pelo menos 50% maior, acredita. Tem muitos animais que são levados embora pelas pessoas que atropelam, são removidos pelos gestores da rodovia e outros são atingidos, continuam andando e acabam morrendo longe da estrada, no meio das fazendas. Estas mortes acabam não sendo catalogadas, explica.

Os radares seriam uma medida a mais para tentar reduzir a mortandade. Na estrada já existe  uma série de sinalizações, como placas e sinais sonoros no asfalto, alertando motoristas para que tenham cuidado e para que reduzam a velocidade.  

Conforme Patrícia Médici, desde 2016 existe um projeto nas mãos do governo do Estado apontando o que deveria ser feito para mitigar o problema. No trecho existem pelo menos 50 passagens sob a rodovia, muitas delas feitas por fazendeiros que precisam levar o gado de um lado para outro. 

O Instituto sugere que a Agesul instale tela reforçada ao longo de 500 metros de cada lado destas passagens subterrâneas e nos dois lados da pista. Além disso, que faça uma espécie de corredor em alguns locais para que as antas sejam conduzidas a utilizarem estas passagens. 

Privatização

Pavimentada há apenas nove anos, a MS-040 deve passar por uma grande revitalização. A previsão do governo do Estado é desembolsar pelo menos R$ 415 milhões para depois entregar a rodovia à iniciativa privada.

Conforme a Agesul, além da restauração do pavimento, estão previstas melhorias da drenagem e instalação de passagens de fauna. Terceiras faixas serão construídas nos locais de aclive e todo o percurso deve ser dotado de espaço para costamento, que hoje não existe. 

Existe também a previsão para construção de cercas específicas para conduzir a fauna para os locais apropriados para travessia, o que, em tese, reduziria a quantidade de acidentes.

A MS-040 serve como rota alternativa às rodovias federais 163  e 267 para chegar à divisa com São Paulo, passando por Bataguassu. Além de se livrarem do pedágio na BR-163, muitos caminhoneiros optam pela rodovia estadual porque encurta a distância em cerca de 30 quilômetros entre Campo Grande e o Estado vizinho.
 

EDUCAÇÃO

Ainda sem eleição direta, UFMS escolhe novo reitor em maio

Projeto de Lei que acaba com a lista tríplice ainda não foi aprovado definitivamente e por isso a instituição ainda terá de submeter a lista tríplice à presidência da República

24/02/2024 12h04

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Ainda pela metodologia antiga, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) prevê para maio eleição para a reitoria da instituição, cuja lista tríplice deve ser enviada para a presidência da república em junho, conforme previsão do atual reitor, Marcelo Turine, que está concluindo o segundo mandato e não pode concorrer mais. 

A largada para a disputa deve ser dada na próxima reunião do Conselho Universitário da UFMS, prevista para 21 de março. O anúncio foi feito por Turine após encontro, na quinta-feira (21), com a diretora de Desenvolvimento da Rede de Ifes do MEC, Tânia Mara Francisco, e reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). 

Até o final do ano, outras 23 universidades federais terão novos reitores nomeados pelo presidente da República. Parte delas já iniciaram o processo de escolha. 

Algumas, porém, estavam aguardando a aprovação do Projeto de Lei n. 2699/11 ainda em fevereiro, mas o período de discussão e aprovação no Congresso Nacional deverá se estender até o final do ano, o que inviabiliza a escolha pela nova metodologia.

Esse projeto prevê o fim da lista tríplice que é enviada à presidência e estipula que assuma a reitoria o candidato mais bem votado pela comunidade universitária. 

Mas, sem a aprovação definitiva deste Projeto de Lei, estão mantidas  regras de escolha dos reitores dos últimos dez anos, mantendo os normativos legais existentes. Nesta sistemática, voto de professor, técnico e estudante tem peso diferente. 

Segundo Turine, o presidente Lula, em todas as reuniões com os reitores dos Institutos e Universidades Federais, tem reafirmado que respeitará as consultas e a eleição das instituições e nomeará o primeiro da lista tríplice.

Devido às eleições municipais e à quantidade de processos de renovação dos dirigentes das universidades, a orientação do MEC é para a necessidade de agilizar o processo eleitoral, com indicação de todos os documentos obrigatórios a fim de não prejudicar a nomeação dos novos reitores, pois haverá muitos processos para análise técnica e jurídica.

Marcelo Turine assumiu a reitoria da UFMS em novembro de 2016, foi reeleito para o segundo e último mandato em 2020, com término em 2024. 

ELEIÇÃO PASSADA

Em novembro de 2020, em meio à pandemia, quatro chapas participaram e a chapa dois saiu vitoriosa, com o reitor Marcelo Turine e a vice Camila Ítavo. No total, 7.903 pessoas votaram, uma participação 9,7% maior que em  2016.

Foram 1.344 votos válidos de docentes, 1.220 de técnicos-administrativos e 5.339 de estudantes. Foram computados 149 votos em branco e 177 nul1os. A chapa 2 obteve votos de 2.068 estudantes, 687 técnicos e 754 docentes, somando 42,44% dos votos válidos. 

A chapa 3 recebeu votos de 1.555 estudantes, 394 técnicos e 430 docentes, totalizando 24,45% dos votos válidos. 
A chapa 5 teve 460 votos de estudantes, 80 de técnicos e 85 de docentes, somando 4,94% dos votos válidos. E a chapa 1 foi escolhida por 1.256 estudantes, 59 técnicos e 75 docentes, somando 4,78% dos votos válidos.

(com assessoria)

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