Cidades

CRIME INSTITUCIONALIZADO

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Defensoria Pública garante
que Estado vive cultura do estupro

Audiência a ser realizada amanhã discute como acabar com essa situação

30/06/2016 19h39

RODOLFO CÉSAR

A coordenação do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) defende que o Brasil vive atualmente a cultura do estupro e promove amanhã (1º) evento para debater a situação.

O órgão, vinculado à Defensoria Pública do Estado, divulgou que por dia, ano passado, 10 mulheres procuraram serviço de urgência (telefone 180) para relatarem algum tipo de violência sexual sofrida.

Intitulado "A Cultura do Estupro", a audiência pública está marcada para acontecer das 13h30 às 16h30, na Escola Superior da Defensoria Pública, na Rua Raul Pires Barbosa, 1519, Chácara Cachoeira, em Campo Grande.

"Em uma época em que as informações estão disponíveis de modo viral na internet e nos aplicativos de celular, queremos trazer a discussão dos direitos humanos da mulher, demonstrando que não se trata de defesa de uma ‘ideologia’, pois estamos falando de realidade estampada em números absurdos de violação de direitos", defendeu a coordenadora do Nudem, Edmeiry Silara Broch Festi.

Segundo o núcleo, a "institucionalização" do estupro ficou flagrante quando houve o caso da jovem de 16 anos no Rio de Janeiro, mês passado. Ela foi violentada por mais de 30 homens e o crime foi filmado e divulgado em redes sociais.

"Os argumentos usados como justificativa (para o estupro) são vários: 'a mulher estava de saia curta, pediu para ser estuprada'; 'a garota se envolvia com muitos rapazes'; 'também, estava na rua nessa hora'. Rotina no dia-a-dia, essas frases reforçam uma cultura do estupro presente em nossa sociedade", informou nota da Defensoria Pública.

No evento, as defensoras Graziele Carra Dias Ocáriz e Thaís Dominato Silva Teixeira irão abordar situações vividas na rotina da instituição relacionadas a violência contra as mulheres.

MANIFESTAÇÕES

Quarta-feira sem bloqueios de manifestantes bolsonaristas em rodovias de MS

Entretanto, ainda há 22 pontos de manifestação nas rodovias federais do Estado, todas sem obstruir a passagem

02/11/2022 11h18

Marcelo Victor

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Esta quarta-feira (02) é marcada pelo aumento de desobstrução das rodovias estaduais e federais ante as manifestações bolsonaristas realizadas nos últimos dias. 

Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (Sejusp), hoje, não há pontos de bloqueios nas rodovias estaduais, o que existe é somente pontos de manifestações, porém  o trânsito de veículos e caminhões continua fluindo. 

Além disso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) que atua no Estado informa ter autuado que e continuará autuando veículos que causem interrupções da rodovia. 

A equipe do Correio do Estado foi até o trecho da BR 163, próximo ao anel viário de saída para Cuiabá, não encontrando mais nenhum ponto de aglomeração, apenas restos de lixo deixados pelos manifestantes bolsonaristas. 

Multas  

Segundo a PRF, usar qualquer veículo para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre ela incide em multa de R$ 5,860 mil por pessoa. 

No caso dos organizados, a multa é de  R$ 17.608 mil por pessoa. 

Até o momento, mais de R$ 5,5 milhões em multas já foram aplicadas contra manifestantes que bloqueiam rodovias por todo o país. 

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). 

Em nota, a pasta disse que os valores das 912 multas variam, conforme o tipo de infração, entre R$ 5 mil e R$ 17 mil.

A PRF informou, ainda, que divulgará balanço das multas ao final das interrupções ainda existentes.

Pontos de aglomeração 

Conforme a última atualização da PRF, em Mato Grosso do Sul, há 22 pontos de manifestação nas rodovias federais do Estado. Confira abaixo:

Nota da PRF

Brasil 

Um levantamento divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) logo no início da manhã desta quarta-feira (2) aponta que 563 manifestações em estradas federais espalhadas pelo país já haviam sido desfeitas. 

Até o momento, 17 estados ainda registram bloqueios em rodovias. Com 37 bloqueios, Santa Catarina, seguida por Mato Grosso, com 30, e Pará, com 17, são os estados com mais interdições.

*Com informações da Agência Brasil 

 

MANIFESTAÇÕES

Bloqueios já resultaram em mais de R$ 5,5 milhões em multas

Foram aplicadas até o momento 912 multas

02/11/2022 10h55

Reprodução Agência Brasil

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Mais de R$ 5,5 milhões em multas já foram aplicadas contra manifestantes que bloqueiam rodovias por todo o país. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Em nota, a pasta disse que os valores das 912 multas variam, conforme o tipo de infração, entre R$ 5 mil e R$ 17 mil.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, é penalizado com infração gravíssima o condutor que utiliza veículos para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização de entidade de trânsito.

A multa mais cara, de R$ 17 mil, é destinada àqueles identificados como organizadores dos bloqueios.

“Em caso de reincidência, aplica-se em dobro a multa no período de 12 meses. Ainda de acordo com o CTB, as penalidades são aplicáveis a pessoas físicas ou jurídicas que incorram na infração”, informou o Ministério.

Os motoristas podem consultar as infrações na página da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Bloqueios  

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, no início da manhã desta quarta-feira 17 estados ainda apresentavam bloqueios em estradas, apesar de 563 interdições liberadas.

A ação começou após manifestantes bolsonaristas se mostrarem inconformados com a proclamação do resultado das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com vitória do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, no domingo (31). Ontem (1), o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, veio a público e condenou os bloqueios nas estradas.

“As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição do patrimônio e direito de ir e vir", disse Bolsonaro.