Cidades

APROVAÇÃO DE NOVAS REGRAS

Governador diz que número de aposentados pode cair pela metade no próximo ano

Estavam previstos 4.176 para o ano que vem

Continue lendo...

Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), declarou que estavam previstos 4.176 pessoas para se aposentarem pela idade mínima com a regra da aposentadoria anterior para o ano de 2020, porém, com a aprovação da Reforma da Previdência Estadual, encaminhada pelo Executivo à Assembleia Legislativa, esse número pode cair para 1.719. “Então você melhora o perfil das aposentadorias no MS e consequentemente você diminui o déficit”. As declarações foram feitas por Azambuja durante agenda na Governadoria que ocorreu na manhã desta segudna-feira (2).

O governador reforçou também a informação que com a aprovação das novas regras estabelecidas a economia deve ser de R$ 10 bilhões. “Em 20 anos, com aposentadorias e pensões, poderemos ter essa economia, por isso tivemos essa tomada de decisões”.

As regras são para servidores do regime próprio. “Aqueles que trabalham para o governo, estamos falando só do regime próprio que é a previdência própria do estado que inclui poder Executivo e os poderes constituídos que é o que estamos legislando”, afirmou Azambuja.

O governador disse também sobre as regras da previdência geral, que atinge o cidadão da iniciativa privada. “Essa já está com as regras estabelecidas. Por isso estamos acelerando isso, para criar igualdade previdenciária e nós estamos colocando na lei, na emenda constitucional a possibilidade dos municípios que queiram aderir a emenda constitucional”, declarou.

Os municípios poderão apresentar lei ordinária para aderirem as regras estabelecidas na lei estadual. “Mandamos esse texto assim em respeito ao pacto federativo e ao ente federado que é o município. Ele não é obrigado a participar da Reforma da Previdência nos moldes que estamos propondo e a Assembleia vai analisar e votar, em seguida eles mandam uma lei à câmara, uma lei ordinária, maioria simples e ele faz a adesão à emenda constitucional”, explicou.

O governador disse que não esperaram a PEC paralela - que está tramitando na Câmara dos Deputasos e que foi aprovada no Senado federal - que prevê a inclusão dos estados na Reforma da Previdência, encaminhada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro - aprovada em Brasília - porque "ela está caminhando a passos lentos e a informação que tivemos é que ela vai demorar muito. Proposta que apresentamos para os deputados não tem inovações, seguem a lei federal", declarou.

Nova reunião vai ocorrer na tarde de hoje com os Poderes, para mais explicações sobre a proposta que está tramitando na Assembleia Legislativa. Calendário foi proposto para que a Reforma da Previdência estadual seja aprovada antes do recesso. A expectativa é que a lei seja promulgada no dia 17 de dezembro.

TRAGÉDIA CLIMÁTICA

Ex-morador de MS vive drama das enchentes no RS: "torci o pé ao andar em área alagada"

Gaúcho de sangue e sul-mato-grossense de coração, o fotógrafo Pablo Lopes Pinto não vê a hora da vida voltar ao normal no RS para retornar ao MS

26/05/2024 09h00

Água da Lagoa dos Patos tomando conta da rua

Água da Lagoa dos Patos tomando conta da rua Foto: Pablo Lopes

Continue Lendo...

Fotógrafo e empresário, Pablo Lopes Pinto, de 27 anos, se mudou de Campo Grande (MS) para Pelotas (RS) há dois anos e jamais imaginou “viver na pele” sua casa, literalmente, debaixo d’água.

Ele se mudou para o Sul para ficar mais perto da família, mas, não imaginaria que iria presenciar a maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul.

Pablo morou em Mato Grosso do Sul por 11 anos, de 2008 a 2013 e de 2016 a 2022. Natural de Rio Grande (RS), ele afirma que é gaúcho apenas de sangue e sul-mato-grossense de coração. Ele veio para Mato Grosso do Sul acompanhar seu pai, que havia sido transferido no trabalho.

“Eu gosto de Campo Grande pelas amizades e da cidade, mas em relação ao clima, eu prefiro o clima gaúcho. O clima de MS é terrível, seco, calor demais, não é algo muito bom não”, comentou.

Águas da Lagoa dos Patos quase atingindo as casas. Foto: Pablo Lopes

Residente em Pelotas, município localizado a 263 quilômetros de Porto Alegre e às beiras da Lagoa dos Patos, o fotógrafo viveu o drama de ver a sua casa invadida pela água em 10 de maio, 11 dias após as águas inundarem a Capital gaúcha.

Os moradores de Pelotas ficaram em alerta por cerca de uma semana, quando acompanharam o nível da Lagoa dos Patos subir sentido sul, enquanto no norte o Rio Guaíba transbordava e enchia a lagoa.

Em 9 de maio, o nível da Lagoa dos Patos começou a subir e tomar conta das ruas de Pelotas e, em 11 de maio, a água invadiu e alagou a casa do fotógrafo. Ele e seus pais tiveram que se mudar.

“Tivemos a casa dos meus pais afetada mas como ainda está alagada não há como saber dos prejuízos. Eu vim para a casa do meu tio que fica na mesma cidade. Meus pais decidiram ficar no nosso vizinho, onde a casa é um sobrado e não tem perigo de inundar em cima”, relatou.

Sul-mato-grossense 'postiço', Pablo Lopes, residente de Pelotas (RS)

A rede de energia teve que ser desligada em muitas cidades do Rio Grande do Sul por conta de risco de choque elétrico. Com isso, moradores sofreram com a falta de energia. “Usamos um gerador para manter algumas coisas ligadas e poder carregar os celulares. A água encanada não houve problemas”, contou.

Pablo ainda conta que, além das enchentes deixarem marcas em sua memória, também deixaram em seu corpo.

Momento em que a água atinge a casa de Pablo. Foto: Pablo Lopes

“Eu torci o pé esquerdo por andar em área alagada, retirando animais de estimação, caminhei por vários quilômetros com eles para retirar eles da água”, disse.

Por fim, Pablo não vê a hora da vida voltar ao normal no Rio Grande do Sul para retornar a Mato Grosso do Sul.

“Os planos voltam a ser morar na capital morena assim que normalizar a situação gaúcha. Minha estadia aqui foi para visitar e ficar uns 2/3 anos com a família e rever parentes que não via a mais de 9 anos, então dá minha parte é ajudar a reconstruir e ir embora do estado”, finalizou.

 

TRAGÉDIA CLIMÁTICA

Fortes chuvas atingem o Rio Grande do Sul desde 30 de abril de 2024. O Estado vive a pior tragédia climática da história.

Boletim, divulgado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul neste sábado (25), aponta que as chuvas já resultaram em 166 mortes, 61 desaparecidos e 806 feridos em todo o Estado.

Até o momento, há 55.791 desabrigados (quem teve a casa destruída e precisa de abrigo do poder público) e 581.638 desalojados (quem teve que deixar sua casa, temporária ou definitivamente, e não precisa necessariamente de um abrigo público – pode ter ido para casa de parentes, por exemplo).

Ao todo, 2.345.400 pessoas foram afetadas pelas enchentes no Estado. Conforme o governo gaúcho, 77.639 pessoas foram resgatadas. No mínimo, 461 dos 497 municípios foram afetados pelas chuvas.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), algumas rodovias estão total ou parcialmente bloqueados, incluindo estradas e pontes.

Algumas foram interditados por quedas de barreiras, desmoronamentos, erosão e acúmulo de água e outros foram realizados de forma preventiva por apresentarem rachadura na pista ou ponte coberta pelas águas dos rios.

Em 1º de maio, o governo do Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública em todo o estado por causa das fortes chuvas.

A medida estabelece que os órgãos e entidades da administração pública “prestarão apoio à população nas áreas afetadas” por “eventos climáticos como chuvas intensas, alagamentos, granizo, inundações, enxurradas e vendavais”, causando “danos humanos, com a perda de vidas, e danos materiais e ambientais, como a destruição de moradias, estradas e pontes”, além de comprometer o funcionamento de instituições públicas.

O decreto é válido por 180 dias e não impede que o governo estadual reconheça (homologue) decretos de calamidade pública declarados pelas prefeituras.

O decreto de estado de calamidade pública é o reconhecimento legal, pelo Poder Público, de uma situação anormal, provocada por desastres, e que causa sérios danos à comunidade afetada, inclusive à segurança e/ou à vida das pessoas.

O texto classifica a situação como um desastre do nível III, ou seja, de grande intensidade. O que significa que os danos já são vultosos, embora suportáveis e superáveis caso as comunidades e órgãos e entidades públicas estejam devidamente informadas, preparadas e mobilizadas e haja o necessário aporte de recursos financeiros.

O decreto também permite ao governo adotar medidas administrativas para agilizar o processo de contratação de bens e serviços necessários para socorrer a população e recompor serviços e obras de infraestrutura essenciais.

CALAMIDADE PÚBLICA

Defesa Civil confirma mais quatro mortes e tragédia no RS totaliza 166 óbitos

O número pode aumentar nos próximos dias, já que ainda há 61 desaparecidos

26/05/2024 08h00

DIVULGAÇÃO

Continue Lendo...

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul contabilizou neste sábado (25) mais quatro mortes causadas pelas fortes chuvas no estado, totalizando 166 óbitos. Três óbitos foram informados em boletim divulgado pela manhã e outro no início da noite.

O número pode aumentar nos próximos dias, já que ainda há 61 desaparecidos. São 806 feridos.
No total, 469 municípios foram afetados, 55.791 pessoas continuam desabrigadas e 581.638 foram desalojadas.
Conforme o governo gaúcho, 77.639 pessoas foram resgatadas.

NÚMEROS
- 166 mortes
- 61 desaparecidos
- 806 feridos
- 55.791 desabrigados (quem teve a casa destruída e precisa de abrigo do poder público)
- 581.638 desalojados (quem teve que deixar sua casa, temporária ou definitivamente, e não precisa necessariamente de um abrigo público –pode ter ido para casa de parentes, por exemplo)
- 2.345.400 pessoas afetadas no estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).