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COVID-19

Campo-grandense está estocando máscara e álcool em gel contra o coronavírus

Apesar de suspeitas, MS não tem nenhum caso confirmado
03/03/2020 17:17 - Fábio Oruê


Com dois casos confirmados no Brasil e pelo menos oito em investigação em Campo Grande, a procura por máscaras respiratórias e álcool em gel nos estabelecimentos aumentou na Capital, com compras até em grandes quantidades. 

Por conta dessa alta procura, a Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon) Municipal realizou uma pesquisa em 15 estabelecimentos comerciais da cidade, entre os dias 27 de fevereiro e 2 de março.

De acordo com os gerentes dos estabelecimentos comerciais, alguns consumidores estão comprando os produtos em grandes quantidades para estocá-los. Somente em uma farmácia pesquisada, foram vendidas mais de 1,2 mil unidades de álcool em gel nos últimos três dias.

 
 

Mesmo não havendo a necessidade da utilização em Campo Grande, por exemplo, além de não encontrar os produtos, o consumidor corre o risco de pagar um preço elevado. O Procon Municipal orienta os consumidores a utilizar planilha com os preços e fazer pesquisas antes da compra, visto que vários produtos pesquisados já estão em falta nos estabelecimentos comerciais.

Os fiscais visitaram 10 farmácias, três lojas de cosméticos e dois supermercados, encontrando variação de quase R$ 40 nos preços. Na consulta do valor do álcool em gel, os fiscais encontraram variação de R$ 4,60 à R$ 26,40. Já a máscara pode ser encontrada a R$ 7,99 e R$ 39,90.

CASOS

O uso da máscara aumentou depois de casos de contaminação pelo novo coronavírus em países da Ásia e dois casos confirmados no Brasil. Porém, de acordo com o Ministério da Saúde, o uso das máscaras não é 100% eficaz, e ainda não existe a necessidade do uso permanente deste acessório.

Apesar do quadro apresentado pelo Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não incluiu o uso de máscaras entre às suas recomendações à população. Embora não recomende, por enquanto, o uso de máscaras no Brasil, em nota, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) reforça o cuidado com higiene.

 
 

USOS

Em alguns países, o uso das máscaras de proteção respiratória é muito comum, visto que sua utilização evita que diversas partículas nocivas ao corpo humano, tal como vapores orgânicos, fumaças e gases potencialmente nocivos, sejam absorvidos. Alguns gases ou vapores provocam reações imediatas como tosse, tonturas, dores de cabeça, alergias, espirros ou falta de ar. Existem também as doenças provocadas por certos contaminantes, que só serão diagnosticadas após alguns anos de exposição.

O álcool em gel é apontado pelas autoridades sanitárias do Brasil e dos EUA como alternativa à lavagem das mãos, apenas para momentos em que não houver água e sabonete. Além disso, o álcool puro não se mostra tão eficaz como antibacteriano. Por isso, recomenda-se uma solução que contenha entre 60% e 95% de álcool, a que é normalmente vendida nas farmácias e supermercados.

 
 

CORPO DE BOMBEIROS

Conforme o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Joilson Amaral, todas as viaturas de resgate já estão equipadas com os kits. “Eles são padronizados pelo Ministério da Saúde. Neles há jaleco, máscaras, luvas e óculos de proteção. Nos casos suspeitos e que necessitar de atendimento, os militares poderão se equipar, colocando-os por cima da farda. Desta forma conseguimos prevenir nossas equipes de emergência e garantir o atendimento à vítima”.

Além disso, o Corpo de Bombeiros também baixou normas em que faz recomendações de segurança aos militares para atendimento de eventuais casos. A orientação é que a guarnição tome medidas de precaução padrão, evitando assim, contato direto com o paciente, bem como com secreções e gotículas. A pessoa que for atendida também precisará usar máscara cirúrgica e luvas.

 

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.