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Capital terá R$ 100 milhões contra a cheia

Capital terá R$ 100 milhões contra a cheia

Silvia Tada

09/01/2011 - 00h00
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Campo Grande terá R$ 100 milhões para obras contra enchentes, em 2011. Os projetos contemplam áreas críticas, que apresentam problemas a cada chuva mais forte que atinge a cidade. Os maiores projetos têm recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, do Governo federal, e abrangem intervenções no Rio Anhanduí e em bairros vizinhos, como Jockey Clube e Marcos Roberto, que juntos somam R$ 70 milhões. Há previsão de investimentos, também, no Jardim Panorama e Noroeste e Parque dos Laranjais, regiões onde, recentemente, moradores vivenciaram alagamentos de residências e destruição de ruas.

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antônio De Marco, os problemas de alagamento e enxurrada verificados na última quinta-feira, deverão ser resolvidos com as obras de drenagem previstas nos projetos do PAC 2. Serão R$ 17 milhões para manejo de águas pluviais nos bairros Jockey Clube, Jardim América, Marcos Roberto e Jardim Progresso — por onde passam os córregos Cabaças e Areias.
Ainda no Córrego Cabaças, haverá a continuidade das obras em direção à Avenida Três Barras e também previsão de drenagem para bairros como Vila Carlota, Jardim Paulista, passando pela Avenida Costa e Silva e Via Morena. Essas melhorias devem refletir no controle das águas que correm em direção ao Rio Anhanduí e devem custar mais R$ 10 milhões.

Anhanduí
Somado a esse investimento, há mais R$ 43 milhões para serem gastos ao longo do Rio Anhanduí, onde deságua boa parte das chuvas da cidade, por meio dos córregos Prosa e Segredo. Na Avenida Ernesto Geisel, o rio vem recebendo intervenções desde 2007, mas a cada estação chuvosa voltam a ocorrer problemas de solapamento e transbordamento, causando problemas para moradores ao longo da marginal.
Conforme  projeto elaborado pela prefeitura, o manancial receberá melhorias com o manejo de suas águas pluviais e recuperação da mata ciliar.

Outras obras
O secretário municipal elencou as obras relacionadas aos problemas causados pelas chuvas que devem ser iniciadas ou concluídas neste ano, somando mais R$ 30 milhões. Em fase de conclusão está a intervenção no Shopping Campo Grande, que pretende melhorar a vazão de águas do Córrego Prosa. Outra obra é na Rua Japão e vias adjacentes, próxima a Avenida das Bandeiras e Via Morena, nas proximidades do Rio Anhanduí.

Há previsão de terminar em 2011, as obras no Jardim Panorama e Noroeste, na saída para Três Lagoas, bem como realizar melhorias no Parque dos Laranjais, na saída para Rochedo. Na última semana de dezembro, as duas regiões voltaram a alagar; as ruas se transformaram em rios, a água invadiu residências e derrubou postes, deixando vias intransitáveis.
Serão iniciadas obras na Vila Cidade Morena, na região de acesso às Moreninhas, e na Vila Dona Neta, próximo à Avenida Manoel da Costa Lima, onde moradores protestaram fechando a Avenida Ernesto Geisel, na quinta e sexta-feira.

No Orçamento Geral da União 2011, o Governo federal prevê investimento de R$ 137,4 milhões para prevenção e preparação contra desastres, pelo Ministério da Integração Nacional. No entanto, Mato Grosso do Sul não aparece na lista de estados contemplados com recursos.

"Cidade Fumaça"

Corumbá é "engolida" por fumaça de queimadas no Pantanal

A fumaça que tomou Corumbá, Ladário e chegou a outras regiões do estado, segue castigando moradores

23/06/2024 16h34

Avenida em Corumbá no Mato Grosso do Sul tomada por fumaça

Avenida em Corumbá no Mato Grosso do Sul tomada por fumaça Crédito: Guilherme Giovanni de Corumbá

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A fumaça advinda das queimadas do Pantanal encobriu Corumbá, que neste domingo (23), enfrenta altas temperaturas, indicando 36°C, com a umidade relativa do ar em 30%, tornando o cenário crítico. Fuligem, dificuldade de respirar são alguns dos problemas enfrentados por quem reside no município.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontam que 84% dos focos de queimadas estão concentrados na Cidade Branca e Ladário. Segundo noticiado pelo Correio do Estado, até o dia 21 de junho eram 170 focos estão concentrados nesta região

Conforme relatou o fotojornalista, Guilherme Giovanni, corumbaense, que há 15 anos, faz registros do bioma pantaneiro. Além da dificuldade enfrentada pelas queimadas, que superou o pior índice registrado em 2021, a fumaça tem ocasionado problemas respiratórios, fuligem que chega a cobrir veículos mesmo na garagem de residência e obriga os moradores a ficarem trancados em casa com janelas fechadas e panos embaixo das portas.

"É uma situação preocupante para a saúde das pessoas, principalmente crianças e idosos. As informações que tenho, é que os hospitais estão cheios de crianças com problemas respiratórios, a venda de nebulizadores em farmácias dobrou. Estive em uma farmácia hoje, só ontem venderam 40 aparelhos no sábado e acabou o estoque", apontou o fotojornalista.

A situação é tão crítica que é possível avistar a fuligem no ar, tornando a respiração quase que insustentável, segundo Guilherme.

"A fuligem tem uma espécie de gordura, quando você varre ela deixa um rastro como se fosse um carvão no chão. Ela gruda na roupa, no cabelo, se você limpa uma área [na sua casa] daqui a uma meia hora está tudo sujo novamente. Isso é na cidade inteira. Corumbá e Ladário estão tomados de fumaça", destacou. 

Com relação às aeronaves que estão auxiliando o combate ao fogo, o fotojornalista enfatizou a perícia dos pilotos, já que a concentração da fumaça prejudica a visibilidade. "Estão fazendo bem essa parte, são pessoas que possuem treinamento para isso". 

 

 

*Vídeo: Guilherme Giovanni

Fumaça 

No meio da semana, no dia 19 de junho, o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC), alertou que em decorrência das queimadas do Pantanal, nove municípios do estado foram impactados pela fumaça.

Confira os municípios afetados:

  • Porto Murtinho;
  •  Caracol;
  •  Miranda;
  • Bodoquena;
  • Bonito;
  • Jardim;
  • Nioaque;
  • Aquidauana;
  • Corumbá.

 

** Colaborou Alicia Miyashiro

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mato grosso do sul

Com 36% do público imunizado, Saúde alerta para vacinação contra a gripe no inverno

MS é o terceiro estado com menor cobertura vacinal contra a gripe e Ministério da Saúde enfatiza a necessidade de que todas as pessoas se imunizem, especialmente, as consideradas do público-alvo para a vacina

23/06/2024 16h00

Vacina contra a gripe está disponível em várias unidades de saúde

Vacina contra a gripe está disponível em várias unidades de saúde Bruno Rezende / Portal MS

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Com a chegada do inverno, que começou na última quinta-feira (20), o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação contra a gripe para proteger a população sul-mato-grossense. O Estado é o terceiro com a menor cobertura vacinal no País, acima apenas do Distrito Federal e Sergipe.

Com a chegada do inverno, é comum o aumento de circulação de vírus e o ministério enfatiza a necessidade de que todas as pessoas se imunizem, especialmente, as consideradas do público-alvo para a vacina.

Até este domingo (23), apenas 36,67% do público-alvo foi imunizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  

Conforme o painel de imunização do Ministério, foram aplicadas 544.524 doses da vacina contra a Influenza no Estado, onde o público é de 1.188.387 pessoas. 

Em número de doses, Campo Grande é o município com maior aplicação da vacina, com 166.064 doses, enquanto a população alvo é composta de 367.493 pessoas, o que resulta em uma cobertura de 33,44%.

O público-alvo é formado por:

  • pessoas de 60 anos ou mais,
  • gestantes e puérperas,
  • trabalhadores da saúde,
  • crianças de 6 meses a menores de 6 anos,
  • professores da rede pública de ensino,
  • indígenas vivendo fora ou em terra indígena,
  • pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos) ,
  • adolescentes em medidas socioeducativas (menores de 18 anos, população privada de liberdade (18 anos e mais),
  • funcionário do sistema de privação de liberdade,
  • pessoas em situação de rua,
  • pessoas com comorbidades,
  • profissionais das forças armadas e das forças de segurança e salvamento,
  • caminhoneiros,
  • trabalhadores de transporte coletivo rodoviário passageiros urbano e de longo curso e trabalhadores portuários.

Em maio, a pasta recomendou a vacina contra a influenza para todas as pessoas com mais de 6 meses de idade. Deste grupo de pessoas que não fazem parte do público-alvo e aproveitaram a ampliação da vacinação, foram aplicadas 208.865 doses em Mato Grosso do Sul.

Em 2023, o estado alcançou a marca de 65,94% do público-alvo vacinado.

Em todo o Brasil, 42,26 % do público-alvo se vacinou contra a gripe. Até o momento, 36,5 milhões de doses foram aplicadas em um público prioritário de 75,8 milhões de pessoas. 

Campanha

A campanha de vacinação contra a gripe em 2024 começou mais cedo nas Regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com as vacinas sendo distribuídas para os estados e seus respectivos municípios logo no início de março, focada em grupos prioritários.

Neste ano, a composição da vacina é destinada a proteger contra a Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B.

A vacinação contra a gripe é a melhor forma para garantir proteção contra a doença. O imunizante age para estimular a produção de anticorpos contra o vírus da Influenza.

Quem se imunizou em 2023 ou nos anos anteriores também deve receber a vacina atualizada.

As vacinas são comprovadamente eficazes e protegem contra as cepas atualizadas, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Na Capital, as doses estão disponíveis em mais de 70 Unidades Básicas de Saúde, Unidades Básicas de Saúde da Família, entre outros pontos de vacinação, como shoppings e supermercados. 

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