Cidades

ACIDENTE

Carro pega fogo em Coxim após acelerador emperrar

Carro pega fogo em Coxim após acelerador emperrar

DA REDAÇÃO

21/01/2011 - 11h01
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Um veículo Corcel com placas de Coxim ficou totalmente destruído após pegar fogo na manhã de hoje na Rua Martins da Cunha, no Bairro Santa Maria, em Coxim.

O proprietário do carro é um funcionário público que declarou seguir pela rua no sentido Bairro – Centro quando o acelerador do veículo emperrou e o carro começou a pegar fogo.

A esposa do motorista, de 36 anos e a filha do casal, de 6 anos, também estavam no carro no momento do incêndio mas ninguém ficou ferido.

O condutor contou que chegou a utilizar todo o extintor do carro mas não conseguiu conter as chamas. 

Segundo o Corpo de Bombeiros,  havia muita gasolina abaixo do carro, que fazia com que o fogo aumentasse ainda mais. Foram utilizados 2 mil litros de água para conter as chamas.

 

Com informações do Coxim Agora
 

MEIO AMBIENTE

Incêndios no Pantanal podem ultrapassar recorde de 2020

Projeção feita pelo Lasa/UFRJ mostra que há chance de área devastada neste ano se igular ou ser superior a 3,6 milhões de hectares, valor recorde do bioma

20/06/2024 09h45

Bombeiros atuam para apagar incêndios em várias regiões do Pantanal de Mato Grosso do Sul

Bombeiros atuam para apagar incêndios em várias regiões do Pantanal de Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação / Corpo de bombeiros

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Modelo apresentado pelo Laboratório de Aplicação de Satélites Ambientais (Lasa), do departamento de meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em reunião com membros do governo do Estado e governo federal, mostra que vários fatores podem colaborar para que o Pantanal tenha neste ano uma área afetada pelos incêndios igual ou superior a que foi devastada em 2020, de 3,6 milhões de hectares.

Os incêndios no Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso este ano já ultrapassaram o dobro de área afetada em comparação com os seis primeiros meses de 2020. Até a última segunda-feira (17) haviam  sido consumidos pelo fogo 502.650 hectares, valor 101,7% superior a do mesmo período do ano recorde, quando foram 249.125 hectares.

O alerta foi apresentado na terça-feira ao Secretário Extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), André Lima, ao titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) Jaime Verruck, ao secretário-executivo da Pasta de MS, Artur Falcette, e aos outros membros da Centro Integrado de Prevenção e Combate do Estado.

De acordo com Falcette, os modelos foram construídos através de dados meteorológicos e acúmulo de matéria seca no bioma e também leva em conta uma possível inércia do poder público, o que não deve acontecer.

“Esses modelos apresentam alguns cenários de possibilidades, e o pior deles, levando como referência o ano de 2020, que é o pior de todos, e contando que este ano a gente tem condiçoes de seca piores que naquele ano, mostra que a gente pode ter uma iguldade ou superioridade de área queimada em relação a 2020”, explica o secretário-executivo.

“Mas esses modelos eles não olham para as a estrutura atual e para o avanço do uso da tecnologia, nem  para o número de homens empregados, nisso todo houve grandes avanços, então, se a gente não fizer nada,  pode ser pior. Então nós discutimos nessa reunião o tamanho do desafio que temos, pensando em um plano de controle, mas não só para este ano, mas para os próximos também”, completou Falcette.

Entre as condições que fazem de 2024 um ano mais suscetível aos incêndios está a seca prolongada e a escassez hídrica na bacia do Rio Paraguai, decretada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

“Apesar de termos evoluído bastante em investimentos, temos alguns pontos de dificuldade diferentes de 2020. Estamos vindo de uma seca prolongada, são mais de 30 dias sem chuvas na região, o nível dos recursos hídricos estão muito baixos, o Rio Paraguai tem o nível mais baixo da última década e isso dificulta até chegar de barco em alguns pontos onde há queimadas”, contou o secretário-executivo. 

Até a captaçaõ de água com o avião Air Tractor do governo do Estado, em alguns pontos do rio, está impossibilitado pelo baixo nível de navegabilidade do Paraguai.

PONTOS POSITIVOS

Após os incêndios de 2020, que consumiram 3.632.675 hectares no Pantanal, valor recorde até hoje no bioma, o governo do Estado tomou diversas medidas para tentar evitar que novas situações como essa fossem registradas.

Além do aumento no valor do repasse para essa finalidade, a criação de 13 bases do Corpo de Bombeiros no inteiror do Pantanal tem surtido efeito, conforme o secretário-executivo da Semadesc.

“O plano do Corpo de Bombeiros está em prática e as 13 bases avançadas estão em operação e identificamos que em nenhuma das localidades onde estão essas bases houve foco de incêndio”, relatou Falcette.
Com o avanço das queimadas no bioma, que segundo o Secretário Extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, são em sua maioria causadas por ação humana, o governo do Estado pediu colaboração tanto do governo federal, como de outros atores que possam colaborar com as forças empregadas no momento.

“Já fizemos o pedido de ajuda ao governo federal e aguardamos a resposta, mas também ainda não chegou a ajuda do Exército e da Marinha, que foi solicitado ao Ministério da Defesa. Também estamos levantando quais são as necessidades para entrar em contato com outros estados”, disse Falcette, lembrando que em 2020 vários estados brasileiros ajudaram no controle das chamas.

MULTAS

Segundo o governo do Estado, desde 2020 até agora foram aplicadas 94 autos de infração feitos pelos órgãos de fiscalização ambiental do Estado por incêndios florestais considerados criminosos no Pantanal, que resultaram em R$ 53,8 milhões de multa. Cada auto representa uma área queimada, que pode compreender milhares de hectares.

O valor da multa depende da área queimada. Em 2020, quando cerca de 45 mil km² foram atingidos, 11 infrações que somaram R$ 24,2 milhões foram aplicadas. Já em 2024, até este mês de junho, são 21 autos de infração, somando R$ 10 milhões em multas, conforme a Polícia Militar Ambiental (PMA).

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Segurança Pública

Em Mato Grosso do Sul, 90 assassinatos não foram registrados, mostra Ipea

Ao longo de 11 anos, é estimado que 495 homicídios violentos ficaram ocultos no Estado, sem registro oficial das autoridades

20/06/2024 09h30

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Segundo os dados do Atlas da Violência de 2024, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no ano de 2022 90 assassinatos não foram registrados em Mato Grosso do Sul. Ao longo de 11 anos, é estimado que 495 homicídios ficaram ocultos no Estado.

Segundo o Ipea, essas pessoas morreram de forma violenta sem que o Estado conseguisse identificar a causa básica do óbito, se decorrente de acidentes, suicídios ou homicídios – as chamadas mortes violentas por causa indeterminada (MVCI).

No período de 11 anos, de 2012 até 2022, este quantitativo de assassinatos ocultos é o maior já registrado por ano, de acordo com os dados informados no Atlas. 

O levantamento do instituto que reúne, organiza e disponibiliza informações sobre violência e segurança pública no Brasil, mostra que no Estado do Mato Grosso do Sul foram registrados 550 homicídios no último ano de pesquisa, em 2022. 

Referente a casos estimados no Estado, de acordo com o Atlas da Violência, o número de assassinatos em Mato Grosso do Sul é de 640. Ou seja, entre os estimados e os registrados, existem 90 assassinatos fora das estatísticas, sem um registro oficial.

Entre os casos registrados, em um levantamento histórico de 11 anos (de 2012 até 2022), existe uma variação negativa de -19,5% no comparativo entre o primeiro e o último ano de registro, mostrando uma diminuição no número de assassinatos oficializados no Estado.

No caso dos homicídios estimados, em que as causas verdadeiras o Estado não reconheceu, levando em consideração o compartivo entre 2021 e 2022 houve um aumento de 1,7% no período.

O maior aumento ocorreu de 2019 a 2020, quando os casos tiveram uma alta de 147%, passando de 34 homicídios sem registro para 84 no ano seguinte. 

A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), questionando sobre os dados regionais apresentados Atlas da Violência, além de perguntar sobre o que leva o não reconhecimento de casos de homicídios no Estado. Até o fachamento da matéria a Sejusp não respondeu os questionamentos.

CAMPO GRANDE

Dos 90 assassinatos sem registro em Mato Grosso do Sul, apenas oito, de acordo com o Ipea, são localizados em Campo Grande.

No ano de 2020, em Campo Grande, 170 homicídios foram registrados, e 178 estimados, tendo assim, uma taxa de 19,8% de homicídios estimados por 100 mil habitantes.

Ao longo dos 11 anos de levantamento do Atlas da Violência, de 2019 para 2020 o aumento de assassinatos estimados na Capital cresceu 31%, se mantendo até 2022 com uma média de 169 homicídios estimados. Comparando os dados de homicídios de Campo Grande, com as demais capitais brasileiras, a cidade tem a sétima menor taxa de homicídios do País. 

Entre 319 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, Campo Grande está na 178º colocação entre as cidades as maiores taxas de homicídios estimados.

NACIONAL

O Atlas da Violência estima que 51.726 homicídios ficaram sem registro no Brasil entre 2012 e 2022.
Entre 2012 e 2022, a maior redução da mortalidade violenta veio do Distrito Federal (-67,4%), seguido por São Paulo (-55,3%) e Goiás (-47,7%). Os maiores aumentos ocorreram no Piauí (47,9%), Amapá (15,4%) e Roraima (14,5%). 

Em 2022, a Bahia teve a maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes (45,1), seguida de Amazonas (42,5) e Amapá (40,5). As três menores taxas no ano vieram de São Paulo (6,8), Santa Catarina (9,1) e Distrito Federal (40,5).

Saiba

O Atlas da Violência também destaca os homicídios de jovens entre 15 e 29 anos, representando 49,2% do total de assassinatos no país em 2022. De cada 100 jovens entre 15 e 29 anos que morreram no Brasil por qualquer causa, 34 foram mortos.

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