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Centenário de Nelson Cavaquinho inspira enredo da Mangueira

Centenário de Nelson Cavaquinho inspira enredo da Mangueira

folha online

28/01/2011 - 04h45
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Em "Quando Eu Me Chamar Saudade", um de seus tristíssimos sambas, Nelson Cavaquinho (1911-1986) dizia preferir receber "as flores em vida". Que depois da morte e do tempo passado, ele acabaria esquecido. "Por isso é que eu penso assim: se alguém quiser fazer por mim, que faça agora."

Ao que parece, o Brasil levou o pedido a sério. No centenário de nascimento do autor de clássicos como, entre tantos, "Luz Negra", "A Flor e o Espinho", "Juízo Final", "Palhaço", "Folhas Secas" pouca coisa está sendo planejada em seu nome.

São raras as exceções.

A mais importante vem da Estação Primeira de Mangueira, escola do compositor, que dedica a ele o enredo deste ano: "O Filho Fiel, Sempre Mangueira".

Também perto do Carnaval sai um álbum com gravações inéditas de sua obra por 20 artistas da MPB.

Organizado pelo produtor Thiago Marques Luiz para a pequena Lua Music, vai reunir sambistas (Beth Carvalho, Alcione, Fabiana Cozza, Lecy Brandão, Teresa Cristina, Benito di Paula) e cantores de outros universos (Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Ângela RoRo, Cida Moreira).

"Ninguém ainda se debruçou sobre Nelson Cavaquinho como ele mereceria", diz Paulinho da Viola. "Pode haver um livrinho ou outro, mas nada que conte um décimo do que foi a vida dele."

Antes de conhecer Nelson pessoalmente, em meados dos anos 1960, Paulinho sabia de suas músicas e do "folclore" em torno de sua figura.

Algo que ele chama de "comportamento libertário, desprendido de muitas regras sociais sob as quais todos nós vivíamos". "Era o verdadeiro hippie", conclui.

Parceiro de Nelson e seu amigo até o fim da vida, Eduardo Gudin concorda com o adjetivo. "Sim, ele era hippie. Vivia o momento. Era uma pessoa muito simples, quase infantil em alguns aspectos. Intuitivo, um violão muito bruto. E saíam melodias dignas de Tom Jobim."

Gudin aponta a vaidade como outra característica do compositor. Lembra das vezes em que o levou à rodoviária, às 5h30 da manhã, "para pegar o [ônibus] Cometa de volta ao Rio".

"Ele cumprimentava o motorista: 'Ô, menino, não está me conhecendo? Nelson Cavaquinho! E aqui está Eduardo Gudin, que também grava na Odeon'. Ele sentia que, onde chegava, as pessoas o viam como uma entidade."

IMPULSOS

Desde que começou a compor, ainda nos anos 1940, Nelson recebeu dois impulsos fundamentais para que suas canções ganhassem lugar nos ouvidos do país: as gravações de Nara Leão, na década de 1960, e as de Beth Carvalho, a partir de 1973.

Sua obra já era reconhecida antes disso, sobretudo nas vozes de Cyro Monteiro e Dalva de Oliveira, ainda nos anos 1940. Mas, ali, Nelson lidava com a própria obra de maneira descompromissada.

Segundo relato de amigos, vendia parcerias para gerentes de hotel em troca de uma cama para dormir, de bebida.

Uma vez, Cartola lhe contou que viu um desconhecido tocando "Devia Ser Condenada", parceria dos dois, dizendo-se o autor do samba. Nelson respondeu: "Eu vendi a minha parte". Perdeu o parceiro para sempre.

Foi a gravação de "Luz Negra" por Nara Leão, em seu álbum de estreia, em 1964, que jogou luz no compositor trágico que Nelson era.

Musa da bossa nova, Nara vivia uma fase de pouca identificação com os rumos que o movimento tomara até ali. E foi buscar repertório no universo do samba.

Salto de popularidade ainda maior aconteceria a partir do lançamento de "Folhas Secas", entregue por Nelson ainda inédita para Beth Carvalho. A partir dali, a cantora defenderia sambas do autor em quase todos os seus álbuns, totalizando hoje mais de 40 gravações.

"É o maior compositor do mundo", diz Beth, que, em 2001, dedicou um álbum inteiro ao compositor. "Era o Nelson Rodrigues da música. Vivia e falava de assuntos muito trágicos sem nunca, jamais cair no ridículo. E, ao mesmo tempo, era uma pessoa engraçadíssima."

Entre as histórias que Beth coleciona está a do sonho que Nelson teve, segundo o qual morreria naquele mesmo dia, às 3h da madrugada. Acordou e eram 15 para as três. Antecipou o relógio para meia-noite. "Nessa você não me pega!"

Não queria morrer. Medo de ser esquecido, talvez.

SEGURANÇA

Implantação de câmeras corporais para uso policial em MS deve ocorrer em 2026

O movimento nacional de utilização do equipamento com diretrizes estabelecidas passa por testes na Polícia Rodoviária Federal

16/06/2024 10h30

Em Mato Grosso do Sul as secretarias de segurança estadual e a municipal, da capital, são favoráveis ao uso policial de câmeras corporais

Em Mato Grosso do Sul as secretarias de segurança estadual e a municipal, da capital, são favoráveis ao uso policial de câmeras corporais Imagem: Félix Zucco / Agencia RBS

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As forças de segurança policial de Mato Grosso do Sul devem passar a utilizar as câmeras corporais para o monitoramento do trabalho e registro de ocorrências a partir de 2026.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul (PRF), a implantação nacional do equipamento começará a partir do ano que vem, porém a aquisição e uso das câmeras será de forma gradativa, com o cronograma de implementação nos estados.  

"Haverá uma licitação, que deve acontecer ainda este ano, com implantação a partir do começo do ano que vem. Superados 90 dias de testes iniciais com a empresa vencedora, será dado início à implantação nacional de forma gradativa, à razão de três estados por mês. A implantação no Mato Grosso do Sul deve ocorrer em 2026", informou a PRF, ao Correio do Estado, por meio de nota. 

O projeto do uso de câmeras corporais já vem sendo testado. Neste momento, a fase do período de testes acontece em 5 cidades: Sorriso (MT), Araguaína (TO), Cascavel (PR), Uberlândia (MG) e São José (SC).

De acordo com a Polícia Federal de Mato Grosso do Sul (PF-MS) o uso de câmeras corporais para a corporação só deve ser implementado após a realização de testes do equipamento em Brasília (DF) que terá o apoio de grupos especiais e peritos e técnicos especializados.

Já a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), informou que as forças de segurança do Estado aguardarão a implementação das câmeras corporais que será efetuada pelas forças federais de segurança, entre as quais a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

“Após a avaliação do equipamento, com os resultados obtidos dos testes, o custo do investimento será levado em conta para a implementação das câmeras corporais no Estado, para sua eventual implantação, a qual Sejusp já se manifestou favorável anteriormente”, afirmou a Pasta, por meio de nota.

Questionado pela reportagem, a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (SESDES) responsável pela atuação da Guarda Municipal de Campo Grande, chegou a discutir sobre o tema internamente a alguns meses atrás, porém informou ao Correio do Estado que seguirá as “orientações do Ministério da Justiça, que estabeleceu a contemplação do equipamento primeiramente para as forças estaduais. A Guarda Civil Metropolitana aguarda análise de viabilidade jurídica quanto ao uso do equipamento na Capital”, informou a SESDES em nota.

A secretaria de segurança municipal também se posicionou favorável à utilização do equipamento em Campo Grande.

DIRETRIZES DE USO

Na última semana do mês de maio, o equipamento para ocorrências teve suas diretrizes de uso estabelecidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de uma portaria publicada no dia 28, contendo 16 critérios de utilização.

As normas lançadas pela Pasta federal admitem três modalidades de uso, sendo a primeira delas por acionamento automático, assim que o equipamento é retirado da base; por meio remoto, quando a gravação começa de forma ocasional; ou pelos próprios órgãos de segurança pública.

Os critérios estabelecidos para o uso obrigatório do equipamento são os seguintes:

  • No atendimento de ocorrências;
  • nas atividades que demandem atuação ostensiva, seja ordinária, extraordinária ou especializada;
  • na identificação e checagem de bens;
  • durante buscas pessoais, veiculares ou domiciliares;
  • ao longo de ações operacionais, inclusive aquelas que envolvam manifestações, controle de distúrbios civis, interdições ou reintegrações possessórias;
  • no cumprimento de determinações de autoridades policiais ou judiciárias e de mandados judiciais; nas perícias externas;
  • nas atividades de fiscalização e vistoria técnica; nas ações de busca, salvamento e resgate;
  • nas escoltas de custodiados;
  • em todas as interações entre policiais e custodiados, dentro ou fora do ambiente prisional;
  • durante as rotinas carcerárias, inclusive no atendimento aos visitantes e advogados;
  • nas intervenções e resolução de crises, motins e rebeliões no sistema prisional;
  • nas situações de oposição à atuação policial, de potencial confronto ou de uso de força física;
  • nos sinistros de trânsito;
  • no patrulhamento preventivo e ostensivo ou na execução de diligências de rotina em que ocorram ou possam ocorrer prisões, atos de violência, lesões corporais ou mortes.

SAÚDE

Campanha de vacinação nas escolas imunizou 16 mil estudantes em Mato Grosso do Sul

A estratégia 'Aluno Imunizado' que envolveu escolas municipais e estaduais, foi voltada para crianças e adolescentes de 0 a 15 anos

16/06/2024 09h30

 A estratégia de vacinação 'Aluno Imunizado' têm se consolidado no Estado desde o ano passado

A estratégia de vacinação 'Aluno Imunizado' têm se consolidado no Estado desde o ano passado Foto: Bruno Rezende/Arquivo Governo do Estado

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Campanha de vacinação para as crianças nas escolas, que ocorreu no primeiro quadrimestre do ano, aplicou 16 mil doses de imunizantes para os estudantes do Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES),  a realização desta campanha de vacinação, reafirmou o compromisso do sistema de saúde de manter o estado livre de doenças imunopreveníveis e de manter a situação vacinal da população alvo em dia.

O objetivo da campanha nas escola também é de fortalecer e expandir as ações de imunização, possibilitando a realização de estratégias que contribuam para a melhoria das coberturas vacinais no Mato Grosso do Sul.

Segundo o relatório da SES referente a campanha, 367 escolas municipais do estado receberam as ações da campanha; 120 escolas estaduais e 20 instituições privadas também aderiram. A campanha aconteceu entre os dias 18 de março e 19 de abril.

Entre os municípios, 15 municípios não aderiram e 11 municípios não enviaram relatório referente a campanha 'Aluno Imunizado'. Entre as escolas e municípios que aderiram, foi necessário para a aplicação da vacina a autorização dos país ou responsáveis pelos menores de idade.

As principais vacinas aplicadas na campanha foram: Influenza (5.833), Difteria e Tétano - dT (987), HPV Quadrivalente (992), Meningo ACWY (784) e Febre Amarela (778).

Conforme o gerente de Imunização da SES, Frederico Jorge Pontes de Moraes, a estratégia Aluno Imunizado têm se consolidado no Estado desde o ano de 2023. “Essa ação é fundamental para retomada das altas coberturas vacinais vivenciadas no passado. Esse trabalho, articulado entre saúde e educação, tem gerado resultados positivos. Neste ano a novidade foi que a campanha vem acompanhada de incentivo financeiro aos municípios e Estado para custeio das ações via Ministério da Saúde”, assegurou Frederico.

Para a gerente Atenção à Saúde do Adolescente da SES, Carla Costa, a estratégia ‘Aluno Imunizado’foi uma ótima oportunidade para compartilhar as informações sobre as vacinas e sensibilizar a todos sobre a importância de manter as cadernetas ou cartões de vacinação atualizados.

“É uma ação fundamental porque busca conscientizar não só os alunos, mas as escolas, as famílias e toda a comunidade sobre a importância da vacinação como forma de prevenção, proteção, autocuidado e preocupação com o outro, garantindo assim que todos, mas principalmente nossas crianças, adolescentes e jovens, estejam realmente protegidos”, explica Carla.

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