Cidades

Pontes cobertas

Chuva deixa ilhadas Aquidauana e Anastácio; Exército improvisa

Chuva deixa ilhadas Aquidauana e Anastácio; Exército improvisa

vivianne nunes e danúbia burema

04/03/2011 - 14h16
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As duas únicas pontes que dão acesso às cidades vizinhas de Aquidauana e Anastácio estão praticamente intransitáveis. O nível do Rio Aquidauana já ultrapassou os dez metros e a água cobriu as pontes. Na chamada Ponte Nova, equipes do 9º Batalhão de Engenharia de Combate, improvisaram uma passarela para que os pedestres possam chegar até o outro lado, o que está sendo feito com limitação de 10 pessoas pela ponte e com uso obrigatório de coletes salva-vidas. Já na Ponte Velha, carros grandes como caminhonetes conseguem passar, mas a água já atingiu a cabeceira da ponte. Reportagem do Correio do Estado que está no local pôde constatar de perto a correnteza forte das águas. Outro acesso que poderia levar até a cidade vizinha, a estrada para Piraputanga também está alagada.

Segundo informações do tenente coronel José Henrique Araujo dos Santos, comandante do 9º Batalhão, 40 homens estão no suporte da passarela, que é uma estrutura de alumínio amarrada com cordas. Vinte soldados estão ajudando a retirar famílias e seus pertences da região ribeirinha e dez foram para Palmeiras, também para auxiliar na remoção das pessoas.

Além dos dois caminhões e dois jipes do Exército que estão auxiliando na missão, a prefeitura disponibilizou maquinários como tratores e caminhões. Antes da passarela ser improvisada na Ponte Velha, a travessia estava sendo feita com a utilização de uma pá carregadeira do município.

As ruas com maior problema de alagamento são as paralelas ao rio, próximas do quartel do Corpo de Bombeiros de Aquidauana. Militares estão todos empenhados em ajudar a carregar móveis o que tem ocorrido ainda de maneira demorada pois há apenas dois barcos para fazer a retirada dos objetos pessoais das pessoas. As embarcações não possuem motor e a dificuldade mair é enfrentar a correnteza à remo. Em determinadas situações, barcos particulares também estão auxiliando as pessoas. O cenário é desolador e em alguns pontos das cidades, a água já está bem próxima do telhado das casas. Famílias ribeirinhas foram retiradas das áreas alagadas e alojadas no ginásio de Aquidauana.
 

Cidades

BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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