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TEMPO

Chuvas em Corumbá não foram suficientes para apagar queimadas no Pantanal

Volume da precipitação ajudou os brigadistas no combate aos focos de incêndios no Pantanal mesmo sem ter efeito a longo prazo
13/10/2020 08:00 - Ana Karla Flores


Uma chuva fraca foi registrada ontem (12) na região de Corumbá. Situação que traz alívio ao forte calor que tem tomado conta do Pantanal. 

No entanto, as pancadas ainda não foram suficientes para apagar o fogo que toma conta do bioma.

O analista ambiental do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), Alexandre Pereira, relata que a chuva ameniza as queimadas, mas o volume não é alto o bastante para apagar o que está queimando. 

“Precisamos de chuva generalizada e com bons volumes para resolver”, disse.

De acordo com o analista, a garoa atingiu pontos concentrados ao redor de Corumbá, o que ajuda a diminuir a temperatura e aumentar a umidade relativa do ar. 

“O volume foi tão pequeno que não foi suficiente nem para tirar a fumaça que está no ar. Qualquer incêndio que ela conseguiu minimizar na hora que ela estava caindo já retornou”, detalha.

Pereira explica que a quantidade de águas pluviais não ajudou a apagar nenhum dos incêndios que ocorrem no Pantanal e não tem efeito a longo prazo, mas ela facilita no combate às queimadas pelos brigadistas da região.  

“Por diminuir a temperatura e aumentar a umidade, favorece o bem-estar do brigadista e também diminui a velocidade e intensidade do incêndio, o que acaba facilitando um pouco essa guerra. A gente fica mais forte e o fogo fica mais fraco”, relata Pereira.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a chuva de ontem iniciou por volta das 8h, e na primeira hora atingiu 83% de umidade relativa do ar e volume de 0,8 milímetros. 

Porém, o acumulado do dia todo, ainda de acordo com o Instituto, foi de 3,2 milímetros, com média de 0,4 mm por hora. A umidade relativa do ar voltou a ficar abaixo de 50% a partir das 12h, se estabilizando em 36%.

A chuva também aliviou as altas temperaturas que atingiam a região, que também voltaram a subir depois do meio-dia. 

Quando a chuva estava mais forte, a temperatura ficou em torno de 25 °C e nas últimas horas da tarde atingiu máxima de 36 °C.

QUEIMADAS

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Corumbá é o município mais atingido pelas queimadas, com 7.582 mil pontos de incêndio durante todo o ano. 

Só em outubro, foram identificados em Mato Grosso do Sul 1.272 mil focos de fogo, sendo 1.144 mil apenas na cidade de Corumbá, ou seja, cerca de 90% do total e queimadas no Estado.  

Do dia 5 ao dia 10 de outubro foram localizados 774 focos de queimadas no Pantanal de MS. Neste domingo (11), o total de incêndios foi de 79 e ontem (12), até o final da tarde, já haviam sido registrados 57 pontos de calor, 54 só em Corumbá.  

De acordo com o Inpe, já foram identificados 20.302 mil pontos de incêndio, 222% a mais do que os registros de 2019. No ano passado o valor  de focos de queimadas totalizou 6.289.

Segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ), 26% do Pantanal foi consumido pelo fogo até o dia 3 de outubro.  

O percentual equivale a 3.977 milhões de hectares, sendo 1.817 milhão de hectares a área queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul e 2.160 milhões de hectares atingidos pelas chamas no Pantanal de Mato Grosso.  

Apenas no Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, por exemplo, 68,6% de sua área sofreu com as queimadas, o que representa 21 mil hectares do bioma, segundo boletim do governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

 
 

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...