Cidades

SANTA RITA DO PARDO

Chuvas dificultam acesso a alunos fora das salas de aula

Chuvas dificultam acesso a alunos fora das salas de aula

CELSO SANTOS

04/03/2011 - 13h06
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Cerca de 600 estudantes da zona rural em Santa Rita do Pardo estão sem aulas e vão continuar por tempo indeterminado sem ir à escola por causa das fortes chuvas que atingem a região. As aulas começaram no dia 7 de fevereiro nas escolas urbanas, mas o tranporte escolar foi suspenso em algumas linhas, em razão das condições ruins das estradas.
A previsão da Prefeitura era que as estradas fossem recuperadas na última quinta-feira (03), mas diante da chuva intermitente na região, o cronograma da gerência de obras, foi comprometido e só poderá ser retomado quando parar de chover, segundo informado hoje.
A Prefeitura divulgou que após carnaval, a gerente de Educação Cultura esporte e Lazer vai se reunir com os diretores da escola municipal e estadual rurais, para definir um calendário diferenciado para as três unidades de ensino, localizadas na zona rural. "Infelizmente as aulas não poderão ser retomadas por conta das chuvas, mas mantemos o compromisso de cumprir os 200 dias letivos. Pois todos anos enfrentamos o mesmo problema por causa das chuvas, ninguém vai deixar de aprender por conta desta suspensão", afirmou a gerente.
As escolas localizadas nos assentamentos Mutum e Avaré, respectivamente, iniciaram o ano letivo de 2011 no dia 07 de fevereiro junto com as escolas urbanas. Após uma semana, as aulas tiveram que ser interrompidas por causa dos estragos provocados pela chuva nos trechos das linhas de ônibus que levam os estudantes até as unidades de ensino. Na Escola Municipal Rural Santa Rita de Cássia Pólo e na Escola Municipal Rural Pólo Gildo Pesarine, já na zona urbana, as aulas continuam normalmente.
Segundo a prefeitura, equipes da gerência de obras estão de prontidão a atuar nos pontos críticos das principais vias de acesso aos assentamentos e fazendas rurais do município para realizar serviços emergenciais, especialmente nas linhas de ônibus, já que o município tem uma grande gama de extensão territorial. Santa Rita é o 8º maior município do Estado com seis assentamentos rurais: Córrego Dourado,Santa Rita, São Thomé, Mutum, Avaré, Olho de água, com mais de 1.000 mil famílias assentadas, tendo aproximadamente 600 fazendas rurais em todo o município, em sua maior parte das estradas são de leito natural o que dificulta a locomoção de veículos nestas estradas.
Ela afirmou que a recuperação dos pontos críticos das estradas vicinais que dão acesso aos assentamentos vai ser feita assim que as chuvas cessarem.
"O que nós vamos fazer são serviços emergenciais para que os ônibus tenham melhores condições de circular, atendendo principalmente o transporte dos alunos e da própria comunidade, no translado até as escolas e o centro da cidade", disse.

POLÍCIA

Suspeito de furtar condomínios de luxo é preso em Campo Grande

Ele foi flagrado pelas câmeras de segurança escalando muros e tentando acessar áreas internas de residenciais de alto padrão

12/12/2025 18h15

Divulgação: Polícia Civil

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A Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF) prendeu, na manhã de quinta-feira (11), um indivíduo responsável por uma sequência de tentativas de furtos em condomínios residenciais de Campo Grande. A ação das autoridades interrompeu a onda de invasões que vinha assustando moradores de diferentes bairros da Capital.

O suspeito, de 20 anos, já possui extenso histórico de práticas de furtos, inclusive qualificadas e em tentativa, além de outras ocorrências criminais registradas ao longo dos últimos anos. Ele foi flagrado pelas câmeras de segurança escalando muros e tentando acessar áreas internas de residenciais de alto padrão.

As imagens, nítidas e detalhadas, captaram o momento em que o suspeito escalava a muralha do residencial, tentando vencer a cerca elétrica e chegando, inclusive, a tomar um choque ao tentar romper a barreira de proteção.

Em outro episódio, o mesmo autor foi flagrado dentro do terreno de uma residência de outro condomínio, fato igualmente tratado como furto qualificado tentado.

Com a identificação e o histórico criminal reiterado, a DERF empreendeu investigações que resultaram na prisão do suspeito nesta quinta-feira, retirando de circulação um dos autores de furtos mais contumazes da região.

Cidades

STJ mantém empresas como rés por fraudes em licitações na Secretaria da Saúde

As investigações identificaram manipulação na fase de cotação de preços, exigências restritivas que inviabilizaram a concorrência e propostas previamente combinadas

12/12/2025 17h30

O recurso especial foi interposto pelo MPMS, para recorrer de uma decisão do TJMS

O recurso especial foi interposto pelo MPMS, para recorrer de uma decisão do TJMS Divulgação/ MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 5ª Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, interpôs um recurso especial que foi provido pelo Superior Tribunal de Justiça, para determinar a manutenção de três empresas como rés em  ação civil por ato de improbidade administrativa, a qual apura fraudes em licitações e dano aos cofres públicos no valor de R$ 261,7 mil.

Em 2021, o promotor Adriano Lobo Viana de Resende, da 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, moveu a ação contra Marcos Espíndola de Freitas, servidor da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e as empresas de Jaemes Marcussi Junior, da MW Teleinformática Ltda, Adriano Martins e Rodrigo Naglis Ferzeli.  

Eles são investigados por supostas fraudes no Pregão Presencial nº 008/2015. As investigações identificaram manipulação na fase de cotação de preços, exigências restritivas que inviabilizaram a concorrência e propostas previamente combinadas.

Em decisão interlocutória de 1° grau, o juízo excluiu as empresas do polo passivo da ação por entender que a pessoa jurídica não poderia ser sancionada pela Lei de Improbidade Administrativa ( Lei nº 14.230/2021), quando os mesmos fatos fossem sancionáveis pela Lei Anticorrupção. O MPMS recorreu da decisão, que foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Diante disso, o MPMS interpôs o recurso especial ao STJ, por intermédio da 5ª Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, sob a titularidade da Procuradora de Justiça Sara Francisco Silva, sustentando que a nova redação da Lei de Improbidade Administrativa não veda a inclusão da pessoa jurídica no polo passivo, mas apenas impede a aplicação de sanções idênticas com fundamento simultâneo na Lei de Improbidade e na Lei Anticorrupção, cujos regimes sancionatórios autônomos.

Ao apreciar o caso, o ministro Francisco Falcão deu provimento ao recurso do MPMS e reafirmou que empresas podem responder simultaneamente por improbidade e por infrações da Lei Anticorrupção, desde que observada a vedação ao bis in idem, ou seja, proíbe que as envolvidas sejam processadas ou punidas mais de uma vez pelo mesmo fato.

Assim, determinou que as três empresas envolvidas na suposta fraude licitatória permaneçam na ação. O STJ determinou, ainda, o retorno do processo à 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande para o prosseguimento da instrução.

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