Cidades

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Chuvas expõem falhas em obras antienchentes de R$ 30 milhões

Chuvas expõem falhas em obras antienchentes de R$ 30 milhões

Redação

15/03/2010 - 22h45
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Quase 20 dias depois de ter sofrido com a pior das inundações de toda a sua história, a cidade de Campo Grande ainda encontra-se pasma. Por uma razão simples: há dois anos, o prefeito Nelson Trad Filho anunciou investimentos da ordem de R$ 30 milhões para a execução de projeto que garantia o fim das cheias dos córregos Prosa e Sóter, bem como das inundações no trecho da Avenida Afonso Pena, ao lado do Shopping Campo Grande. No dia 27 de dezembro do ano passado, mais de ano após a inauguração das grandiosas obras, chuvas torrenciais demonstraram, de forma clara, que o projeto é de causar vergonha. Também no dia 27, só que desta vez de fevereiro deste ano, temporal de 88 milímetros teve resultados ainda piores: tudo veio abaixo. E, pelo leito do Córrego Prosa, escoaram-se não apenas muita água, mas também os R$ 30 milhões, gastos com muito alarde e placas que davam conta dos investimentos do Ministério das Cidades. Alguns poucos meses após a entrega de todo o projeto executado, vieram os primeiros sinais de que algo havia falhado, de forma muito grave. E foram necessárias novas e urgentes intervenções no cruzamento da Rua Paulo Coelho Machado (antiga Furnas) com a Avenida Afonso Pena. Pelo menos, mais dois milhões. Que também foram levados pelas últimas enxurradas. Tudo que foi feito — seguramente muito malfeito — de nada adiantou. E só piorou. Foi um verdadeiro desastre, com perdas ainda incalculáveis. A Rua Ceará desabou em parte. Grande trecho da Avenida Ricardo Brandão foi levada pelas enxurradas. Obras complementares, na mesma região, tiveram o mesmo fim: basta percorrer parte da avenida já restaurada (apenas uma via, no sentido centro-bairro) para constatar mais essa triste realidade. De quem é a culpa? Para o prefeito Trad Filho, foi a chuva que somou apenas 88 milímetros, bem como o assoreamento do lago do Parque das Nações. O autor do projeto (?) e os secretários do setor foram inocentados. Certamente, a culpa ficou para os campograndenses e São Pedro. Como sempre. Empreiteiros que trabalharam nas obras insistem que avisaram que o projeto era ineficiente. Mas não foram ouvidos. “Alertamos o secretário e o prefeito. Fizeram ouvidos moucos”, ressaltou um deles. Da última inundação até a viagem até Brasília, para pedir mais 42 milhões, o prefeito Nelson Trad Filho levou menos de uma semana. Tudo na base do mais puro “chutômetro”. Na Capital Federal, exigiram um projeto, que deverá estar concluído em, no máximo, 30 dias. O time da prefeitura está a dar palpites e a apresentar novas “soluções”. Uns, contradizendo aos outros. Ao que tudo indica, ninguém sabe, mesmo, de nada que se está falando. Bom para os empreiteiros. Péssimo para os campo-grandenses que terão, mais uma vez, que pagar a conta, caso ocorra novo (e provável) fracasso. Daqui a algum tempo, é provável que os R$ 30 milhões que rolaram Prosa abaixo, sejam somados aos R$ 42 milhões que estão querendo agora.

Mercado online

Polícia acaba com esquema que desviava mercadorias compradas on-line

O esquema contava com participação de funcionários que desviavam compras feitas online; apenas uma funcionária furtou um total de R$ 10 mil no último mês

15/07/2024 17h20

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Funcionários de uma transportadora de entrega de produtos adquiridos pela internet, foram presos pelo desvio de mercadorias. Somente em junho "a mão leve" levou o equivalente a R$ 10 mil. 

A atividade do grupo foi encerrada na manhã desta segunda-feira (15), quando agentes da 2º Delegacia de Polícia prendeu o grupo de funcionários que agiam tanto em Campo Grande quanto no interior do Estado.

O levantamento das investigações indicou que os funcionários usavam o sistema da transportadora e davam baixa (marcando como se a mercadoria fosse entregue) nos produtos que terminavam desviando. O grupo tinha preferência pelas seguintes mercadorias:

  • Joias
  • Celulares
  • Roupas
  • Perfumaria
  • Itens alimentícios, entre outros.

Além disso, o foco dos criminosos estavam em produtos destinados a outros estados e por alguma inconsistência do sistema terminavam no depósito da empresa na Capital. Como ficavam meses sem destino o grupo acabava ludibriando o sistema e ficando com a encomenda. 

Conforme divulgado pela Policia Civil, uma das funcionárias que participava do esquema confessou que desviou aparelhos celulares e joias revendidas de joalherias de marcas conhecidas que por fim terminaram sendo derretidas.

Apenas essa funcionária desviou um total de R$ 10 mil reais em furtos referentes ao mês de junho. No sistema ela ainda repassava os valores das notas fiscais por metade do preço. 

Os agentes seguem com a investigação para recuperar os objetos furtados. Como não houve flagrante da ação criminosa alguns dos envolvidos seguem soltos para responder ao processo em liberdade.

Com relação a transportadora os suspeitos tiveram o  contrato de trabalho rescindido.

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Estelionato

Mulher alega dívida em jogo do Tigrinho, pede cartão a idoso e saca R$ 100 mil

Ao relatar aos policiais, o idoso disse que a mulher pediu ajuda porque precisava sacar dinheiro do jogo, afirmando que estava sem o aplicativo do banco

15/07/2024 17h00

Imagem ilustração

Imagem ilustração Reprodução/

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Um idoso de 66 anos procurou a polícia nesta segunda-feira (15) após ser vítima de estelionato em Campo Grande. De acordo com a polícia, a vítima estaria devendo quase R$ 100 mil em empréstimos bancários feitos por outra pessoa, que foram utilizados para jogos de cassino online sem sua permissão.

Conforme informações do boletim de ocorrência, o idoso relatou que a vizinha de 27 anos pediu o cartão emprestado, alegando estar com problemas no aplicativo bancário e precisando sacar dinheiro que havia ganhado no jogo do Tigrinho, conhecido popularmente como jogo de cassino online. 

Como a jovem morava no local há três anos, o idoso disse à polícia que confiou nela e resolveu emprestar seu cartão bancário. Em depoimento, o idoso afirmou que descobriu o estelionato depois que sua filha verificou o extrato bancário e encontrou um saque de R$ 7 mil.

Em depoimento à polícia, a filha do idoso disse que foi até a residência da mulher para tirar satisfações sobre o saque, mas foi surpreendida ao descobrir que a suspeita não estava mais morando no local.

Preocupados com o alto valor sacado, o idoso e sua filha foram até a Polícia Civil registrar a ocorrência por estelionato contra idoso. De acordo com a polícia, há câmeras de segurança em locais onde a mulher teria sacado o dinheiro, o que pode ajudar na identificação da suspeita.

 

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