Cidades

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Cidade isolada e intrigada há 2 meses

Cidade isolada e intrigada há 2 meses

Redação

21/03/2010 - 04h45
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Vias interditadas, pontes caídas, casas tomadas por rachaduras e uma cidade inteira praticamente isolada. Assim vivem há dois meses os cerca de 6 mil habitantes de Novo Horizonte do Sul, a 350 quilômetros de Campo Grande. Os estragos foram causados no dia 16 de janeiro, quando forte temporal atingiu o município. A população ainda considera mistério o fato de muitas residências estarem “afundando”. Muitos acham improvável que somente a precipitação de 300 milímetros tenha provocado tantos danos. Outros pensam até que aconteceu tremor de terra. O solo arenoso, propício a erosões, e construções malfeitas contribuíram para os estragos. Onze casas foram interditadas pela Defesa Civil e os moradores estão em acomodações provisórias nas casas de amigos e familiares. Alguns arriscaram ficar nas moradias, apesar do perigo de desabamento. No total, foram cerca de 200 residências que apresentaram danos na estrutura em todo o município. O cenário de caos e destruição continua com poucas alterações mesmo depois de dois meses do temporal, pois a prefeitura ainda depende de recursos federais e estaduais para os consertos. Explicações Moradores têm diversas opiniões sobre as causas de tantos estragos. São praticamente unânimes em afirmar que não foi somente a chuva. O agente de saúde João Adriano Prianti acha que houve tremor de terra durante o temporal. “A quantidade de chuva foi muito grande, mas não sei se seria suficiente para estragar tantas casas e causar tantos estragos na cidade. Na minha opinião, pode ter ocorrido um tremor de terra, mas disseram que não registraram nada”, afirma. João teve a casa, localizada na Rua São Vicente de Paula, interditada pela Defesa Civil. Agora, ele mora em cômodo nos fundos de uma igreja evangélica junto com a esposa e os filhos, de 11 e 7 anos de idade. “A parede da casa deslocou e abriram rachaduras enormes. O quarto dos meus filhos foi o mais atingido e hoje não temos mais condições de voltar para casa”, diz. Ele conta que investiu R$ 25 mil na moradia, que foi construída há cinco anos. A dona de casa Maria Bernardete Vilar, 45 anos, também considera estranho o que aconteceu. “Muita gente acha que foi um tremor de terra. Não tenho certeza, mas já moro aqui (Novo Horizonte) há 23 anos e tivemos outras chuvas fortes, mas nunca aconteceram estragos deste tipo. Tem gente também que fala do tipo de solo”, afirma. Ela reside na mesma casa há 18 anos e só teve de fazer uma reforma no imóvel. Agora, o local ficou cheio de rachaduras e foi interditado pela Defesa Civil, mas ela e o marido recusaram-se a sair. “Um engenheiro veio analisar se a casa foi bem construída. Fez buraco na lateral do piso para ver a sapata (parte inferior do alicerce), mas disse que não havia problemas com a construção. Acho que todos os moradores gostariam de saber por que esses estragos aconteceram”, diz Maria. Outras possibilidades O aposentado Antônio Gonçalves Valter, 68 anos, chegou a sair de casa logo nos primeiros dias depois do temporal, mas decidiu voltar, apesar das fendas abertas na casa. Ele conta que estava dormindo durante o temporal. “Estava deitado na cama e de repente senti toda a casa tremendo, como se tivessem dado uma paulada muito forte na parede. Quando vi, tinha aberto buraco que vai do chão até a parede”, afirma. Antônio acredita que os estragos tenham sido causados por causa da forte chuva. “Foi um temporal muito forte e como já estava chovendo há dias o solo estava encharcado”, afirma. Já na opinião do lavrador Ciro de Paula Santos, 45, os estragos foram “recado de Deus”. A casa dele teve uma rachadura, mas o reparo já foi feito. “O tremor serviu para mostrar o poder de Deus. Ele dá um recado que as pessoas protejam a natureza”, comenta.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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