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PESQUISA

Cientistas da Capital apostam em compostos inspirados em venenos na cura da Covid-19

Laboratório da UCDB encaminhará aos EUA substâncias para serem testados contra o coronavírus
31/03/2020 12:00 - Ricardo Campos Jr


 

Cientistas de Campo Grande vão encaminhar proteínas com potencial antiviral para serem testados contra o novo coronavírus na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. O objetivo do estudo coordenado pela instituição americana é desenvolver um medicamento contra a doença.

O doutor em bioquímica Octávio Luiz Franco, do laboratório Sinova Biotec da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), está à frente do projeto na Capital junto com sua equipe. A linha de trabalho dele é a bioinspiração, que consiste em sintetizar em laboratório substâncias químicas presentes na natureza para testar seus efeitos no combate a diversos agentes patológicos.

“A princípio mandaremos quatro compostos, dois retirados de veneno de vespas, de cascavel, jararaca e de um animal marinho chamado Styela clava. Contudo, estamos nos organizando para enviar pelo menos dez compostos diferentes”, afirma.

Na Pensilvânia, a ação é encabeçada pelo cientista Cesar de la Fuente. “Eles vão testar várias outras substâncias além das nossas”, explica Franco.

CIÊNCIA VERSUS COVID-19

Vários pesquisadores brasileiros estão empenhados em descobrir a cura ou imunização contra o vírus que motiva uma pandemia. Membros do Laboratório Nacional de Biociências do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (LNBio-CNPEM), em Campinas, estão testando a ação contra o coronavírus de várias drogas antivirais já vendidas no mercado para outras doeças.

Os cinco primeiros remédios em análise agem em uma das enzimas do agende patológico que torna o vírus ativo, ou seja, capaz de infectar as células e se multiplicar.

A meta é encontrar um tratamento mais rápido, já que até passar por todas as fases, um medicamento novo pode levar até 15 anos para chegar nas prateleiras.

Por enquanto, o estudo foca em conhecer os efeitos desses produtos no vírus. Testes em humanos ainda não foram cogitados.

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.