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CIÊNCIA

Amostras de MS serão testadas para novas doenças que podem ser transmitidas pelo Aedes

A primeira fase do estudo feito na USP contemplou materiais do Tocantins e Amapá
02/01/2021 06:00 - Ricardo Campos Jr

Sangue de mil pacientes de Mato Grosso do Sul com sintomas de dengue, mas exames negativos para a doença, serão testados pela Universidade de São Paulo (USP) no começo de 2021. Cientistas da instituição analisaram amostras parecidas de outros estados e identificaram três vírus diferentes. Dois deles não haviam sido encontrados em humanos até agora. Há indícios de que houve uma “epidemia silenciosa” do terceiro.

A primeira fase do estudo contemplou materiais do Tocantins e Amapá. O farmacêutico e bioquímico doutor em medicina tropical Antonio Charlys da Costa foi um dos coordenadores da pesquisa. Os resultados preliminares referentes aos dois estados foram publicados recentemente na revista norte-americana Plos One.

O cientista faz parte da equipe do Laboratório de Investigações Médicas (LIM-56) do Instituto de Medicina Tropical da USP.

Ao Correio do Estado, ele explicou que primeiramente as amostras foram testadas novamente par dengue, zika vírus e chikungunya como uma espécie de contraprova. Quando os resultados foram negativos, foi analisada a presença de todos os demais vírus já conhecidos.

Nessa etapa, 17% deu positivo para Parvovírus B-19. “É uma doença muito comum em crianças, causa eritema infecioso”, disse Costa.

Os sintomas desse problema incluem febre, dores de cabeça e manchas pelo corpo, tornando fácil compreender porque se confunde com a dengue. Contudo, os pacientes infectados também apresentam sintomas gastrointestinais e coriza. Além disso, ele é transmitido pelo ar e não por vetores.

“Isso chamou atenção quando outro grupo aqui da USP, em um teste semelhante feito com pacietes do Guarujá (SP), identificou presença de parvovírus em 68% de amostras negativas para dengue e em adultos, ou seja, é uma epidemia oculta desse tipo de vírus”, afirmou ao Correio do Estado. Contudo, o pesquisador esclarece que essa doença não é letal.

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