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PANDEMIA

CLC tenta driblar proibição e anuncia campeonato no fim do mês na Capital

Prefeitura nega realização de campeonato e pode prorrogar decreto proibindo eventos e aglomerações de pessoas
07/05/2020 18:51 - Yarima Mecchi


Diferentemente do que anunciado pelo Circuito de Laço Comprido (CLC) sobre a realização da 3ª Etapa de Laço Comprido em Campo Grande nos dias 23, 23 e 24 deste mês no Parque do Peão, a Prefeitura Municipal de Campo Grande negou que tenha autorizado a realização do evento. Segundo a administração municipal foi autorizado apenas a prática esportiva de laço, mas não o campeonato.  

Conforme decreto municipal, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), estão suspensos até 22 de maio os alvarás para eventos privados com mais de 100 pessoas, e realização de eventos públicos e determinado o fechamento de estabelecimentos de lazer.  

Um documento com data de 5 de Maio tem sido divulgado nas redes sociais informando que “devido ao excelente histórico do CLC e todos os participantes, buscou junto a Prefeitura Municipal de Campo Grande, na pessoa do ilustre prefeito Marcos Marcello Trad que juntamente como secretário de Meio Ambiente e Gestão Urbana Sr. Luis Eduardo Costa, autorização e adequação para a prática do esporte de Laço Comprido no contexto atual”.  

Em outra parte do ofício encaminhado aos competidores, diz que “o CLC recebeu autorização da Prefeitura Municipal de Campo Grande para a realização da 3ª Etapa de Laço Comprido nos dias 22, 23 e 24 de maio de 2020”.  

Procurado pelo Correio do Estado o prefeito Marcos Trad (PSD) negou que tenha dado autorização para a realização de eventos e ressaltou que pode ser prorrogado o decreto que proíbe aglomeração de pessoas. “Nenhum decreto é definitivo nesse momento de tempo. Todos eles são passíveis de prorrogação dependendo dos casos e das estatísticas. Se os números aumentarem, principalmente de óbitos, com certeza vou prorrogar. Mas se não tivermos internações em UTI, se tivermos capacidade de leito e as atividades forem com regramento do plano de biossegurança não há porque retroceder”, disse.  

O secretário Luis Eduardo Costa também falou com o Correio do Estado e negou que tenha dado autorização para o evento. Ele ressaltou que está permitida a prática de laço comprido de forma individual e com distância entre os adeptos do esporte.

Costa ressaltou ainda que já notificou o realizador do evento Juliano Arcas Fernandes esclarecendo que o ofício permitindo a prática não autoriza a realização do circuito. “Em complementação ao Oficio n. 1.108/GAB/SEMADUR, informamos que não está autorizado a realização de eventos esportivos (etapas de laço comprido) conforme a proibição contida no art. 4º, VI do Decreto Municipal n. 13.231/20”, diz o texto encaminhado ao organizador e complementa: “portanto, está autorizado apenas a prática esportiva do laço comprido pelos seus esportista seguindo as regras de números de participantes, distanciamento e demais medidas impostas pelo Decreto Municipal n. 14.256/20 (que estabelece regras de atividades físicas outdoor’s)”.

O secretário explicou ao Correio do Estado que podem ser realizados as práticas esportivas, assim como podem ser realizadas partidas de beach tennis e caminhadas na rua, individuais.  

O Correio do Estado entrou em contato com o organizador citado no ofício do secretário. Arcas informou protocolou junto a prefeitura o pedido de realizar a prática esportiva e está fazendo estudos para adequar a prática as normas exigidas. “Em resposta foi informado sobre autorização, mediante respeito às normas do decreto municipal 14.256/20. A organização está fazendo os estudos para adequar a prática esportiva as normas exigidas; somente após concluso será possível confirmar”.

Um promotor de evento disse ao Correio do Estado que cada competidor leva ao menos 10 pessoas ao Parque do Peão durante o Circuito de Laço. São pessoas da equipe, além de familiares e todos ficam acampados cerca de uma semana.  "São competidores que vem de todo o Brasil", disse sem se identificar..

 
 

Felpuda


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