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PANDEMIA

Com 1ª morte de indígena em MS, governo quer ampliar leitos da Covid-19

Indígena de 59 anos era da etnia Guarani Kaiowa e tinha diabetes; Estado já tem 41 mortes
19/06/2020 16:16 - Daiany Albuquerque


 

O governo do Estado confirmou nesta sexta-feira (19) a primeira morte de um indígena por Covid-19. A vítima era um homem, de 59 anos, que estava internado desde o dia 7 de junho com a doença, porém, já havia sido diagnosticado no dia 2 deste mês. Por conta do avança da doença na comunidade, o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, anunciou que mais leitos serão destinados para atender essa parcela da população.

“Essa preocupação com a população indígena está bastante presente. Acabei de ligar no Ministério da Saúde, querem montar uma ala para a população indígena. Nós já conversamos com a reitora da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)”, declarou o secretário durante live nas redes sociais do governo para atualizar a situação da doença no Estado. 

Resende afirmou que para montar essa ala, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) adquiriram equipamentos para a montagem de mais 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no HU de Dourados.

“Nessa semana deverá chegar em Mato Grosso do Sul e estou encaminhando diretamente para Dourados mais 10 leitos e com 10 equipamentos já montados, vamos ter mais 20 leitos e que poderão ser destinado à população indígena. Lógico, se não tiver indígenas para ocupar esses leitos, eles vão ser ocupados pelos demais componentes da população de Mato Grosso do Sul”, informou.

Ao todo, Mato Grosso do Sul já tem 120 indígenas infectados pelo novo coronavírus até a quinta-feira, sendo que 106 eram apenas em Dourados, cidade que tem a maior população indígena do Estado, com mais de 15 mil pessoas. Os dados são do Ministério da Saúde e da secretaria de Saúde do município.

MINISTÉRIO PÚBLICO

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul ajuizou uma ação civil pública para obrigar a União a, no prazo de 48 horas após a decisão, adquirir e distribuir Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ao Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (Dsei-MS).

A ação corre na Justiça Federal de Dourados. O juízo chegou a alegar que declínio de competência e mandou o processo para Campo Grande, entretanto, decisão do Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF3) manteve a ação na cidade de origem. O processo ainda não foi julgado.

O órgão pede que os equipamentos devem ser distribuídos para todos os profissionais das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena, agentes indígenas de saúde e saneamento, profissionais das Casas de Saúde Indígena e Polos Base. O MPF pede multa diária de R$ 50 mil, em caso de descumprimento de eventual ordem judicial.

Ainda na ação, o órgão quer a contratação de equipes de resposta rápida para a investigação dos casos confirmados de coronavírus, o abastecimento do estoque de insumos e medicamentos para atendimento de pacientes nos polos base do Dsei, além da avaliação de estratégias de isolamento fora das comunidades e em locais adequados.

O primeiro caso confirmado de Covid-19 na Reserva de Dourados, a maior do país, foi constatado em 13 de maio deste ano. 

41ª MORTE

O Estado também confirmou hoje a 41ª morte pela Covid-19. A vítima era uma mulher de 49 anos, que também morava em Dourados. De acordo com a SES, a mulher estava internada desde o dia 10 de junho por Síndrome Respiratória Aguda Grave no Hospital da Vida.

O resulto positivo para o novo coronavírus saiu na quinta-feira e ela morreu na manhã desta sexta-feira. Em nota, a secretaria informa que a paciente tinha como comorbidade doença renal crônica, hipertensão, diabetes e insuficiência cardíaca crônica.

As mortes em Mato Grosso do Sul estão divididas da seguinte forma: nove em Dourados (sendo um douradense que morreu em Tocantins); oito em Campo Grande; cinco em Três Lagoas; dois em Batayporã; dois em Paranaíba; dois óbitos em Brasilândia; dois em Itaporã, dois em Rio Brilhante, dois em Corumbá; um em Vicentina (também ocorrido no Estado de São Paulo); um em Iguatemi; um em Sidrolândia; um em Ponta Porã; um em Douradina; um em Deodápolis; e um em Anastácio.

 

Felpuda


Candidato a prefeito de cidade do interior foi buscar “inspiração” para elaborar seu programa de governo.

Assim, não se fez de rogado em beber da fonte de prefeito que tenta a reeleição em município da Bahia.

O dito-cujo cá dessas bandas copiou as propostas e vinha as apresentando como sendo de sua autoria.

A população já descobriu o plágio e ainda aguarda uma explicação.

Se não houver, as urnas certamente a darão.