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COVID-19

Com a vacina cada vez mais próxima, todos querem prioridade, isso é justo?

Especialista defende que o grupo prioritários para a vacinação deve ser profissionais da saúde e idosos
15/01/2021 17:10 - Rafaela Moreira


De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação contra a Covid-19 deve começar na próxima quarta-feira (20) em todo país. Com a vacina cada vez mais próxima, grupos se organizam para a imunização e querem prioridade. 

A Federação Nacional dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo (Fenepospetro) e o sindicato da categoria em Mato Grosso do Sul (Sinpospetro/MS) encaminharam ofício à Secretaria de Estado de Saúde, pedindo a inclusão dos quase 7 mil profissionais que trabalham nos postos em todo Estado,  no atendimento prioritário para a imunização contra a Covid-19.

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Segundo o diretor do Sinpospetro, o pedido foi feito porque esses profissionais, especialmente os frentistas, têm contato direto com centenas de pessoas diariamente, vindos de todos os lugares do país e até do exterior. “Daí a necessidade de incluir nossa categoria na lista de profissionais prioritários para receberem a vacina”, explica.

Outra instituição que também quer prioridade da fila de vacinação é o Sindicato dos Empregados no Comércio, eles argumentam que os comerciários lidam de forma direta com centenas de pessoas de todas as idades e vindas de todos os lugares. 

Segundo o Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande, a maior preocupação é em relação aos supermercados, onde a aglomeração de consumidores é maior e nem sempre as pessoas respeitam algumas medidas preventivas como a manutenção do distanciamento. 

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso do Sul (Abrasel-MS), enviou um ofício à bancada federal formalizando o pedido para a inclusão de todos os trabalhadores do setor no grupo prioritário.

De acordo com o presidente da Abrasel, Juliano Wertheimer, foi o senador Nelson Trad que propôs a inclusão dos garçons no grupo, porém, a Associação está em contato com a bancada federal para uma adequação no texto. 

“O senador que sugeriu a inclusão de garçons no grupo, ele considerou grupo de risco por estarem em contato direto com outras pessoas, nós embarcamos na ideia dele, não adianta vacinar garçons, deixando de fora a equipe de limpeza, cozinha, segurança, faz mais sentido vacinar todos, é isso que queremos”, defende o presidente da Abrasel-MS. 

A Entidade quer a inclusão de todos os trabalhadores, como garçons, cozinheiros, ajudantes de cozinha, equipe de limpeza, caixas, bartenders e todos os outros funcionários no grupo prioritário para receber a vacina. 

Em dezembro, a Federação Industrial do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), protocolou um pedido para a reserva de 150 mil doses de vacinas, produzida pela Pfizer/BioNTech, para o setor da indústria do Estado, junto a Confederação Nacional da Indústria (CNI).  

O Correio do Estado entrou em contato com os responsáveis e foi informado que a entidade aguarda o posicionamento da Anvisa quanto ao pedido, mas o objetivo é vacinar 100% dos trabalhadores do setor, visando também não sobrecarregar o Sistema de Saúde.