Cidades

CAOS

Com coleta suspensa, donos de restaurantes descartam lixo em aterro de entulho

Local foi criado para despejo de podas de árvore e material de construção

MARESSA MENDONÇA

14/09/2015 - 15h34
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Com a coleta de lixo suspensa na Capital em decorrência da greve dos trabalhadores da CG Solurb, donos de restaurantes estão descartando comida no aterro de entulhos do Jardim Noroeste, região leste de Campo Grande. O problema é que o espaço, apesar de ser aberto ao público, não é destinado para esse tipo de descarte e foi criado exclusivamente para o depósito de materiais não utilizados pela construção civil e restos de podas de árvores.

A denúncia foi feita pelos moradores da região que vivem em barracos de lona nos arredores do aterro. Segundo eles, até restos de peixes foram deixados no local, gerando mau cheiro e propiciando a proliferação de pragas urbanas como moscas, pernilongos, ratos e escorpiões.

Para a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) que foi até o aterro depois de receber a denúncia, “a falta de um serviço essencial como a coleta de lixo provoca prejuízos enormes à cidade, e quando se somada à falta de responsabilidade do cidadão, estes prejuízos são ainda maiores. Com a greve dos trabalhadores da empresa responsável pela coleta na capital, os restaurantes estão usando o aterro de entulho para depositarem seu lixo. Uma falta de respeito com o meio ambiente e também com os moradores, que vivem em situação precária. No local está formada uma favela com barracos de lona, e a Prefeitura precisa dar uma solução imediata para estas pessoas e também precisa fiscalizar o local”, declarou.

A responsabilidade de fiscalização do aterro de entulho é da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha). 

TAC

Michel Teló faz acordo e terá que pagar R$ 35 mil por desmatar fazenda

Cantor também se comprometeu a fazer reposição florestal das mesmas espécies e tamanho suprimido e não fazer novos desmatamentos

24/07/2024 19h33

Mais de 1,5 mil hectares foram desmatados na fazenda que pertence a família de Michel Teló

Mais de 1,5 mil hectares foram desmatados na fazenda que pertence a família de Michel Teló Foto: Reprodução

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e proprietários da fazenda Esperança, entre eles o cantor sertanejo Michel Teló, firmaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), onde ele se compromete a pagar uma indenização de R$ 35 mil a uma Organização Não-Governamental (ONG), devido ao desmatamento em área de preservação permanente (APP) na propriedade, localizada em Campo Grande.

O desmatamento foi alvo de inquérito do Ministério Público. Na ocasião da constatação, os proprietários foram multados em R$ 4 mil e notificados a regularizar a área que passou por intervenção.

Conforme o TAC, o pagamento é a título de indenização pelo desmate de 4,2830 hectares de vegetação em área de reserva legal e 1,2921 hectares de árvores isoladas, sem autorização ambiental.

O valor será dividido em 12 parcelas R$ 2.916,66, a serem pagas mensalmente. O valor será destinado à Associação de Amparo e Defesa Animal Fiel Amigo.

Além disso, os proprietários também se comprometeram a apresentar o crédito de reposição florestal considerando a estimativa baseada nos tipos de vegetação presentes nas áreas desmatadas, referentes aos mesmos hectares suprimidos da fazenda.

Por fim, também houve o compromisso de não desmatar, em qualquer extensão, vegetação nativa da Fazenda Esperança, a menos que estejam dentro de requisitos permitidos pela legislação, e com autorização.

Em caso de descumprimento, haverá multa.

Com o TAC firmado, o inquérito deve ser arquivado.

Desmatamento

Conforme o inquérito civil, imagens de satélite identificaram o desmatamento de vegetação nativa em duas áreas distintas da Fazenda Esperança. Em uma das áreas foi realizada a construção de um tanque em região úmida.

Ambas as áreas estão inseridas na área de proteção ambiental municipal da bacia do córrego Ceroula. 

O desmatamento tinha como objetivo abrir espaço para cultivo de agricultura. Em programa recente divulgado no Youtube, o cantor sertanejo mostrou a propriedade a falou sobre os planos de investir na lavoura e mostrou o início do plantio de soja. Na primeira etapa, segundo ele, seriam 200 hectares plantados.

Em nota, a assessoria de imprensa do cantor informou que a propriedade tem 942 hectares e que á área desmatada corresponde a 0,1% dos hectares totais, além de ressaltar que as solicitações feitas pelo órgão ambiental foram atendidas.

O responsável pela propriedade, César Augusto Teló, também respondeu ao Ministério Público argumentando que, após a notificação para regularização das intervenções realizadas na fazenda, ele apresentou o Projeto de Recuperação de Área Degradada e Alterada (PRADA), Cadastro Ambiental Rural (CAR) e solicitação das taxas para o licenciamento corretivo e volumetria da reposição florestal.

O Prada teria sido elaborado antes da autuação e contemplava a área de APP do imóvel e outras que necessitavam de regeneração.

Posteriormente, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) determinou a alteração do CAR, para inclusão das áreas de veredas como áreas de preservação ambiental, assim como a correção da localização do Córrego Mantena, o que fez com que o proprietário apresentasse um novo PRADA. Ele solicitou o arquivamento do inquérito.

O Ministério Público, por sua vez, afirmou que não se arquiva inquérito civil em que haja dano ambiental sem formalização de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mesmo com o protocolo do Prada. 

Avanço

Pontaporanense recebe primeiro transplante de fígado em MS

O paciente que recebeu o transplante na terça-feira (23) pelo SUS no Hospital Adventista do Pênfigo, apresenta quadro estável; a equipe médica comemorou o resultado

24/07/2024 18h51

Divulgação Hospital do Pênfigo

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Um idoso de 60 anos, natural de Ponta Porã, foi o primeiro paciente a receber um transplante de fígado em Mato Grosso do Sul. O transplante foi realizado na terça-feira (23), no Hospital Adventista do Pênfigo por meio do no Sistema Único de Saúde (SUS).

A unidade aguardava os trâmites burocráticos com a Prefeitura de Campo Grande para efetuar o procedimento.

Conforme informou o Hospital, o paciente fazia acompanhamento na unidade há mais de um ano, e necessitava de passar pelo procedimento por sofrer de Cirrose Hepática. 

Veja o vídeo do procedimento

 

 

Recuperação

O idoso deixou a sala de cirurgia lúcido e conversando com a equipe médica. Segundo divulgação da assessoria o quadro de saúde é estável. Com a evolução positiva logo deve ser transferido Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os médicos querem observar a evolução do paciente por mais alguns dias. Diante do quadro positivo a previsão de alta pode ocorrer nos próximos dias. 

"O transplante realizado de forma inédita no Hospital Adventista do Pênfigo é uma enorme conquista para a população de Mato Grosso do Sul que ganha mais um serviço de saúde de excelente qualidade", pontuou a unidade e completou:

"A expectativa é que ao menos 60 cirurgias sejam realizadas ao ano na unidade de saúde. Para tanto, é necessário mais do que nunca falar sobre a importância da doação de órgãos para que vidas sejam salvas".

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