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SAÚDE

Casos de Covid-19 estão estáveis e autoridades descartam restrições mais rígidas em Campo Grande

A possibilidade de um “Lockdown” ou adoção de medidas mais rígidas está descartada na Capital.
14/11/2020 10:29 - Carol Alencar Cozzatti


O secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, informou em nota que não há nenhum critério que indique a necessidade de impor medidas mais drásticas neste momento, tendo em vista que os números de casos, óbitos e necessidade de internação hospitalar são considerados estáveis. “Nós se baseamos nestes três pontos como parâmetro para tomar uma decisão. São os mesmos critérios utilizados desde o início da pandemia, que nos nortearam até aqui. Neste momento os números mostram que não há necessidade de novas restrições, tampouco argumentos técnicos que sustentem qualquer decisão neste sentido”, disse.

Segundo o secretário não é possível prever se haverá um aumento no número de casos, mas hoje o município está mais preparado para lidar com a doença. “Através das medidas e estratégias já estabelecidas é possível agir mais rapidamente para impedir um contágio maior, combinando a testagem e monitoramento epidemiológico, além de possibilitar um tratamento adequado ao paciente”, destacou.

É preciso que a população mantenha as medidas de segurança, como o uso de máscaras, lavagem correta das mãos, uso de álcool em gel e evite aglomerações.

Desde o início da pandemia o município vem adotando diversas medidas para minimizar os efeitos do aumento no número de casos e internação, entre eles a ampliação de leitos e reforço na assistência prestada à população, através da contratação de mais de 1700 novos profissionais, além do aumento na oferta de testes e acompanhamento diário de casos dos casos positivos. 

Campo Grande se manteve entre as cidades com a menor taxa letalidade por Covid-19 e maior número de recuperados do país. 

Dos 38.485 infectados, 36.909 são considerados curados, o que representa 95% dos casos, segundo dados do boletim epidemiológico divulgado na sexta-feira (13) pela Secretaria Municipal de Saúde (SESAU).

A taxa de ocupação de leitos atual é a menor já registrada desde o início da pandemia, cerca de 70%. O índice é menor, inclusive, do período anterior à pandemia. Atualmente há 255 leitos de UTI contratualizados pelo município em hospitais públicos e privados.

Até ontem, 134 pessoas se encontravam internadas, sendo 73 em leitos clínicos e 57 em UTI. Outras 717 se recuperavam da doença em casa.

O monitoramento de pacientes que ainda estão em cumprimento do isolamento domiciliar, realizado diariamente, foi ampliado e passou a ser feito também pelas unidades da saúde da atenção primária.