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R$ 45 MILHÕES

Com empréstimo, prefeitura quer asfaltar e fazer parque

Recurso foi obtido com a Caixa após projeto de R$ 30 milhões não progredir no BNDES
13/12/2019 10:00 - ADRIEL MATTOS


 

Quatro bairros da região sudoeste de Campo Grande deverão receber obras de drenagem e pavimentação em 2020. A prefeitura também deve construir um parque público no Jardim Noroeste.

Para isso, a administração do município vai contratar empréstimo no valor de R$ 45 milhões com a Caixa Econômica Federal (CEF), na linha Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa). O município havia solicitado recursos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas não obteve resposta.

“Estávamos em negociação, mas percebemos que, com a mudança de gestão, o projeto parou”, explicou o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, referindo-se à demissão de Joaquim Levy e à posse de Gustavo Montezano no BNDES, em junho deste ano.

O projeto de lei para autorizar a prefeitura a contratar o empréstimo chegou na quarta-feira (11) à Câmara Municipal. Segundo o texto, os recursos serão investidos em drenagem e pavimentação dos bairros Rita Vieira, Vilas Boas, Parque Dallas, Oliveira I e III, além do parque no Jardim Noroeste.

“No Rita Vieira, temos uma declividade, o que faz com as chuvas levem barro dessa região para a Avenida Interlagos. Todos esses bairros foram escolhidos por serem bastante populosos”, justificou Fiorese.

O secretário explicou que o parque do Jardim Noroeste será implantado no local onde havia um aterro sanitário para descarte de resíduos da construção, interditado desde 2016. A área vai ser recuperada para se tornar um parque.

HISTÓRICO

Desde 2018 a prefeitura tenta obter recursos federais para essas obras na região sudoeste. O prefeito Marcos Trad (PSD) viajou para Brasília (DF) para tentar obter recursos, desta vez, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  Em fevereiro daquele ano, o Correio do Estado noticiou que o município pediu empréstimo de R$ 286 milhões para requalificação e drenagem de quase 500 quilômetros de vias pavimentadas na Capital. Na época, a cidade tinha 2,8 mil quilômetros de ruas pavimentadas e outros 1,5 mil sem pavimentação. Na ocasião, também foi pedido empréstimo de R$ 300 milhões para execução de outras obras. O prazo dado para o repasse dos recursos era de até oito meses.

Trad criticou na época a burocracia para obter esses empréstimos. “As legislações no Brasil foram feitas para não caminhar. É impressionante os entraves e a forma burocrática que o Executivo enfrenta. Nós estamos esperando a liberação. Tudo que você vai fazer tem que ter dinheiro. O caixa apenas da prefeitura não é o suficiente para esse grande volume de obras que nós desejamos”, explicou.

Porém, a instituição aprovou uma operação de crédito de apenas R$ 30 milhões, 10% dos R$ 300 milhões pedidos, conforme noticiou o Correio do Estado em março deste ano.

Na época, o titular da Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento (Sefin), Pedro Pedrossian Neto, explicou que, como o banco não havia feito nenhum acordo anterior com o Executivo Municipal, não foi possível obter o valor total pleiteado. “[O valor] é muito abaixo do que queríamos. É uma primeira fase. Depois a gente vai encaminhar com novos pedidos. A ideia é ir aumentando gradativamente”, disse.

Por fim, a prefeitura acabou conseguindo contratar empréstimo, e a Câmara aprovou a autorização para a operação de crédito em outubro deste ano. Como o município não conseguiu captar esses recursos do BNDES, acabou recorrendo à Caixa.

No dia 3 deste mês, a Câmara aprovou em regime de urgência o projeto que autoriza a prefeitura a contratar empréstimo de R$ 96,1 milhões para obras nos corredores norte e sul do transporte coletivo. Em setembro, a Caixa Econômica Federal (CEF) já havia aprovado o projeto do município.

VALORIZAÇÃO ESTAGNADA

A falta de pavimentação fez com que a valorização de terrenos do Bairro Rita Vieira e outros da região se estagnasse. Entre 2014 e 2018, o preço do metro quadrado chegou a R$ 250. Nas áreas onde já há asfalto no Rita Vieira, o valor do metro quadrado variou de R$ 360 a R$ 400 no ano passado.

Felpuda


Depois de se “leiloar” durante meses, e afirmando que estava até escolhendo o município para se candidatar a prefeito, ex-cabeça coroada não só não recebeu acenos amistosos, como também não encontrou portas abertas com tapete vermelho a esperá-lo. 

Assim, deverá pendurar as chuteiras e fazer como cardume em seu pesqueiro: nada, nada...