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PANDEMIA

Com hospitais lotados, Capital tenta evitar colapso ao entrar na 2ª onda

Reunião entre secretarias de saúde do Estado, município e hospitais definiu estratégias para conter doença
26/11/2020 09:00 - Daiany Albuquerque


Epicentro da doença em Mato Grosso do Sul, Campo Grande vive um momento de ascensão nos casos de Covid-19, que já é considerada a segunda onda da pandemia na Capital. 

Com hospitais já sem leitos, município e Estado tentam correr para evitar que o sistema de saúde da cidade entre em colapso.

De acordo com dados de ontem, conseguido pela reportagem com hospitais e também pelo sistema do governo, o Mais Saúde, mostravam que dos oito hospitais que tem Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para a doença, um hospital tinha leitos para o tratamento da doença.

Dos dados até a tarde de ontem, o Hospital Adventista do Pênfigo tinha 66,67% de ocupação na UTI de Covid-19.  

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Em dados gerais, Campo Grande tinha 97% de ocupação de UTI geral até o final da tarde de ontem e 89,7% de UTI Covid-19, segundo dados do governo do Estado.

Muito próximo do chamado colapso no sistema de saúde, Secretaria de Estado de Saúde (SES) se reuniu ontem com a diretoria dos hospitais da Capital para solicitar ampliação desses leitos.

Outra reunião, entre a pasta estadual e a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), no final da tarde, tratou sobre estratégias para evitar o aumento da pandemia.

“O número de casos novos em Campo Grande é muito grande, a média móvel cresceu assustadoramente e, além disso, a positividade dos exames feitos na Capital são enormes", disse o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende. 

"Ouvimos todos os hospitais e fizemos apelo para que as autoridades públicas tomem medidas que levem ao isolamento social porque, certamente, nós vamos enfrentar um colapso da saúde pública no Estado a partir da nossa Capital”, alertou.

A ampliação de leitos deve acontecer no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, com mais 10 leitos de UTI em cada unidade. Entretanto, essa medida continua no papel.

No caso das vagas no Regional, a diretoria aguarda contratação de mais médicos para reabrir leitos do setor intensivo que foram fechados devido ao recuo da doença no Estado. Essa contratação, porém, ainda não foi efetivada. 

Já o HU informou, por meio de sua assessoria de imprensa que ainda não há previsão para a volta dos leitos de Covid-19 porque “dependemos da disposição de Estado e municípios arcarem com aluguel de respiradores e compra de insumos”.