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RETORNO SAUDÁVEL

Com rastreamento, onça resgatada das queimadas do Pantanal volta para 'casa'

Já saudável, o animal será reintegrado à natureza com monitoramento do CRAS
21/01/2021 18:59 - Brenda Machado


Com sistema de rastreamento, a onça macho que havia sido resgatada das queimadas do Pantanal, por equipes de organizações não governamentais, voltou para 'casa' nesta quinta-feira.

O animal estava sob os cuidados do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) desde 4 de novembro, e passou por uma última bateria de exames antes de receber o colar de monitoramento via satélite.

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A coleira contém uma bateria e um chip que a cada hora emite um sinal, capturado pelo satélite e retransmitido ao software de monitoramento.

Para chegar até a Serra do Amolar, região onde foi encontrada, o transporte foi feito de aeronave, modelo Gran Caravan da Força Aérea Braileira (FBA). O voo durou cerca de 1h30 e ela chegou lá dormindo.

O felino foi colocada em trator dentro da jaula. Em um percurso de 15 minutos seguiu para embarcação para ser solta. Todo o processo aconteceu dentro do tempo previsto e contou com o apoio de 15 pessoas.

Como a onça estava dormindo, a equipe precisou esperar por mais de uma hora até que ela acordasse e conseguisse, sozinha, retonar ao seu habitat.

Responsável pelo monitoramento do animal, o médico veterinário Diego Viana, do Instituto Homem Pantaneiro, fala como o acompanhamento acontecerá.

"O colar na onça vai fazer o monitoramento via GPS e ainda emitir sinal VHF. Serão 24 informações diárias. O sinal dará a informação sobre a distância e o GPS o percurso dela no dia. Iremos compartilhar estas informações com o Imasul e CRAS".

Segundo o médico veterinário do CRAS, Lucas Cazati, rastrear a soltura da onça é uma questão de conhecimento científico. "O monitoramento é para conhecermos a geolocalização, onde dorme, abate e perímetro que demarcou, e também quando encontrar uma parceira."

Ainda segundo ele, o momento é de alívio e "missão cumprida".

O presidente do Instituto Homem Pantaneiro, coronel Angelo Rabelo, lembrou que a volta do animal para a região da Serra do Amolar é importante já que controla a questão da biodiversidade do bioma.

"É uma espécie ameaçada, além de estar no topo da cadeia, sendo importante para a biodiversidade da Serra do Amolar."