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CURIOSIDADE

Comemorado pelos cristãos, veja o que o Natal representa para outras religiões

Testemunhas de Jeová, muçulmanos, budistas e judeus explicam se comemoram a data

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O Natal, comemorado no dia 25 de dezembro, é a data em que os seguidores do cristianismo celebram o nascimento de Jesus Cristo. 

O dia de Natal foi estipulado pela Igreja Católica no ano de 350 através do Papa Júlio I, sendo mais tarde oficializado como feriado.

As comemorações de Natal incluem ainda símbolos tradicionais como árvore de Natal, Papai Noel, a troca de presentes, o presépio, iluminação decorativa e a ceia.

Para seguidores de religiões não cristãs, o significado da data é diferente. 

Veja o que o Natal representa para algumas religiões:

Testemunhas de Jeová

Apesar de serem cristãos, os testemunhas de Jeová não comemoram o Natal. De acordo com Nirley Peterossi Júnior, que é seguidor da religião, isso se dá porque a Bíblia não informa a data do nascimento de Jesus.

Ainda segundo Peterossi Júnior, a principal data para os testemunhas de Jeová é a morte de Cristo, que é celebrada no sentido de trazer a memória, onde os religiosos se reúnem. 

No Natal, não há trocas de presentes e banquetes.

Islã (Muçulmanos)

Os muçulmanos, seguidores da religião islâmica, não comemoram o Natal. 

O ex-presidente da Sociedade Islâmica de Mato Grosso do Sul, Marzuk Hauache, disse ao Correio do Estado que os seguidores da religião acreditam em todos os profetas, sendo Jesus o antecessor do profeta Muḥammad, mais conhecido como Maomé, último profeta do Deus de Abraão.

Os símbolos, como presépio, árvore de Natal, não são usadas, assim como não há troca de presente.

“Visitamos nossos amigos, desejamos Feliz Natal, mandamos mensagem para nossos amigos, temos respeito, mas não comemoramos”, explicou.

Além do nascimento do profeta Maomé, os muçulmanos comemoram todos os anos o Ramadã, onde se acredita que o profeta Maomé recebeu a revelação da parte de Alá. 

O início do Ramadã é baseado no calendário lunar e os religiosos fazem jejum durante 29 dias, entre o nascer o e pôr-do-sol.

Judaísmo

Os judeus reconhecem Jesus como um homem sábio e inteligente, porém, ele não representa o Messias para os seguidores do judaísmo e, por este, motivo, os judeus não celebram a data.

Conforme o líder da religião judaica no Estado, Claudionor Olim da Kosta, os judeus respeitam e compreendem o teor da festa para os cristãos, participando inclusive de festas quando convidados, mas a data é um dia normal.

A festa mais importante para os seguidores da religião é o Hanukkah, também conhecida como festa das luzes.

“Quando o nosso povo estava sendo dominado pelos selêucidas, Judas Macabeu, que era nosso líder na época, atacava os soldados, até que conseguiu retomar o templo e fez a purificação. Restava azeite para queimar no candelabro só por uma noite, mas queimou por oito dias”, explicou Kosta.

Dessa forma, o Hanukkah é celebrado sempre durante oito dias.

Budismo

Os budistas não comemoram o nascimento de Jesus por terem fé em Buda e seguirem seus ensinamentos, porém, respeitam a tradição

No Budismo, Jesus é considerado com um ser de sabedoria elevada e não é vedado aos budistas sentar com cristãos e celebrar o nascimento de Jesus.

A data mais importante para os budistas é chamada Visakha Bucha, geralmente comemorada em maio em dia de lua cheia. A data é comum ser referida como o aniversário do Buda, mas também marca sua iluminação e morte.

Cidades

Gravidez infantil: Assembleia obriga cartórios a comunicar casos ao Ministério Público

Aprovado em 2ª votação na ALEMS, o Projeto de Lei obriga maternidades e cartórios a informar o Ministério Público Estadual sobre menores de idade que derem à luz

19/06/2024 17h15

Devido a uma nova emenda o projeto passará por uma outra votação

Devido a uma nova emenda o projeto passará por uma outra votação Marcello Casal Jr. /Agência Brasil

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Foi aprovado em 2ª votação o Projeto de Lei (PL) que obriga Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, no âmbito do Estado, a comunicar o Ministério Público Estadual o nascimento de bebês, gestados por crianças menores de 14 anos.

O PL, do deputado Pedrossian Neto (PSD), prevê que seja feita a comunicação tanto da parte da maternidade quanto dos cartórios, sobre parto de meninas menores de 14 anos, que derem à luz, ainda que tenham engravidado de um adolescente da mesma idade. 

Com o intuito que o Ministério Público Estadual, tome medidas legais e cabíveis, verificando inclusive se a criança foi vítima de abuso infantil. Segundo levantado pelo Correio do Estado, passa a ser mais uma ferramenta para proteção da infância e adolescência

Em fevereiro, de 2024, quando apresentou o Projeto de Lei, Pedrossian Neto, explicou que a lei sozinha não conseguirá evitar crimes de abuso sexual contra menores de idade, ou de pedofilia, contudo passa a ser mais uma proteção fornecida pelo Estado às crianças.

"Esse projeto é de suma importância e na realidade ele cria um instrumento de controle da sociedade para que a gente possa combater um problema que ocorre no Brasil e no Mato Grosso do Sul, que é a questão do estupro de menores, o abuso exploração sexual de crianças e adolescentes e também o crime de pedofilia", disse o deputado e complementou: 

"Ao colocar a obrigatoriedade dos cartórios de registro de informar ao Ministério Público Estadual, a ocorrência de bebês nascidos de pais ou mães menores de 14 anos, criamos mais uma regra, uma rotina, dentro dos órgãos de controle de proteção da criança para a gente apurar a ocorrência desse crime porque muitas vezes está acontecendo e não é levado ao conhecimento do Ministério Público, enfim, não temos às vezes nem estatística correta de tudo que está acontecento. Naturalmente que ele não resolve o problema, mas é mais um passo em direção a uma infância mais protegida".

Objetivos do projeto

  • Informar o MPE de eventuais situações contra crianças;
  • Adotar medidas legais para oferecer proteção ao menor de idade;
  • Combater crimes de estupro de vulnerável e abuso cometido contra crianças e adolescentes.

A comunicação deve ser feita de maneira sigilosa sem expor a criança ou o adolescente. Cabe ao cartório enviar uma cópia da certidão de nascimento por meio eletrônico. 

Segundo o texto, o MPE deve ser comunicado até o 10º dia do mês seguinte ao registro de nascimento. Com envio de cópia do registro de nascimento, juntamente com declaração de nascido vivo (DNV)

  • Declaração de Nascido Vivo (DNV), documento essencial para o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) no Brasil. Esta declaração padronizada é crucial para monitorar estatísticas vitais como o número de nascimentos, cuidados pré-natais, gestação e parto, fornecendo insights cruciais sobre a saúde materno-infantil em todo o país.

Uma emenda acrescentada ao Projeto permite que a informação seja encaminhada por meio eletrônico.

“podendo a entidade associativa representante dos registradores civis de pessoas naturais do Estado formalizar instrumento adequado com o órgão citado para remessa dos arquivos por meio centralizado”.

Em decorrência da emenda o projeto será submetido por votação de redação final e caso seja aprovado irá para apreciação do governador Eduardo Riedel (PSDB).

O texto é baseado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que defende prioridade no desenvolvimento de políticas públicas para proteção da infância e adolescência.

Em MS, 79.66% das vítimas de estupro são menores de idade

Dados da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que, no Estado, a maioria das vítimas de estupro são menores de idade.

Até maio de 2024, foram registradas 974 ocorrências de estupro em delegacias de Mato Grosso do Sul. Destas vítimas, 452 possuíam idade inferior a 11 anos (46.37%) e 324 possuíam idade entre 12 e 17 anos (33.29%).

Somados, os números são ainda mais alarmantes, e correspondem a 79.66% dos registros dentro dos cinco meses do ano.

Em 2023, a Sejusp registrou 2.658 casos de estupro em todo o Estado, sendo 1.261 das vítimas crianças de até 11 anos, e 850 de adolescentes entre 12 e 17 anos - números que indicam que 79,4% das vítimas eram menores de idade.

 

** Colaborou Alanis Netto

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Corumbá

Cães desnutridos e abandonados em imóvel são resgatados pela Polícia Civil

Os animais foram resgatados e levados para uma ONG de proteção animal, onde receberão os cuidados veterinários necessários.

19/06/2024 17h00

Local estava sujo e os animais estavam visivelmente famintos e desnutridos.

Local estava sujo e os animais estavam visivelmente famintos e desnutridos. Divulgação/ Polícia Civil

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Dois cães adultos e um filhote foram resgatados pela Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (19), após denúncias de que os animais estavam sem alimentação e água em uma residência abandonada no Bairro Guatós, em Corumbá, a 427 quilômetros de Campo Grande.

Conforme informações da polícia, o caso chegou até eles após uma denúncia anônima. De acordo com relatos, o dono da residência havia sido dispensado do serviço há uma semana e foi embora do local. Desde então, os animais estavam abandonados, sem alimentação e água.

Os policiais entraram em contato com o ex-proprietário, que se comprometeu a buscá-los, mas não retornou ao local nem forneceu mais informações. Uma equipe da 1ª Delegacia de Polícia Civil foi até o local e, ao chegar na residência abandonada, encontrou os dois cães adultos no quintal e um filhote trancado dentro do imóvel.

Os animais estavam visivelmente famintos e desnutridos, com ossos aparentes, falhas no pelo, infestação de parasitas, anemia e desidratação. O ambiente estava repleto de entulhos e fezes, criando um cenário de extrema negligência.

Aos policiais, testemunhas relataram que na residência, as festas eram frequentes e os cães raramente recebiam alimentação adequada. Mesmo após repetidas cobranças para que cuidasse melhor dos animais, o ex-locatário insistia que os alimentava, apesar da magreza extrema dos cães ser evidente.

Os três cachorros foram resgatados e levados para uma ONG de proteção animal, onde receberão os cuidados veterinários necessários. Assim que estiverem saudáveis, serão disponibilizados para adoção.

Os animais foram encaminhados para uma ONG e receberão cuidados necessários Os animais foram encaminhados para uma ONG e receberão cuidados necessários/ Polícia Civil- Divulgação 


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