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FLEXIBILIZAÇÃO

Comércio abrirá com restrições, prefeito fala em contágio maior

Lojistas se comprometeram a disponibilizar álcool em gel e evitar aglomerações; prefeito da Capital, Marcos Trad diz que sociedade está consciente do risco
03/04/2020 10:00 - Izabela Jornada, Súzan Benites


 

Ainda sem decreto oficial, a Prefeitura de Campo Grande anunciou a reabertura do comércio varejista na segunda-feira (6). Apesar de os comerciantes se dizerem preparados para abrirem as portas em segurança, o prefeito Marcos Trad (PSD) afirmou que o número de infectados pelo novo coronavírus (Covid-19) deve aumentar.

“Com certeza, vai haver [aumento de casos] e a sociedade está consciente disso. Mas a própria sociedade quer assumir o risco. Por isso, nós não estamos fazendo nada sem orientação dos médicos e do Ministério da Saúde, e sim com protocolos de segurança. Se as pessoas tiverem consciência e utilizarem tudo aquilo que nós exararmos nos decretos, o índice de infectados vai ser bem reduzido”, considerou o prefeito de Campo Grande.

As entidades que representam o comércio em Mato Grosso do Sul explicam que as empresas terão de seguir as recomendações da prefeitura, do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).  

As lojas terão de disponibilizar álcool 70 para higienização das mãos e manter uma distância segura de 1,5 metro entre os consumidores, os ambientes deverão ser higienizados, entre outras medidas preventivas.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), João Carlos Polidoro, explicou que o principal é evitar aglomerações. “As empresas deverão fornecer equipamentos de proteção individual (EPIs) para os colaboradores, disponibilizar e orientar sobre o uso de álcool e, quando possível, ter lavatórios com água e sabão. Além de manter o distanciamento recomendado entre as pessoas, redobrar a atenção com a higienização do ambiente, bem como estarem atentas às determinações dos decretos da prefeitura que regrarão os diversos setores que estiverem autorizados a abrir”, considera.

Segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG), Adelaido Vila, além dos protocolos, os empresários são orientados para reforçarem as informações. “As lojas vão estar com várias identificações com as medidas, garantindo o afastamento entre as pessoas. A CDL está orientando e disponibilizando as regras, estamos diretamente conectados com a Semadur, que está elaborando um estudo para que tudo ocorra de uma forma mais tranquila, tanto para o consumidor quanto para o empresário”, disse.

Economistas e comerciantes preveem baixo movimento 

Para que o número de infectados com a Covid-19 não aumente, os consumidores serão parte importante nessa conta. A economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio (IPF-MS), Daniela Dias, diz que dificilmente acontecerá uma corrida às lojas.

“A reabertura do comércio não implica necessariamente no retorno desses consumidores às compras. Antes mesmo do fechamento do comércio, o setor já tinha uma redução de 50% nas vendas, entre os dias 2 e 19 de março. Porque as pessoas são movidas por expectativas e o medo influencia nessas expectativas, então, não teremos necessariamente um aumento das vendas e uma recuperação do comércio. Para amenizar esse impacto, os empresários devem continuar trabalhando a venda a distância”, considerou Daniela.  

O presidente da Associação Comercial, João Carlos Polidoro, destacou que o consumidor está orientado a sair o mínimo possível de casa. “Porém, o comércio está mobilizado para que, quando as pessoas precisarem comprar algo, sintam-se em segurança. As empresas têm se preparado dia após dia para diminuir ao máximo os riscos de contágio, e acreditamos que o consumidor perceberá que os estabelecimentos estão preocupados com a saúde de todos e que querem continuar a atendê-los”, informou Polidoro.

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!