Cidades
CAMPO GRANDE

Comércio ilegal de casas sociais segue mesmo com fiscalização

Prefeitura afirma que existe um setor de fiscalização dentro da Agência Municipal de Habitação e que denúncias de venda ou aluguel irregular são checadas

Ana Clara Santos

05/08/2022 09:30

 

O comércio clandestino das habitações de interesse social ainda ocorrem de forma expressiva em Campo Grande. 

Em uma busca em sites e até mesmo nas redes sociais, a reportagem do Correio do Estado encontrou anúncios nos quais apartamentos em condomínios na modalidade Casa Verde e Amarela estavam disponíveis para venda ou aluguel.  

O problema ainda persiste, embora a assistente social da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), Marluce Soares Marques, tenha afirmado à reportagem que o órgão fiscaliza ativamente os residenciais.

“Na Amhasf, a gente tem um setor de fiscalização e monitoramento e eles vêm frequentemente [às moradias]. Quando acontece denúncias por telefone, a gente já vem para verificar”, explicou Marluce, que coordenou a fiscalização realizada na tarde de ontem (4) no Residencial Canguru.  

Inclusive, esse conjunto habitacional, localizado no bairro de mesmo nome, foi alvo de pelo menos 10 denúncias de comércio clandestino dos apartamentos recém-entregues, com anúncios publicados no mesmo dia em que foram inaugurados, em 30 de junho.  

Conforme apurado, foram encontrados imóveis sendo vendidos por valores entre R$ 3 mil e R$ 70 mil. Entretanto, a assistente social também afirmou que nenhuma das denúncias foi comprovada e a Prefeitura de Campo Grande não tem provas de que os apartamentos foram negociados irregularmente.