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CUIDADO COM AS FRAUDES

Black Friday: sem filas, comércio inicia promoções com clientes desconfiados

Maioria dos consumidores pesquisaram preço dos produtos para não ser enganados
27/11/2020 10:33 - Gabrielle Tavares


Em ano de recessão econômica, o perfil do consumidor na Black Friday é consciente. Sem filas nas lojas e com pouco movimento nas ruas, quem foi para as compras nesta sexta-feira (27) aproveitou para levar somente o necessário e pesquisou os preços antes de realizar as compras.

Além disso, grande parte dos clientes aderiram ao formato digital neste ano. De acordo com o superintendente do Procon-MS, Marcelo Salomão, 60% das vendas da Black Friday estão acontecendo pela internet.

“Os preços pela internet já são mais acessíveis do que nas lojas, o consumidor já está habituado a fazer compras online”, ressaltou.

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Além dos preços, outro fator que contribuiu para a diminuição do movimento das ruas foi a pandemia da Covid-19, como foi o caso da dona de casa Maria Elza, de 58 anos, que está em isolamento social e só saiu para tentar comprar um colchão com uma boa promoção.

“Faz tempo que estamos precisando desse colchão. Vim para comprar só isso e só vou comprar se o preço estiver bom também”, relatou.

A estudante Mariana Ramos, de 23 anos, está mobiliando a casa e têm pesquisados os preços de eletrodomésticos ha pelo menos 4 meses. Ela contou que já conseguiu bons descontos antes da Black Friday, mas foi para o centro na esperança de encontrar um bom desconto nos itens que falta.

“Preciso de máquina de lavar, fogão, essas coisas que a gente precisa para o dia a dia. Mas vou pesquisar em todas as lojas para ver se realmente agora na Black Friday vai ter alguma diferença”, afirmou.

Para o estudante Leonardo Rezende, 21 anos, o evento compensou. Ele conseguiu comparar um notebook que estava precisando.  

“O meu estragou e aproveitei a Black Friday para trocar. Consegui um preço bom, estava mais barato que no site até, abaixou na faixa de uns 200 reais. Só olhei o notebook mesmo, só vou comprar o que preciso. Pelo que olhei das promoções tem que chorar bastante para compensar e tem que ser no dinheiro”, apontou.

Já a vendedora autônoma Elizabete Ferreira Dias, 50, não gostou dos preços que encontrou, “pelo que olhei dos preços achei a mesma coisa, não mudou muito não”.

Ela foi pagar uma conta em uma loja do centro e aproveitou para ver as promoções. “Mas não vou comprar nada não, não é um bom momento para fazer compra. Está difícil agora né, muito difícil. Ficar gastando mais do que a gente ganha não dá”, acentuou.