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Concursos abrem inscrição para vagas de até R$ 14 mil

Concursos abrem inscrição para vagas de até R$ 14 mil

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Pelo menos 13 órgãos abrem as inscrições na segunda-feira (12) e terça-feira (13) para 1.876 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 14.203,95 na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

O órgão que abre as inscrições na segunda-feira é a Prefeitura de Forquilhinha (SC).

Os órgãos que abrem as inscrições na terça-feira são os seguintes: Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social, Câmara Municipal de Guarapuava (PR), Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul, Prefeitura de Capanema (PA), Prefeitura de Colombo (PR), Prefeitura de Curitiba, Prefeitura de Pimenta (MG), Prefeitura de Piracicaba (SP), Prefeitura de Porto Ferreira (SP) e Prefeitura de Presidente Prudente (SP).

Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social
A Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (AADES) abre as inscrições do processo seletivo simplificado para 468 vagas temporárias para o Projeto de Apoio ao Fortalecimento dos Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural no Estado do Amazonas. Os salários variam de R$ 820 a R$ 4.728. As inscrições devem ser feitas até 20 de outubro pelo site www.aades.am.gov.br.

Câmara Municipal de Guarapuava (PR)
A Câmara Municipal de Guarapuava (PR) abre as inscrições para 2 vagas de contador e advogado. O salário é de R$ 4.217,98. As inscrições devem ser feitas até 12 de novembro no site www.unioeste.br/concursos. 

Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais
A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) abre as inscrições para 23 vagas para os cargos de analista de apoio e analista de desenvolvimento econômico. Os salários variam entre R$ 3.724,80 e R$ 14.203,95. As inscrições devem ser feitas de 13 de outubro e 12 de novembro pelo site http://fgvprojetos.fgv.br/concursos/codemig. 

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) abre as inscrições para 204 vagas para cargos efetivos de todos os níveis de escolaridade. Os salários não foram informados no edital. As inscrições devem ser feitas de 13 de outubro a 15 de novembro pelo site concursos.biorio.org.br.

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul abre as inscrições para 17 vagas para professores. Os salários variam de R$ 4.014 a R$ 8.639,50. As inscrições devem ser realizadas entre 13 e 29 de outubro de 2015 no site www.ifms.edu.br. 

Prefeitura de Capanema (PA)
A Prefeitura de Capanema (PA) abre as inscrições para o total de 520 vagas - 362 imediatas e 158 para cadastro de reserva em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários vão de R$ 788 a R$ 2.040. As inscrições devem ser feitas até 15 de novembro pelo site www.ivin.com.br. 

Prefeitura de Colombo (PR)
A Prefeitura de Colombo (PR) abre as inscrições para 24 vagas de médicos da Estratégia de Saúde da Família (17), clínico geral (1), psiquiatra (3) e plantonista (3). O salário varia de R$ 3.800 a R$ 9.956. As inscrições devem ser feitas até 4 de novembro na Rua XV de Novembro, nº 213, 3º andar, no Centro.

Prefeitura de Curitiba
A Prefeitura de Curitiba abre as inscrições para 314 vagas de nível fundamental: 200 para agente comunitário de saúde e 114 para agente de combate às endemias. Os salários chegam a R$ 1.159,18. As inscrições devem ser feitas de 13 de outubro a 6 de novembro pelo sitehttp://www.nc.ufpr.br/.

Prefeitura de Forquilhinha (SC)
A Prefeitura de Forquilhinha (SC) abre as inscrições do processo seletivo para formação de cadastro de reserva em cargos de todos os níveis de escolaridade na área da educação para o ano de 2016. Os cargos são de auxiliar de educação, agente de serviços gerais (merenda e limpeza) e professores. Os salários variam de R$ 869,09 a R$ 1.249,36. As inscrições devem ser feitas até 29 de outubro pelo site www.processosseletivos.com.br.

Prefeitura de Pimenta (MG)
A Prefeitura Municipal de Pimenta (MG) abre as inscrições para 69 vagas e cadastro de reserva em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários vão de R$ 788 a R$ 2.000. As inscrições devem ser feitas de 13 de outubro a 12 de novembro pelo site www.sawabonaconcursos.com.br

Prefeitura de Piracicaba (SP)
A Prefeitura de Piracicaba (SP) abre as inscrições para 20 vagas de médicos. Os salários vão de R$ 3.336,66 a R$ 8.567,47, acrescido de abono por desempenho de até 60%. As especialidades são atendimento domiciliar (3), dermatologia (1), gastroenterologista (1), infectologista (2), neurocirurgião (2), oftalmologista (1), pneumo infantil (1), psiquiatra (3), reumatologista (2), tisiologista (1), vascular (1) e plantonista ortopedista (2).
As inscrições devem ser feitas de 13 de outubro a 12 de novembro pelo site www.eplconcursos.com.br. 

Prefeitura de Porto Ferreira (SP)
A Prefeitura de Porto Ferreira (SP) abre as inscrições para 67 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários vão de R$ 800,20 a R$ 1.734,79. As inscrições devem ser feitas até 12 de novembro pelo site http://www.aplicativaassessoria.net/.

Prefeitura de Presidente Prudente (SP)
A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) abre as inscrições para 148 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários vão de R$ 1.012,07 a R$ 4.011,02. As inscrições devem ser feitas de 13 de outubro a 27 de novembro pelo site www.vuvesp.com.br. 

DE VOLTA PARA CASA

Artefatos indígenas retidos na França retornam ao Brasil

Museu do Índio receberá 585 peças que há 20 anos estavam na Europa

20/07/2024 23h00

Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

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Artefatos indígenas de mais de 50 etnias retidos na França há mais de 20 anos voltam ao Brasil. Ao todo, 585 objetos - máscaras, cocares, mantos, adereços, instrumentos musicais, cestarias, armas, esculturas e outros itens etnográficos - irão integrar o acervo do Museu do Índio, no Rio de Janeiro.

Parte dos artefatos já retornou ao Brasil no último dia 10, após atuação conjunta do Ministério Público Federal (MPF), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e Ministério das Relações Exteriores (MRE). Segundo o MPF, os bens foram adquiridos em 2003 e levados ao Museu de História Natural e Etnografia da cidade de Lille, na França, sem seguir os trâmites legais.

O retorno foi possível depois de diversas tratativas, durante uma década, com as autoridades francesas e a instauração de um inquérito civil público no MPF do Rio de Janeiro. Agora, as peças passarão por um período de quarentena para evitar possíveis contaminações, como é de praxe com acervos museológicos. No Museu do Índio, vinculado à Funai, será também verificado o estado das peças em comparação com os relatórios emitidos quando os objetos saíram da França. A ideia é que elas sejam exibidas ao público.

Sem autorização

O MPF explicou que os artefatos foram adquiridos em 2003 por representantes do museu de Lille em uma loja em São Paulo, que não tinha autorização para comercializar esse tipo de produto.

Entre os itens etnográficos, há adornos Kayapó e Enawenê-Nawê, considerados raros ou inexistentes nas coleções brasileiras, além de objetos Araweté como chocalhos, arcos e brincos emplumados produzidos a partir das penas do anambé azul e da arara vermelha.

Os bens são protegidos pela Convenção das Nações Unidas sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), de 1973.  Essa Convenção atribui aos países produtores e consumidores sua parte na responsabilidade comum e estabelece mecanismos necessários para garantir a exploração não prejudicial das populações.

Para o MPF, além da Cites, a Convenção da Unesco sobre importação e exportação de bens culturais (1970) e a Convenção de Unidroit sobre bens culturais ilicitamente furtados (1995) garantem o regresso dos bens culturais ao seu local de origem, independentemente da boa-fé do adquirente.

A solução encontrada à época pelas autoridades francesas foi a doação do acervo ao Museu do Índio, no Rio de Janeiro, seguida da assinatura de um contrato de comodato com prazo de cinco anos, renovável por igual período, autorizando o museu francês a exibir a coleção. Isso ocorreu em novembro de 2004. Após esse prazo, o acordo previa que a prefeitura de Lille arcaria integralmente com os custos de transporte, seguro e devolução do acervo.

Segundo o MPF, o contrato não foi cumprido e, por isso, foi instaurado um inquérito civil público em 2015 para obter o retorno dos artefatos indígenas. Em 10 anos, houve inúmeras reuniões e trocas de comunicações entre o MPF, Funai, Itamaraty e o museu francês para negociar a repatriação do acervo.

Ao final, o museu francês disse que não arcaria com os custos do retorno, que incluíam transporte, despacho e seguro das peças. A Funai, então, assumiu a responsabilidade de trazer as peças de volta e os itens finalmente aportaram no Brasil, onde aguardam a liberação aduaneira e o prazo de quarentena para finalmente serem apresentadas.

Manto Tupinambá

Também este mês, o Museu Nacional recebeu o Manto Tupinambá, artefato indígena que estava na Dinamarca desde o século 17 e retornou ao Brasil. O manto é uma vestimenta de 1,80 metro de altura, confeccionada com penas vermelhas de guará sobre uma base de fibra natural e chegou ao Museu Nacional da Dinamarca (Nationalmuseet) há mais de três séculos, em 1689. Provavelmente foi produzido quase um século antes.

Estudo da pesquisadora norte-americana Amy Bueno, da Universidade de Chapman, mostra que há ainda outros dez mantos semelhantes, também confeccionados com penas de guará que continuam expatriados em museus europeus. Apenas no Museu Nacional da Dinamarca, existem outros quatro além do que foi devolvido ao Brasil. 

*Com informações da Agência Brasil

GERAL

Padre Cícero: entre a santidade e a política aos 90 anos de morte

Ainda hoje, sacerdote mobiliza milhares de pessoas a Juazeiro do Norte

20/07/2024 22h00

Foto: Senado Federal / Domínio Público

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Milagres, guerra e política marcaram a vida de Padre Cícero Romão, considerado um dos personagens mais importantes da história do Brasil. Este sábado (20) marca os 90 anos de morte do sacerdote, que ainda hoje mobiliza centenas de milhares de pessoas a Juazeiro do Norte (CE) todos os anos.

Nascido em 1844, no Crato (CE), sertão cearense, Padre Cícero (mais conhecido como Padim Ciço) é considerado santo por uma multidão de devotos e Juazeiro do Norte é tido como um local sagrado.

A cozinheira e costureira Marinez Pereira do Nascimento, de 58 anos, que é mestra de cultura popular, relatou a devoção que tem à Padre Cícero e à Maria de Araújo, beata que protagonizou os famosos milagres das hóstias.   

“Minhas letras [de músicas de coco] falam muito sobre o Padre Cícero porque, para mim, ele é santo. O Padre Cícero veio para transformar Juazeiro. Ele é um enviado de Deus para a região do Cariri. Se não fosse o Padre Cícero, não existia Juazeiro, não existia romaria. A beata Maria de Araújo, para mim, faz e fez o mesmo papel que Nossa Senhora”, explicou.

A santificação dada pelo povo ao Padre Cícero e à Maria do Araújo tem origem nos chamados milagres das hóstias. Conta-se que as hóstias ministradas pelo Padre viraram sangue na boca da beata Maria de Araújo.

O suposto milagre - rejeitado pela Igreja Católica, que chegou a excomungar o sacerdote e proibir que ele realizasse missas - levou multidões para Juazeiro, criando um dos maiores movimentos populares e religiosos da história do país.

Da religião para política

O historiador e professor Régis Lopes, da Universidade Federal do Ceará (UFC), ressalta que a partir do trabalho religioso, Padre Cícero se tornou um importante político do seu tempo.

“O político é uma consequência do religioso. O prestígio que ele tem em relação aos devotos, às notícias sobre os milagres e toda essa repercussão que vai entrar em choque com a Igreja e em sintonia com essas tradições sertanejas transforma o Padre Cícero em um santo vivo. Então, tudo decorre daí. O prestígio político dele vem daí”, explicou.

O religioso foi prefeito de Juazeiro por sucessivos mandatos, chegando a ocupar o cargo de vice-governador do Ceará.

Visão equivocada

Filho de romeiros, o professor, escritor e memorialista Renato Dantas, de 75 anos, critica a visão que considera equivocada de parte da academia e que intelectuais têm de Juazeiro e dos romeiros, retratados muitas vezes como “fanáticos”.

“Comecei a estudar para saber até que ponto nós poderíamos ser fanáticos ou guardadores de uma memória da religiosidade popular. Cheguei à conclusão de que Juazeiro é o repositório dessa memória e que os romeiros e as romeiras consideram aqui um espaço sagrado”, explicou.

Para o juazeirense, o sonho que Padre Cícero teria tido - no qual Jesus teria orientado ele a “tomar de conta” daquele povo - os milagres das hóstias e a guerra de 1914 do Ceará são os três elementos que constroem essa religiosidade.

“A forma como o Juazeiro foi se construindo nesse local sagrado foi um sonho, um milagre e uma guerra. Para mim, são os três aspectos que consolidam a posição de Padre Cícero no Juazeiro, da compreensão romeira a respeito de Juazeiro”, defendeu Dantas.

Revolta de Juazeiro

Em 1914, ocorreu a chamada Revolta ou Sedição de Juazeiro. O governo do Ceará mandou cercar a cidade na tentativa de desarticular o poder que Padre Cícero exercia na região. A resistência armada popular conseguiu não apenas romper o cerco, mas marchar até Fortaleza e derrubar o então governo local de Franco Rabelo.

“O fato é que Juazeiro só consegue se revoltar por conta da força de atração do Padre Cícero em Juazeiro. Ele chama mesmo as pessoas para defender Juazeiro. Se não houvesse esse prestígio, não teria acontecido nada porque Juazeiro era uma cidade pequena, não tinha como construir um batalhão”, contou o professor Régis Lopes.

Anos antes, em 1911, a atuação de Padre Cícero levou à autonomia política de Juazeiro do Norte, que até então era um distrito do Crato. Apesar do envolvimento político, o historiador Régis Lopes diz que o Padre dedicava seu tempo e energia para questões religiosas, deixando as articulações políticas para o aliado Floro Bartolomeu.

“Para muita gente, o Floro era o prefeito de Juazeiro porque na prática ele era quem fazia mesmo essa articulação. As preocupações do Padre Cícero eram outras. A documentação escrita do Padre Cícero mostra que a vida dele, o gosto dele, era em relação a ser padre da Igreja”, acrescentou o historiador.

Santo popular

Padim Ciço morreu rompido com o Vaticano. Em 2015, a Igreja se reconciliou com o religioso e, em 2022, foi anunciado o início do processo para a sua beatificação. Em outubro de 2023, Padre Cícero foi incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria do Brasil por Lei sancionada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva.

O historiador Régis Lopes, da UFC, defendeu que, do ponto de vista sociológico, Padre Cícero é santo, ainda que não reconhecido oficialmente pelo Vaticano. “Só existe santo se tem devoto. Essa é a lógica básica de qualquer romaria. Tem que ter uma base social que vai construindo essa ideia de santidade”, explicou.

*Com informações da Agência Brasil

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