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Consorciar gado e floresta exige estudos

Consorciar gado e floresta exige estudos

Redação

22/03/2010 - 01h11
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A rentabilidade dos Sistemas Silvipastoris, que prevê a integração da pecuária com o cultivo de florestas, pode ser aumentada se forem utilizadas espécies adequadas à condição ambiental local e que tenham madeira nobre, de alto valor econômico. A escolha da espécie é fundamental e exige conhecimentos. Normalmente, quando a destinação da madeira é voltada para a siderurgia, produção de papel e celulose, ou o produtor tem mais pressa em obter alguma renda com sua floresta, a planta utilizada é o eucalipto. Porém, se o interesse for outra planta, que garanta madeira mais nobre, existem outras opções. Segundo Alex Marcel Melott, biólogo, mestre em Biologia Vegetal pela UFMS, doutorando em Agronomia pela UFGD, e que atualmente faz estágio na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, se as condições buscadas são de madeiras mais nobres e maior rentabilidade, elas são encontradas em espécies nativas que geralmente têm crescimento lento quando plantadas a sol pleno. No entanto, fornecem madeira de alta qualidade, geralmente utilizada na movelaria fina, na construção naval entre outros fins. Ele explica que a escolha das espécies arbóreas para compor o sistema pode significar um risco em processos silvipastoris. Nesse contexto, estariam inclusos problemas associados ao plantio de espécies agronomicamente inadequadas, devido à suscetibilidade futura a doenças e pragas, potencial invasivo, ou ao efeito deletério que poderiam causar à pastagem, citando como exemplos o excesso de sombreamento, deposição excessiva de serrapilheira, ou efeito alelopático. Também há casos de espécies, como a seringueira, que embora de boa rentabilidade, não serve para o sistema silvipastoril pois o gado certamente iria começar a lamber o látex produzido pela planta, de sabor adocicado, com prejuízos tanto para os animais como para a floresta. Ademais, haveria ainda o risco associado ao plantio de espécies que pudessem se tornar economicamente desinteressantes com o passar do tempo. Isso ocorreria por causa de mudanças no potencial de comercialização de seus produtos (mudanças na preferência de mercado), ou até mesmo devido a eventuais restrições ambientais para a exploração, como o corte dessa ou daquela árvore.

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Rumo à Bolívia, familiares de megatraficante do RJ são presos em MS

Durante a abordagem, os motoristas informaram que foram contratados para levar os familiares do líder do Terceiro Comando Puro até Corumbá

09/12/2025 13h00

Divulgação: PCJR / PRF

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Familiares do megatraficante e líder do Terceiro Comando Puro (TCP), Álvaro Malaquias Santa Rosa, o vulgo Peixão, de 38 anos, foram presos na BR-262, em Campo Grande.

Peixão é chefe da facção rival do Comando Vermelho (CV) e domina o Complexo de Israel, que corresponde às comunidades de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, entre outras, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ).

Uma das características da facção é o uso da bandeira de Israel, espalhada pelas comunidades, ponto identificado nas joias localizadas em maletas, em que algumas continham o símbolo “IDF” (Israel Defense Force), que, em português, significa Forças de Defesa de Israel.

Os veículos foram parados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na segunda-feira (8), quando a inteligência recebeu a informação de que os carros saíram do Rio de Janeiro com destino a Corumbá.

Informações preliminares indicaram que Peixão estaria em um dos veículos. No entanto, a bordo estavam a esposa, três filhos e um sobrinho, sendo que este último teria dito que era o dono das joias.

Os familiares foram encaminhados à Polícia Federal (PF), na Capital sul-mato-grossense, onde foram ouvidos e liberados. Eles irão responder em liberdade por organização criminosa, ocultação de bens e lavagem de dinheiro.

Durante a vistoria dos veículos, os motoristas informaram que foram contratados por uma pessoa conhecida, que reside na Bolívia, para fazer o transporte dos familiares de Peixão até a Cidade Branca e, posteriormente, atravessariam a fronteira rumo à Bolívia

Já a família, conforme informações do Estadão Conteúdo, disse que seguiu de avião até a capital fluminense, onde passou a noite antes de seguir viagem rumo a Mato Grosso do Sul.

Peixão

Atualmente, o traficante, Álvaro Malaquias Santa Rosa, está na lista dos mais procurados pela polícia no Rio de Janeiro e nunca foi preso. Em fevereiro deste ano, uma operação chegou a ser deflagrada em uma comunidade no Rio de Janeiro, mas a polícia não conseguiu localizá-lo.

Durante a pandemia da Covid-19, em 2020, a facção possuía o controle de Vigário Geral e Parada de Lucas. Na guerra pelo domínio de outras regiões, os criminosos conseguiram expulsar rivais e ocuparam as seguintes favelas:

  • Cidade Alta;
  • Cinco Bocas;
  • Pica-Pau.

Áreas que eram dominadas pelo Comando Vermelho. Por se dizer evangélico, Peixão passou a chamar os territórios dominados de Conjunto de Israel, tendo, inclusive, ordenado ser chamado de Aarão - o irmão de Moisés, que, conforme o Antigo Testamento, teve papel importante na libertação dos hebreus.

 

 

Em 2021, em outra incursão policial em busca de Peixão, a polícia chegou a uma mansão pertencente ao traficante, onde, em um dos muros do quintal, havia um desenho de Jerusalém e até um santuário.

O traficante foi condenado pela Justiça por ter mandado destruir locais de prática de religião de matriz africana. Além disso, possui várias ordens de prisão e aparece em mais de 70 inquéritos como alvo e em 26 processos.

No dia 24 de outubro de 2024, foi acusado de terrorismo pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, sob a suspeita de ter ordenado que integrantes do seu grupo atirassem para dispersar a população enquanto a polícia tentava capturá-lo, o que culminou em dois mortos e quatro feridos.

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INTERIOR

Ladrão liberado em 'blitz' acaba furtando dois carros da mesma família

Indivíduo de 26 anos conseguiu levar dois veículos das mesmas vítimas, pai e filha, durante a madrugada desta terça-feira (09)

09/12/2025 12h48

Pai e filha deixaram as chaves no contato do Gol, enquanto ambos devam o relato no caso da Strada furtada, o que facilitou ação que terminou com indivíduo preso em flagrante

Pai e filha deixaram as chaves no contato do Gol, enquanto ambos devam o relato no caso da Strada furtada, o que facilitou ação que terminou com indivíduo preso em flagrante Reprodução/Asscom Dourados

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Distante aproximadamente 231 quilômetros da Capital de Mato Grosso do Sul, um caso no interior do Estado chamou atenção por ser, no mínimo, curioso, após um ladrão acabar roubando dois carros de uma só vítima na mesma noite após ser liberado de uma blitz da Guarda Municipal na madrugada de hoje (09). 

Na também conhecida como Capital do Agronegócio, o município em questão palco desse caso inusitado foi a cidade de Dourados, a segunda maior do Mato Grosso do Sul, com a ocorrência registrada nas proximidades da Praça Antônio João, bem próximo à região central. 

Quanto à equipe de segurança pública por trás dessa ação, os fatos da ocorrência são narrados pela Guarda Municipal, como abordado pelo portal local Dourados News, que identificaram uma Fiat Strada em alta velocidade por uma das principais vias da região. 

Entenda

Transitando pela Av. Marcelino Pires, que praticamente corta o município de Dourados de uma ponta a outra, a Fiat Strada em questão foi abordada no cruzamento com a rua João Cândido Câmara. 

Nesse ponto, houve a devida checagem dos documentos, pela qual os agentes puderam levantar que esse veículo estaria com a documentação atrasada. 

Porém, como o indivíduo em questão não estaria embriagado, e sem um registro de furto aberto até aquele momento, o homem inicialmente abordado pelos policiais foi liberado, mas o carro teve de ficar apreendido. 

Passado pouco tempo, conforme narra o portal local, uma mulher de cerca 40 anos, ao lado de seu pai, de 60, aproximou-se dos agentes e informou à Guarda Municipal que a Strada seria propriedade deles. 

Essas vítimas narraram todo o caso, alegando que a Strada havia sido furtada no bairro Novo Horizonte, distante mais de 6,5 km aproximadamente de onde o carro foi abordado pela Guarda Municipal. 

Fica descrito então nesse momento em que as vítimas estavam narrando o caso, que ambos haviam chegado até esse ponto a bordo de um veículo Gol, o qual estaria estacionado na rua lateral.

Justamente aqui a coisa fica inusitada pois, uma vez que pai e filha desceram do veículo deixando as chaves no contato do Gol, enquanto ambos devam o relato no caso da Strada furtada esse segundo veículo também foi levado. 

Através de buscas esse segundo veículo também pôde ser localizado, com os agentes constatando neste momento que o indivíduo que estava no comando do Gol furtado era o mesmo que a Guarda Municipal havia abordado primeiramente com a Strada e que havia sido liberado. 

Aos 26 anos, o indivíduo foi identificado somente como Alexandro, morador do bairro Canaã I, que fica no extremo oposto de onde o primeiro carro havia sido roubado no município. 

Dessa vez, o acusado foi abordado, preso e levado até a unidade da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), autuado por furto em flagrante. 
 

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