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CAMPO GRANDE

Trad diz que consórcio foi à Justiça porque não teve o reajuste que queria

Prefeito disse que município vai continuar fiscalizando o contrato de transporte coletivo
16/11/2020 16:45 - Eduardo Miranda


Em sua primeira entrevista após sua reeleição para prefeito de Campo Grande, o prefeito da Capital, Marcos Trad (PSD), não entrou em detalhes sobre os próximos passos na readequação do contrato entre o Consórcio Guaicurus e o município, que foi algo de um Termo de Ajuste de Gestão (TAG) intermediado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), e que terá de ser reajustado até 31 de dezembro.  

Ao expor sobre o próximo desafio do município, que será renegociar a tarifa de ônibus e também o contrato de transporte, Trad lembrou que dos quatro fatores que pesam contratualmente sobre a tarifa, nenhum depende dele, como preço do combustível, inflação (o índice é o IGP-M), número de usuários e a variação salarial dos motoristas.  

“Nas gestões de outrora, o que o Consórcio Guaicurus pedia acima da inflação, eles davam (o que o concessionário pedia). Eu só dei o reajuste inflacionário. Por isso eles ingressaram na Justiça com (o pedido) de reequilíbrio econômico financeiro”, argumentou o prefeito.  

O prefeito não entrou em mais detalhes sobre possível aumento da tarifa, e também sobre se o município irá relaxar as exigências que se faz ao Consórcio Guaicurus, algo que as concessionárias reivindicam. “Estamos fiscalizando o contrato, dentro daquilo que é dever do contratado”, afirmou o prefeito.  

Trad lembrou que ele, ou qualquer outro prefeito que vier a ocupar seu lugar nos próximos anos, terá de cumprir as cláusulas do contrato. “Não é a pessoa do prefeito, e sim a cidade e o município de Campo Grande que é o contratante. Qualquer um que sentar-se aqui (no gabinete) nos próximos 4 ou 8 anos, ou se sentasse qualquer um dos meus concorrentes, eles teriam que honrar o contrato”, afirmou Trad.  

O prefeito também quis salientar que reajustou a tarifa de transporte coletivo menos que seus antecessores. Segundo ele, em 2017, quando assumiu para o primeiro mandato, o bilhete de ônibus custava R$ 3,55, e agora custa R$ 4,10. “Foi um reajuste de 15% mais ou menos. Entre 2013, 2015 e 2016, o reajuste foi acima de 30%, a tarifa veio inflada”. 

 
 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!