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BANDEIRA BRANCA

Consórcio Guaicurus entrega acordo trabalhista ao Ministério Público

Empresa vai manter plano de saúde e dar passe gratuito para funcionários demitidos
14/08/2020 09:28 - Gabrielle Tavares


A briga entre o Consórcio Guaicurus e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU) parece próxima a uma trégua.  

Na quinta-feira (13), a empresa entregou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) um acordo para compensar 157 trabalhadores dispensados durante a pandemia de Covid-19.

Na resolução, o consórcio se compromete a manter o Programa de Agendamento Médico e Exames para funcionários demitidos até novembro deste ano, que foi a data-base da categoria. 

Outro compromisso foi a disponibilização de cartão especial a ex-funcionários para uso no transporte coletivo de segunda a sexta-feira, abastecido com quatro créditos por dia.

No dia 7 de agosto houve uma reunião entre STTCU e consórcio, mediado pelo MPT, onde essas propostas haviam sido discutidas, além da obrigação da empresa de homologar todas as rescisões contratuais na sede do sindicato e disponibilizar os documentos relativos a cada demissão com 48h de antecedência, para análise da entidade representativa dos trabalhadores.

 
 

No ato de homologação, o Consórcio deverá apresentar o comprovante de transferência bancária referente ao termo de rescisão de cada funcionário.

De acordo com o MPT, as partes concordaram em formalizar uma negociação coletiva em até 60 dias, quando negociarão requisitos e compensações para futuras dispensas em massa ocorridas durante a pandemia.

O Sindicato informou também que o Consórcio se comprometeu a dar prioridade de recontratações futuras para os funcionários demitidos neste período.  

Histórico

O Sindicato estima que cerca de 320 demissões de empregados tenham acontecido desde o início da pandemia de Covid-19, sendo em torno de 150 apenas na semana passada.  

O número de rescisões foi confirmada pelo MPT, mas questionada pelo diretor do Consórcio Guaicurus, João Rezende, que afirmou que a informação do sindicato não está correta. Ele atribuiu as demissões coletivas a redução de linhas e a queda no fluxo de passageiros, motivadas pela pandemia de Covid-19.

Por conta desta situação, a categoria chegou a ameaçar entrar em greve na sexta-feira (7). O grupo faria uma assembleia para deliberar o tema pela manhã e por conta disso as primeiras viagens não seriam feitas. Mas a reunião foi cancelada depois de intervenção do MPT.  

No dia 20 de julho, os rodoviários realizaram paralisação de duas horas para discutir ajuste na legislação municipal. A Lei nº 6.481, de 14 de julho de 2020, altera dispositivos do Sistema Municipal de Transporte, transformando algumas punições administrativas aos trabalhadores em multas.

 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!