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CORONAVÍRUS

Máscaras e álcool gel continuam em falta; decreto obriga farmácias avisarem por meio de faixas 

Determinação é para evitar que pessoas desçam dos carros
25/03/2020 17:02 - Izabela Jornada


A falta de máscaras e de álcool em gel fez com que Prefeitura de Campo Grande colocasse em decreto municipal a obrigatoriedade de fixar faixas que informem que não tem os produtos nas farmácias. “É norma, pois as pessoas estavam procurando muito por esses itens e para impedir que elas desçam do carro, a faixa já avisa que não tem”, explicou o presidente do Sindicato dos Proprietários de Farmácia (Sinprofar), Roberto Martins Rosa.

Na tarde desta quarta-feira (25) a reportagem do Correio do Estado flagrou muitos estabelecimentos com esse informativo. De acordo com o presidente do sindicato, a falta de máscaras e de álcool em gel vai continuar por mais uma semana. “A previsão é que semana que vem normalize. Essa semana, algumas farmácias conseguiram faturar uma dúzia, em média, mas é muito pouco, isso não dá para quase nada”, declarou Roberto.

A falta dos produtos acontece desde o dia 13 de março, em Campo Grande, após as primeiras suspeitas da contaminação pelo coronavírus, na Capital. A procura por itens que previnem doenças infecciosas, e também que aumentam a imunidade corporal, como as vitaminas C cresceram exacerbadamente, nas duas últimas semanas.

Nas redes sociais é possível ver várias pessoas criticando outras por estarem fazendo estoque dos produtos, enquanto outros estão sem.

A Câmara Municipal de Campo Grande chegou a doar R$ 5 mil em máscaras para a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), pois muitos profissionais da área estavam sem os itens de proteção.

VACINAÇÃO

Outro problema que tem acontecido nas farmácias é a questão das longas filas que foram formadas por idosos - justamente por serem o grupo de maior risco em relação à infecção do coronavírus – para receberem a vacina contra a gripe H1N1.

De acordo com o presidente do sindicato, os donos das 51 farmácias, responsáveis em aplicar a vacina, estão orientando sobre o espaçamento necessário para combater a disseminação do vírus. “Mas não são todos que obedecem”, explicou.

Os farmacêuticos de cada estabelecimento que ficaram responsáveis em aplicar a vacina no grupo de risco. Os materiais, álcool, algodão e vacina, foram cedidos pela secretaria. A ação faz parte do Comitê de Crise e o objetivo era impedir a aglomeração.