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CORONAVÍRUS

Quarentena de um dos primeiros casos de Capital termina amanhã; três continuam internados

Neto de Ueze Zahran e namorada ficaram 14 dias trancados no quarto, ele em SP e ela em Campo Grande
25/03/2020 11:00 - Daiany Albuquerque


 

A jovem Thayany Silva, de 23 anos, que foi uma das primeiras pessoas a ter o resultado positivo para o Covid-19, o novo coronavírus, em Campo Grande deixará o isolamento total a partir de quinta-feira (26), quanto terminam os 14 dias de quarentena que lhe foram indicados.

Segundo a estudante, durante este período ela não desenvolveu nenhum sintoma da doença, apesar de ter tido o resultado positivo. Já o namorado, Ueze Zahran Stamatis, que mora em São Paulo, teve febre, dor no corpo e nos olhos. “Ele teve sintomas leves, mas eu não senti nada”, contou.

Thayany conta que seguiu as orientações do médico no período e ficou esse tempo trancada no seu quarto, na casa dos pais, em Campo Grande. Mesmo assim não teve contato com a família nem na hora de se alimentar. “Eles colocavam minha comida na porta, quanto eles saiam eu pegava e depois devolvia. Eles lavavam minha louça separada e com luvas”, explicou.

O diagnóstico de novo coronavírus da jovem foi confirmado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) no dia 12 deste mês, entretanto, como o namorado já havia tido o resultado antes, os 14 dias foram contabilizados dessa data. Em entrevista ao Correio do Estado, Ueze lembra que um tempo antes de saber que estava com Covid-19 viajou com a namorada para o Rio de Janeiro, então os dois não sabem se contraíram a doença na capital paulista ou na carioca.

Apesar de já poder voltar ao convívio da família, a jovem parece um pouco receosa, pelo fato de não saber se está realmente sem a doença. De acordo com a jovem, ela gostaria de fazer um segundo exame, de pós quarentena, para saber se não está mais com a enfermidade. “Eu queria fazer o exame, mas os médicos disseram que não tem necessidade e que a preferência são para os casos graves”.

A situação de Thayany, entretanto, é diferente do primeiro caso de Campo Grande, o do cônsul da Síria Kabril Youssef, que foi primeiramente internado no Proncor e depois transferido para o hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele continua internado e seria transferido para uma unidade semi-intensiva nesta quarta-feira.

Com 66 anos, o cônsul faz parte do grupo de risco da doença, que afeta principalmente pessoas acima dos 60 anos ou com algum tipo de comorbidade. Apesar de a confirmação da SES ter se dado apenas no dia 14 deste mês, o Proncor afirmou que o Youssef foi o primeiro paciente com a doença a passar pelo hospital.

Durante toda a semana passada o cônsul sírio esteve entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sírio Libanês. Porém, na terça-feira o irmão de Kabril, Michel Youssef, afirmou que o quadro dele teve uma melhora. “Meu irmão foi desentubado, e amanhã (quarta-feira) vai sair da UTI para semi-intensiva. E isso já é uma grande vitória, ele está se recuperando, graças a Deus e as orações de todos vocês”, publicou em sua rede social.

O segundo paciente de Campo Grande que segue internado, um homem de 38 anos, segue em estado grave na UTI do Proncor. Segundo o hospital, ele tem evoluído bem nos últimos dias, mas o quadro segue sendo grave e ele continua respirando com a ajuda de equipamentos.

Já o terceiro internado, também no Proncor, tem 46 anos, é do grupo de risco por ter doenças preexistentes, mas está estável e já foi levado para o quarto.

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.